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quarta-feira, 2 de maio de 2012

PESQUISA ELEITORAL ASSEMELHA-SE AO CONTO DO VIGÁRIO DE OURO PRETO

Faltam 156 dias para o eleitor sufragar o nome de quem vai dirigir Taubaté no quadriênio 2013/2016. Até lá, pesquisas eleitorais serão feitas em todos os quadrantes da cidade. É o estelionato travestido de seriedade.

As pesquisas eleitorais, na maioria dos casos, são feitas para induzir o eleitor a erro. Os questionários são elaborados de forma a conduzir o leitor a responder aquilo que interessa ao pesquisador.

Há candidatos que fazem pesquisas semanais para avaliar sua real possibilidade eleitoral e, que sabe, conseguir o apoio de um nome capaz de influenciar o eleitor a escolhê-lo.

Quem tem dinheiro faz pesquisas semanais. Quem não tem contenta-se em contratar uma pesquisa para saber o que pensam os eleitores.

Há mais de vinte dias postei uma informação sobre a condução destas pesquisas.

Uma amiga foi entrevistada. Disse quem era seu candidato e foi surpreendida com a pergunta final da enquete: quem a senhora escolheria no segundo turno das eleições, o candidato a ou o candidato b?

Ué! Por que essa este tipo de pergunta? Por que não perguntar em quem o entrevistado votaria se houver segundo turno?

Há duas semanas um amigo de meu filho foi entrevistado em casa. Deve ser o mesmo instituto, pois a pergunta final foi a mesma: o senhor votaria no candidato a ou no candidato b no segundo turno?

Quando uma pesquisa registrada no cartório eleitoral e tornada pública, preste atenção ao número de eleitores indecisos.

Se o número for muito baixo (menos de 20% nesta altura das eleições), desconfie de seu resultado. Minha afirmação se baseia em ensinamento de sociólogo, acostumado a este tipo de análise.

Veja o que está escrito na Wikipédia sobre conto do vigário. Não estamos fazendo alusão a quem quer que seja.

Conto do vigário
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
São várias as versões da origem do termo cair no conto do vigário. O que todas guardam em comum é que tem como tema principal um golpe de esperteza e um vigário. Uma das histórias mais conhecidas, e defendida pela pesquisadora Denise Lotufo, teria como palco uma disputa entre dois vigários em Ouro Preto, ainda no século XVIII.
Tudo começou com a disputa entre os vigários das paróquias de Pilar e da Conceição pela mesma imagem de Nossa Senhora.
Um dos vigários teria proposto que amarrassem a santa num burro que estava solto na rua. Pelo plano, o animal seria solto entre as duas igrejas. A paróquia que o burro tomasse a direção ficaria com a imagem.
O animal foi para a igreja de Pilar, que acabou ganhando a disputa. Mais tarde teria sido descoberto que o burro era do vigário dessa igreja. Segundo a pesquisadora, essa é uma das possíveis origens da palavra vigarista.
Conto do vigário é o nome dado tradicionalmente no Brasil para o crime de estelionato.

Portanto, se você for pesquisado por um destes institutos que inundam Taubaté neste período pré-eleitoral, saiba que o estão tratando como o burro do vigário.

Você responde qual é seu candidato verdadeiro e depois o colocam entre duas igrejas para você escolher qual pretende adentrar.

Como o burro, você escolhe um dos nomes indicados e pensa que a eleição já está definida.

Estelionato puro!