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terça-feira, 8 de maio de 2012

DEMÓSTENES SERÁ CASSADO PELO SENADO; TAUBATÉ NÃO CASSOU PEIXOTO

No próximo dia 13, completar-se-á nove meses de absolvição do prefeito canastrão – o pior dos piores da história desta urbe quase quatrocentona, chefe de quadrilha, segundo o Ministério Público.

A Justiça ainda não se fez.

Estaríamos respirando outros ares se Ary Filho, Henrique Nunes, Chico Saad, Luizinho da Farmácia, Maria Teresa Paolicchi e o ex-vereador Rodson Lima tivessem cumprido sua obrigação de fazer justiça.

Estes parlamentares são os responsáveis pelo status quo da terra de Monteiro Lobato, Mazzaropi e dezenas de outros taubateanos consagrados nacionalmente.

Peixoto continua na chefia do governo de Taubaté, cada vez mais isolado. Os antigos amigos agora são ex-amigos.

Peixoto mantém relações superficiais com o secretário de Governo Adair Loredo.

Sonia Betin, chefe de Gabinete da Prefeitura, é outra que faz parte do rol de ex-amigos do prefeito canastrão.

Sonia Betin e Adair Loredo permanecem na Prefeitura sob o comando de Ary Kara, coordenador regional do PMDB.

Peixoto ainda tem amigos leais, com os quais afoga suas mágoas na periferia da cidade. A lealdade destes amigos durará enquanto durar seu mandato.

Até lá os copos permanecerão cheios e sempre haverá quem lhe ofereça os ombros para chorar ou se apoiar.

Para contrastar com o papel dos vereadores acima nominados, que absolveram Peixoto contra todas as provas que havia contra ele, há o caso Demóstenes Torres.

O quase ex-senador não contará com a pusilanimidade de parlamentares toscos como Ary Filho, Henrique Nunes, Chico Saad, Luizinho da Farmácia, Maria Teresa Paolicchi e o ex-vereador Rodson Lima para se livrar da cassação.

O barulho dos eleitores fez eco no Congresso Nacional.

Não resta dúvida que Demóstenes será cassado, como não havia dúvida que Peixoto deveria ser cassado.

Em política, cada caso é um caso.

Demóstenes e Peixoto guardam muita semelhança entre si, principalmente nos quesitos imoralidade e improbidade.

O destino que os aguarda é cruel: ostracismo político e, por que não (?) cadeia.