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sexta-feira, 9 de março de 2012

CGU DESNUDA ROBERTO PEIXOTO NA APLICAÇÃO DE RECURSOS FEDERAIS

Todo o mundo sabe que o prefeito de Taubaté é canastrão e péssimo administrador, bem como a Prefeitura sob seu comando é a verdadeira Casa da Mãe Joana. Todo o mundo entra, todo o mundo manda.

Até os (poucos) bancos da Praça Santa Terezinha sabem que a CGU (Controladoria Geral da União) passou uma temporada em Taubaté para fiscalizar a aplicação de recursos no Programa Bolsa Família e na alimentação escolar.

A CGU constatou que o prefeito Roberto Pereira Peixoto não é somente um péssimo administrador.

Peixoto usa verba federal para pagar servidor municipal
Como canastrão juramentado, Peixoto não convence ninguém.

Os fiscais da CGU não aceitaram as desculpas esfarrapadas apresentadas pelo alcaide desta sofrida urbe.

A CGU aponta, em seu relatório, diversas falhas na gestão das verbas federais repassadas para Taubaté.

Por exemplo: Peixoto usou verba do Programa Bolsa Família para efetuar pagamento de salários e encargos de servidores municipais. Ou seja, empregou R$ 215.130,36 entre janeiro de 2010 e junho de 2011 para pagar funcionários e respectivos encargos sociais.

Quer outra? O prefeito canastrão deu Bolsa Família a servidores municipais “cuja renda ultrapassa os limites máximos estipulados em lei para que possam ser beneficiários do Programa”.

Mais uma: a falta de controle (ou ma fé) é tanta que a ABC recebeu R$ 33.261,40 a mais pelos serviços prestados na área de transporte escolar.

Neste caso, o repasse federal entre janeiro de 2010 e junho de 2011 foi de exatos R$ 303.987,85.

A empresa de ônibus terá que devolver o que recebeu a mais.

Olhe só: a CGU constatou que 96% dos gastos estão sendo aplicados em despesas não autorizadas.

Outra coisa: A CGU apresentou à Prefeitura uma relação de 60 beneficiários dos programas federais, os quais representam 56 famílias. Sabe qual foi a constatação?

Os dados foram cruzados com as informações contidas na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), onde se descobriu que os mesmos seriam “servidores municipais com renda per capita familiar superior à estipulada pelo programa”.

As informações colhidas pela CGU embasarão denúncias que provavelmente serão encaminhadas pelo Ministério Público Federal aos tribunais competentes.

O relatório em si não tem caráter punitivo. É de caráter informativo, tão somente.

Agora, a pergunta que não quer calar:

Quem vai carregar Peixoto na campanha eleitoral?