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quarta-feira, 6 de junho de 2012

CONCURSO MEIA-BOCA PARA CONTRATAR PROFESSORES PODE SER ANULADO

Reproduzo trechos do release da Câmara Municipal de Taubaté sobre a reunião com professores que prestaram concurso público na esperança de serem contratados para a rede pública municipal de ensino ainda este ano.

Vereadores ouvem queixas dos professores que prestaram o concurso organizado pela Qualicon e se sentem lesados
O concurso, pelo jeito, foi meia-boca. Os próprios concursandos apontaram uma série de erros e pressionaram a Qualicon, responsável pela aplicação das provas, a prorrogar o prazo para interposição de novos recursos.

Não entro no mérito porque não sou professor nem prestei concurso.

Porém, observo que a contratação de uma empresa para organizar um concurso público, no afogadilho, sem a realização do devido pregão, soa muito estranho.

No último parágrafo do release, notem que a diretora da empresa, Débora Lamego, afirma que não é obrigada a assumir a responsabilidade de revelar os nomes da banca que elaborou o questionário do concurso.

Como não é obrigada?

Se a Qualicon recebeu as taxas de inscrição dos concursandos, como não é obrigada a revelar a qualificação profissional de quem elaborou as provas?

Abaixo, trechos do release da Câmara Municipal de Taubaté

O Instituto Qualicon irá retificar o edital do Concurso Público nº 2/2012 para preencher o cargo de professores em Taubaté, estipulando novas datas para interposição de novos recursos (dia 11 de junho) e publicação de gabarito (dia 19).

Cerca de cinco mil candidatos participaram do concurso, e 384 recursos foram apresentados. “A gente se sente lesada, foi um tempo perdido, houve o desgaste, prejuízo financeiro... O concurso não vai servir para este ano”, disse a professora Maura Cristina dos Santos.

Em reunião anterior, ocorrida dia 17 de maio, o diretor presidente do Qualicon, Erick Fiedler de Moraes, havia se comprometido a retificar o edital em relação ao endereço para envio dos recursos e a reaplicar as provas, caso mais de seis questões fossem anuladas.

A prova para o cargo de professor I substituto teve cinco questões anuladas. Mas uma polêmica levou a vereadora Pollyana Gama (PPS) a colocar em evidência a questão 33. Segundo o diretor presidente do instituto, a questão será novamente submetida à banca e, se anulada, levará a empresa a reaplicar a prova.

Jeferson Campos (PV) apresentou questões na prova de Matemática que não constavam no edital. Com isso, chega a 15 o número de questões que deverão ser revistas pela banca examinadora.

Para o vereador Rodrigo Luis Silva - Digão (PSDB) seria necessário o envio de informações sobre a composição da banca, tais como nome e histórico profissional. Uma das representantes da Qualicon, Débora Lamego, informou que não é obrigada a assumir essa responsabilidade, mas o presidente da Câmara, Luizinho da Farmácia (PR), apelou para a gentileza da empresa.

Veja aqui a ata da reunião com os professores e as questões contra as quais eles recorreram