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segunda-feira, 26 de março de 2012

ORTIZ JUNIOR SENTA NO COLO DE PAPAI E PEDE TAUBATÉ COMO PRESENTE DE NATAL

Quem assistiu a entrevista do pré-candidato a prefeito pelo PSDB, Ortiz Junior, na TV Câmara, deve estar decepcionado e preocupado com o tucano, que não tem programa de governo, tem projeto de poder.

Junior repetiu surrados chavões políticos na entrevista concedida aos jornalistas Miguel Kater e Luiz Carlos Baptista na TV Câmara. Seu desejo é ganhar a Prefeitura de presente de Natal. Elogiou papai sempre que possível e renegou quando foi preciso. Tal pai, tal filho.

Miguel Kater, Ortiz Junior e Luiz Carlos Baptista no Conexão Popular
A entrevista, nos primeiros vinte e poucos minutos, se resume a citações do grande conselheiro Bernardo Ortiz (no dizer do entrevistado) como se suas gestões como prefeito de Taubaté tivessem sido oníricas. Junior citou papai à exaustão.

Lembrado por Luiz Carlos Baptista que Bernardo Ortiz fez uma boa primeira administração no começo dos anos 1980 e depois tratou de desconstruir a imagem dos sucessores que ajudou a eleger para garantir a hegemonia política nesta urbe, Junior deu uma resposta inconvincente.

Provocado pelos entrevistadores, Ortiz Junior renegou o próprio pai. Disse que não é Bernardo Ortiz ao ser lembrado que Pollyana foi candidata a vereadora por ter sido perseguida pelo ex-prefeito.

Relembrando: Pollyana era diretora de escola na rede pública municipal e foi removida por não aceitar o critério de avaliação proposto pelo ex-prefeito Bernardo Ortiz para demitir professores que ele julgasse “incompetente”.

Ao renegar o próprio pai, Ortiz Junior mostrou que lhe interessa o poder a qualquer custo. Nem que para isso precise negar ser igual ao grande conselheiro.

Tal pai, tal filho. O Velho sempre agiu assim. Usava e abusava de seus correligionários e os afastava sempre que seus interesses não fossem plenamente atendidos.

Que o diga o vereador e ex-prefeito Mário Ortiz (PSD), agora chamado de primo por Ortiz Junior. Memória curta, Junior esqueceu-se quanto o papai enxovalhou o primo para garantir sua volta ao poder.

Os entrevistadores da TV Câmara perguntaram qual a experiência de Junior com administração pública.

Não tem nenhuma.

A singeleza da resposta foi patética. A experiência administrativa do pré-candidato tucano resume-se a conviver com papai na Prefeitura e o tempo que foi professor no Municipal, usada politicamente por ele para atender os pais dos alunos. Foi afastado de suas funções.

Falou vagamente sobre as acusações do prefeito canastrão Roberto Peixoto em debate televisivo, segundo a qual teria sido demitido da Prefeitura por matar o tempo jogando no computador.

Ortiz Junior disse que o gestor moderno precisa descentralizar a administração, colocando técnicos onde há exigência de técnicos e políticos onde os políticos são necessários.

Por fim, disse que seu exército deverá congregar cerca de 180 candidatos a vereador abrigados em 14 ou 15 partidos com os quais fará aliança.

Um eventual governo tucano em Taubaté se configura uma tragédia. Como satisfazer 180 candidatos e a voracidade dos partidos que quererão um naco do poder municipal para continuar na base?

Profeticamente, o filho do papai crê na eleição de 12 vereadores da base aliada na próxima eleição, ou seja, 2/3 da futura Câmara Municipal.

Faltou Junior explicar de onde está vindo tanto dinheiro para a mais rica pré-campanha da história política de Taubaté.

Onde estaria funcionando o caixa dois?

Para concluir: Ortiz Junior reproduziu a cartilha pasteurizada do marketing político sem acrescentar nada de novo à pré-campanha.

Um fiasco!