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terça-feira, 27 de março de 2012

O TESTEMUNHO DE KARNAS SOBRE TORTURA DURANTE O REGIME MILITAR

O regime militar implantado neste país em 1964 levou muita gente para a cadeia, milhares de homens e mulheres foram torturados nas masmorras da ditadura e dezenas foram mortos e/ou continuam desaparecidos.

Os casos mais notórios são os da presidente Dilma Rousseff, presa e torturada durante o regime militar, o do operário Manoel Fiel Filho, morto após uma sessão de tortura, o do deputado Rubens Paiva, preso em sua casa na frente de sua mulher e filhos e desaparecido desde então, além do jornalista Wladimir Herzog, morto nos porões do Doi-CODI, em São Paulo.

Nesta segunda-feira (27/03), centenas de jovens promoveram manifestações de repúdio em frente às residências e/ou escritórios de torturadores conhecidos em São Paulo, Ceará, Porto Alegre.

Jovens que não haviam nascido durante o regime militar criaram o Levante Popular para protestar contra a impunidade aos torturadores.

Pegaram-nos de calças curtas, para surpresa dos vizinhos que se espantavam ao saber que seu afável vizinho foi, durante o regime militar, um torturador.

Leia aqui o blog do jornalista Rodrigo Vianna sobre o assunto.

O jornalista e escritor Carlos Karnas começou sua carreira no Zero Hora. Cobria polícia, algo comum para os focas naqueles tempos em que sequer existiam as tais faculdades de comunicação.

O sujeito aprendia na raça, fazia plantões noturnos nas redações e acompanhavam de perto o trabalho policial – um grande gerador de notícias.

Foi nesta época de Karnas testemunhou uma sessão de tortura em Porto Alegre.

Abaixo, o relato do jornalista/escritor.

Karnas narra com precisão e rara beleza a atmosfera daquela madrugada de chumbo.

O texto é emocionante. Leia!