Páginas

quinta-feira, 12 de abril de 2012

HÁ OITO MESES, BANCADA DA VERGONHA ABSOLVIA PREFEITO CANASTRÃO

A madrugada de 13 de agosto de 2011 foi marcada pela decisão de seis vereadores taubateanos, que decidiram absolver o prefeito Roberto Peixoto (PMDB) após o processo a que foi submetido na Câmara Municipal por infrações político-administrativa.

O objetivo desta postagem é não deixar (e)leitor esquecer o prejuízo político e administrativo que Taubaté vem tendo desde então.

A absolvição de Peixoto foi mais que um perdão. Os vereadores que negaram a cassação do prefeito canastrão deram uma carta de alforria para que a quadrilha continuasse agindo nos bastidores do Palácio do Bom Conselho.

Três meses após a absolvição de Peixoto, uma reportagem exibida pelo Fantástico em 27 de novembro de 2011 incluía Lu Peixoto como uma das primeiras-damas da corrupção no Brasil. Veja o vídeo do Fantástico abaixo.



Devemos a absolvição de Peixoto a seis vereadores: Ary Filho (PMDB), Henrique Nunes (PV), Chico Saad (PMDB), Luizinho da Farmácia (PR), Maria Teresa Paolicchi (PSC) e Rodson Lima (PP).

A CAMINHO DAS ELEIÇÕES

A vereadora Pollyana (PPS) e o vereador Digão (PSDB) ganharam projeção política por suas atuações na comissão processante.

Serena, mas firme, Pollyana conquistou boa parcela do eleitorado taubateano. Sem espaço no PSDB, o vereador Digão será candidato à reeleição. O jovem parlamentar tem futuro político definido e dependerá apenas de suas forças. Digão não precisa do PSDB. São os tucanos que precisam de Digão.

Ary Filho saiu do PTB para ocupar a presidência da comissão executiva provisória municipal do PMDB. Está cotadíssimo para ser indicado vice-prefeito numa eventual coligação com o PV, que tem o deputado Padre Afonso como pré-candidato a prefeito.

Rodson Lima, que ajudou a absolver o prefeito canastrão, não foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça que o condenou por improbidade administrativa. Seu suplente, João Virgílio – Verjola (PP), tomou posse quarta-feira (11/04).

Pollyana; será candidata a prefeita pelo PPS e surge como alternativa viável para a mesmice eleitoral que assola Taubaté nos últimos trinta anos.

Adair Loredo, secretário de Governo de Taubaté, distribuiu carta à imprensa comunicando sua desistência de disputar a indicação do PMDB como candidato a prefeito desta urbe.

Nos últimos dias, Loredo foi visto duas vezes com o coordenador regional do PMDB, Ary Kara José. Uma no escritório do ex-deputado, na Independência, e outra no Restaurante Toscana.

Sônia Betin participou dos dois encontros. Rubens Fernandes teria participado da reunião no Restaurante Toscana, bem como o delegado de polícia Simões Berthold e Gerson Araújo diretor do DOP de Taubaté.

Freneticamente, os pré-candidatos Ortiz Junior (PSDB) e Padre Afonso Lobato (PV) contratam pesquisas eleitorais para analisar suas posições na preferência do eleitorado.

Anthero Mendes Pereira, secretário de Negócios Jurídicos, pediu exoneração do cargo a tempo de garantir legenda para disputar uma vaga na Câmara Municipal.

O fato de Adair Loredo informar que se retirava da disputa pela indicação a prefeito pelo PMDB não quer dizer que desistiu de candidatar-se.

Os encontros mais recentes com Ary Kara provam o contrário. Experiente, Ary não vai se desgastar numa luta fratricida com o casal Peixoto. Bem ao seu estilo, na hora agá o ex-deputado decide.

A carta-desistência de Adair Loredo teria sido redigida pelo jornalista Júlio Ottoboni, de São José dos Campos.