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segunda-feira, 30 de abril de 2012

NÃO HÁ MUITO O QUE PENSAR E DUVIDAR


O texto do jornalista Carlos Karnas, que reproduzo abaixo, trata do processo sucessório em Taubaté. É um convite à reflexão, um chamamento à responsabilidade do eleitor no momento de sufragar seu candidato a prefeito desta urbe quase quatrocentona.

Por Carlos Karnas
jornalista e escritor

Taubaté, de todas as cidades do Vale do Paraíba, parece ter montado o principal cenário político eleitoral deste ano. As movimentações partidárias evoluem e os pré-candidatos estão expostos. Percebe-se o gradativo e natural nervosismo dos partidos e caciques eleitorais nas apostas que, praticamente, estão definidas. Mas, é o eleitor o senhor da razão. E espera-se que, desta vez, ele tenha real discernimento e eleja o prefeito e vereadores honrados, éticos, competentes, responsáveis, de ficha limpa, comprometidos com gestão administrativa moderna e eficiente, voltada para o benefício do município e da população. Especialmente aptos e independentes para estancar a corrupção latente.

A síntese do processo é simples. Aparentemente. Há uma precipitação na campanha eleitoral de Taubaté. Fala-se, comenta-se. A mídia local atiça o jogo eleitoral e as opiniões dos pré- candidatos começam a ser lançadas visando a conquista do eleitorado. E o movimento social da cidade acelera o passo da escolha, como que querendo ver logo o resultado final para por fim e sepultar a gestão da desastrada, incompetente e fraudulenta administração municipal atual. A história da cidade nunca registrou administração tão infame e recheada de malversações como a do prefeito Roberto Peixoto (PMDB). Foram sucessivos os escândalos. Por essa razão é que Taubaté atrai atenções e passa a merecer decisões conclusivas. Elas não são nada fáceis. Interferem no processo os interesses dos históricos grupos de mando da cidade, velhos e identificados caciques políticos que querem estabelecer seus sucessores cordatos, manietados às práticas ultrapassadas de poder.

Mas, a higienização necessária, e que dará altivez ao processo eleitoral em Taubaté, conta com restritos nomes. São os de políticos que souberam honrar e dar dignidade ao legislativo da cidade. Mas, só isso não basta. Neste momento se faz necessário escolher não só o político honesto, eficiente, competente, articulado, respeitador dos ditames sociais, mas, preferencialmente, que já tenha sido testado. Aquele que tenha aptidão e tenha gestionado a prefeitura com desenvoltura. Neste momento, Taubaté não pode perder tempo para apostar em possibilidades. Há nome confiável, com experiência e bagagem suficiente para compensar o descompasso moral, social e administrativo, estabelecidos pelas últimas administrações municipais. O momento exige se acreditar no nome que já tenha vivenciado e conheça bem os meandros do Palácio Bom Conselho, com gestão aprovada à época em que foi prefeito. O monturo que lá irá ficar agora, vai exigir um sucessor com bagagem e vivência na prefeitura.

Este nome, respeitado, ocupa cargo na Câmara Municipal: Antonio Mário Ortiz. Espera-se, desse pré-candidato, que ele tenha coerência ao escolher o nome do vice, na parceria. Dependendo da escolha a ser feita, se estabeleceria um alívio à campanha eleitoral, realinhando o bom-senso, a certeza e a esperança de dignidade à política taubateana. Parece ser esta, a mais honrada, valorosa e eficiente composição para realinhar o destino da cidade e em benefício de toda a população.

Todos os demais pré-candidatos se alavancam nas tutelas que os sustentam e buscam suas notoriedades em fundamentações duvidosas, esquálidas, carentes de realizações e experiências inexistentes. Começam a ficar expostos na mídia e no espaço eleitoral por força e obra de partidos polpudos, que escamoteiam negociações e apresentam o discurso da mesmice e que nada acrescenta. Os compromete, isso sim, ao exporem falsas verdades e ao velar suas incongruências. Portanto, o determinado nervosismo eleitoral do momento, pressupõe aquele que poderá ser o da decisão errada do eleitor. Desta vez ele não poderá desperdiçar o voto ao fazer, novamente, mal a sua escolha. E mais: ao longo da campanha, deverá ter indigestão pelo volume do aliciamento a que será submetido, especialmente pelos pré-candidatos de partidos e coligações abastadas, que irão lutar até as últimas consequências para não deixarem escapar o poder de mando e de manipulação política.

A sorte de Taubaté é ser município forte e expressivo, com bom índice de desenvolvimento, mas que pena por políticas públicas honestas, eficientes e indistintas. É a força de trabalho da população ordeira, afastada dos escândalos do executivo e da questionável representação legislativa, que faz com que o bom aconteça e se estabeleça no município. Entretanto, a benesse advinda do social vem sendo solapada pela má gestão política. Isso é notório e deve mudar imediatamente. Há nome honrado, como aqui foi citado, para que Taubaté possa progredir e viver em paz por muito tempo, com independência e altivez.

Em 28 de abril de 2012