Páginas

quinta-feira, 22 de março de 2012

PMDB ALTERA DATA PARA DECIDIR CANDIDATO À SUCESSÃO DE PEIXOTO

O PMDB chega em frangalhos nas eleições de outubro, mas não morto. O pré-candidato do partido deveria ser escolhido na noite desta quinta-feira (22/03). A decisão, porém foi adiada sem muitas explicações.

O PMDB transformou-se, ao longo dos anos, em balcão de negócios nos níveis municipal, estadual e federal. Basta olhar o que se passa em Taubaté.

O que move o partido são os interesses pessoais embutidos em seus dirigentes. O PMDB não tem um projeto para melhorar o Brasil, não tem projeto para Taubaté. Seu único projeto é garantir a manutenção do poder.

A fome peemedebista por poder é avassaladora, nem que para isso tenha que ser coadjuvante Os principais líderes do partido querem ressuscitá-lo nacionalmente.

A direção nacional do partido promoveu intervenções em vários diretórios estaduais e municipais, onde a sigla não estaria correspondendo em termos eleitorais.

Em Taubaté não foi diferente.

Em março do ano passado informamos que Jaci Cunha deixaria a presidência do partido. O patético politiqueiro esperneou, xingou, mas não é mais dirigente do PMDB.

Preferiu submeter-se ao prefeito canastrão e garantir seu emprego enquanto Peixoto for prefeito desta urbe quase quatrocentona.

Internamente, o PMDB é um partido dividido em Taubaté.

O ex-deputado Ary Kara José coordena o partido em Taubaté. Tem o apoio do deputado estadual Baleia Rossi (presidente da comissão provisória estadual do partido) e do vice-presidente da República Michel Temer.

O racha na escolha do pré-candidato à sucessão de Peixoto é um fato.

De um lado, Lu Peixoto quer impor seu preferido, o secretário de Negócios Jurídicos Anthero Mendes Pereira.

Na outra ponta Ary Kara, matreiro, deixa puxarem a corda. Ele sabe que a escolha de Lu Peixoto é uma espécie de futuus fatuum invenit.

O PMDB caminha a passos largos em direção ao deputado Padre Afonso (PV), que poderá ter como candidato a vice-prefeito em sua chapa o vereador Alexandre Villela (PMDB).

No ano passado, aliás, o trio Padre Afonso/Ary Kara/Alexandre Villela reuniu-se na residência do diretor de Obras da Prefeitura Gerson Araújo para discutir a aliança.

Quem disse foi o próprio deputado Padre Afonso.

Naquela época o PMDB não estava rachado. Hoje é consenso que Peixoto atrapalha pelo alto grau de rejeição e os muitos processos que estão em andamento na Justiça.

Quem disse foi o próprio Adair Loredo, secretário de Governo de Peixoto.

Uma coisa é certa: Padre Afonso pode ficar com o PMDB, mas terá que carregar nas eleições Peixoto (Alexandre ou Adair) e Ary Kara, todos desgastados eleitoralmente em Taubaté.

Abaixo, uma pequena relação de processos em andamento contra o prefeito canastrão somente na área eleitoral.