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segunda-feira, 2 de abril de 2012

SEGURANÇA PÚBLICA EM TAUBATÉ É TRATADA COMO CIRCO NA PRAÇA

Os jornais publicaram neste fim de semana os números da violência em Taubaté. Segundo levantamento feito pela repórter Luara Leimig, mais de 400 menores foram apreendidos o ano passado cometendo crime.

Este ano o número já chega a 120 este ano. Uma projeção sem critério científico indica que até o fim do ano mais de 500 jovens e adolescentes terão envolvimento com a polícia por crimes (infração, é o nome correto) cometidos.

Os números são alarmantes, não resta dúvida.

Diante do aumento da criminalidade em Taubaté (72 homicídios em 2011 e 18 só este ano – média de seis assassinatos por mês no primeiro trimestre) o sinal amarelo do Ministério Público acendeu.

O órgão cobra da Prefeitura políticas públicas voltadas para a segurança.

Não adianta colocar porta-voz para justificar o injustificável, como não adianta o Tenente Orlando, secretário de Segurança Pública da cidade, expor os agentes públicos ao ridículo comandando ordem unida a guardas municipais às sete da manhã na Praça Santa Terezinha.

Isto não é segurança pública. Isto é circo. Não queremos circo.

O vereador Mário Ortiz (PSD) produziu o artigo que reproduzo abaixo, criticando a demora do MP em cobrar ações verdadeiras da Prefeitura.


MP de Taubaté “descobre a pólvora”!

Mário Ortiz  critica demora do MP  em ação de segurança
Foi notícia em jornal de circulação regional uma atuação do Ministério Publico de Taubaté cobrando da Prefeitura programas sociais em áreas críticas de criminalidade, especialmente onde menores de idade estão se envolvendo com drogas e crime.

Em 2009 a escalada da violência já indicava a necessidade de uma ação integrada e planejada para combatê-la. A Câmara realizou audiência pública para tratar do assunto que reuniu, para o debate, representantes do MP, das Autoridades de Segurança, do Executivo e pessoas representativas.

A consequência foi a proposta de integração das autoridades num grupo de trabalho para troca de informações e decisão de políticas estratégias para combate ao crime. A coordenação seria do MP, de modo a afastar a possibilidade de uso político da situação.

Uma reunião feita na sede do MP de Taubaté deixou tudo alinhavado e a PM chegou a remeter àquele órgão dados que permitiam ações em bairros onde a situação fosse crítica. A Prefeitura fazia parte do grupo, já que caberia a ela conhecer os dados e planejar, em consonância com o grupo, ações integradas para ajudar no combate à criminalidade e colocá-las em prática.

Só que, à época, a coordenação do MP em Taubaté trocaria de mãos e as tratativas foram interrompidas, sob a alegação do novo comando que esse papel não cabe ao MP. O tempo cuidou de contestar essa tese, pois no Rio de Janeiro, ações integradas entre as diversas esferas de poder, mesmo com as que não têm a obrigação constitucional de combater o crime, possibilitaram forte ação pela segurança pública que resultaram no resgate de regiões comprometidas com o tráfico e com o crime.

Agora, o MP de Taubaté parece ter percebido que é necessário “inventar a pólvora” e cobra políticas públicas coerentes da Prefeitura. Ufa, até que enfim! Mas, não seria melhor, ao invés da simples cobrança, que se retomasse o grupo de trabalho idealizado em 2009? A situação se agravou de lá para os dias atuais, mas ainda há tempo para uma política pública integrada no combate aos altos índices de violência que assolam Taubaté. Com a palavra, o MP.

Mário Ortiz, vereador pelo PSD em Taubaté