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quinta-feira, 17 de maio de 2012

"ATORDOADO", "GRANDÃO" E "CARIOCA" SÃO PERSONAGENS NA ÓPERA DA FDE DE ORTIZ

No mundo dos negócios, principalmente os escusos, há personagens para todos os gostos. Poucos são figurantes. Quase todos são personagens centrais. Como nesta ópera encenada na sede da Fundação para o Desenvolvimento Escolar (FDE), braço da Secretaria de Estado da Educação do governo de São Paulo.

O ex-prefeito taubateano José Bernardo Ortiz, tucano de alta linhagem, presidente da FDE, e seu filho Ortiz Júnior são os astros principais da produção Mochilas Chineses Superfaturadas, em cartaz na Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo desde terça-feira (15/05), quando a liderança do PT na Assembleia Legislativa protocolou denúncia de suposta formação de cartel para participar de pregão eletrônico na FDE.

Atordoado, Grandão e Carioca são os principais coadjuvantes no enredo desta ópera.

Quando concedeu entrevistas às rádios Difusora e Metropolitana segunda-feira (14/05), para justificar o súbito sucesso que a ópera das mochilas ganhou em Taubaté e na região metropolitana do Vale do Paraíba nos últimos dias, pois ela é encenada desde julho de 2011 na FDE, significa que Ortiz acusou o golpe, no jargão do pugilismo.

José Bernardo Ortiz foi municiado em fevereiro deste ano com farta documentação que comprovariam a formação do cartel de empresas que venceriam a licitação milionária da FDE.

Publicamos neste blog a declaração do advogado Eduardo Bello Visentin, com firma reconhecida no 39º Cartório de Registro Civil de São Paulo, em 3 de agosto de 2011, na qual são indicadas as três possíveis vencedoras do pregão das mochilas.

Das empresas indicadas, duas venceram: Capricórnio e Brink Mobil. A Diana Paolucci foi derrotada.

As empresas Capricórnio e Diana Paolucci disputaram a concorrência centavo a centavo nos lotes e 1 e 2..

A Diana Paolucci abriu mão do lote 1 quando o valor da unidade da mochila foi negociada a R$ 11,20. O negócio acabou foi fechado por R$ 9,50.

Negócio aparentemente vantajoso para os cofres públicos, pois o preço inicial era de R$ 11,67 a unidade.

O mesmo pode se dito do lote 2. O preço inicial de R$ 11,67 caiu para R$ 11,39 a unidade.

Novamente, o erário público teria sido preservado com uma economia significativa.

Ledo engano.

POR QUE BERNARDO ORTIZ TERIA PREVARICADO?

Por um motivo simples.

Ele não tomou conhecimento dos documentos apontando as irregularidades entregues a ele e à sua então chefe de gabinete.

No mínimo, o presidente da FDE teria que suspender o pagamento às vencedoras da licitação e mandar apurar as denúncias.

O velho lobo não fez nem uma coisa nem outra.

Ortiz teria conhecimento que uma das empresas derrotadas no pregão faturou para as empresas vencedoras 1/3 dos lotes 1 e 2.

As mochilas são importadas da China, baratíssimas, e vendidas para a FDE por preço quatro vezes maior.

Superfaturar mercadoria significa burlar o fisco. Ortiz deu de ombro às denúncias do advogado paulistano e engavetou o papelório.

Talvez seja tarde para chorar, Júnior. Queremos explicações convincentes
Ortiz Júnior, denunciado à Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo pela liderança do PT na Assembleia Legislativa por tráfico de influência, poderia ir às rádios para se explicar.

Não vale evasivas do pai Bernardo nem sair pela tangente para culpar o PT por que as eleições municipais estão próximas como fez quarta-feira (16/05) na TV Band Vale, quando o jornalista Cláudio Nicolini o inquiriu a respeito.

Ortiz Júnior deveria explicar melhor por que seu nome foi metido nesta confusão. De graça não foi, com certeza.

Aproveite seu tempo na mídia para falar quem são Atordoado, Grandão e Carioca. Não se esqueça do número do Nextel do Carioca. Você ainda o tem entre seus contatos?