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sexta-feira, 8 de junho de 2012

JOFFRE NETO X JÚLIO OTTOBONI: O EMBATE EM TORNO DO RIO SAGRADO

Uma ideia no mínimo esdrúxula do secretário de Governo da Prefeitura de Taubaté, Adair Loredo, ganhou ares de seriedade graças à matéria publicada quinta-feira (07/06) pelo jornalista Júlio Ottoboni, no UOL.

Talvez para dar mais força à matéria e justificar a intenção de Loredo, este é apresentado como professor universitário e advogado de São José dos Campos. Ottoboni sabe perfeitamente quem é Loredo.

O jornalista, que pertence a tradicional família joseense, sabe muito bem que Adair Loredo não é de Taubaté e muitos menos de São José dos Campos.

Fica a pergunta: por que esconder que Loredo trabalha e mora em Taubaté? O que existe por trás deste biombo que não sabemos.

A primeira notícia que Adair Loredo estaria liderando um movimento nacional para tornar o Rio Paraíba do Sul o primeiro rio católico do hemisfério sul foi publicada no sítio da Rádio Piratininga, de São José dos Campos, dia 31/05/12.

Sua repercussão veio com a publicação da matéria no portal UOL.

Não é preciso ser muito atento à leitura das duas postagens (Rádio Piratininga e UOL) para perceber que o texto foi produzido por um único profissional.

Não é isso, Ottoboni?

As informações contidas em um e outro texto são semelhantes. São histórias tiradas de enciclopédias e jornais, que todo católico sabe de cor e salteado.

A única novidade é o pedido de consagrar o Rio Paraíba na visita do papa ao Vale do Paraíba em 2016. Esta informação está contida na matéria da Rádio Piratininga.

O relevante deste embate é que os cidadãos taubateanos podem ficar tranquilos. Não somos os néscios que certos jornalistas e advogados pensam. Aqui há vida inteligente e homens atentos a tudo que se passa no mundo virtual para colocá-los no mundo real.

Estamos atentos. Se alguém está fazendo alguma coisa ilegal ou imoral, ela será denunciada, pode ser advogado, jornalista, professor, não importa.

MENSAGEM DE JULIO OTTOBONI - o jornalista da matéria do "devoto do Rio Sagrado"

Caros,

Recebi uma mensagem privada de Julio Ottoboni, sobre a matéria que escreveu sobre o rapaz religioso, recentemente convertido, também conhecido como Odair Laredo, conhecido “negociador” de Roberto Peixoto, que quer criar o "Rio Sagrado".

A mensagem é privada, mas o assunto é público, assim como nosso interesse nele, por isso reproduzo-a aqui:

De Julio Ottoboni para Joffre Neto:

(1) "sr Joffre, peço que retire o comentário alusivo a minha pessoa no qual se refere a mim como "jabajeiro sem-vergonha",

(2) o sr se desse ao mínimo esforço de me contatar ou me conhecer, saberia quem sou e minha decência na profissão. Como não lhe conheço, acredito que o comentário tenha sido num momento sem grande reflexão. E creio que o respeito seja a base de qualquer relação civilizada.

(3) Quanto ao Fernando Ito, o senhor também está mal informado sobre a breve conversa que ele teve comigo, na qual expliquei não haver nenhum interesse de minha parte na situação política de Taubaté que estejam fora do alcance do jornalismo.

(4) Me coloco a sua disposição para lhe informar sobre qualquer fato que paire dúvida sobre minha conduta profissional e pessoal."

De Joffre Neto para Júlio Ottoboni

Já apaguei o comentário sim, Sr. Ottoboni, porque, como o sr. mesmo avaliou, foi num momento sem grande reflexão, sem ter a intenção de agredi-lo ou ofender, mas sim expressão da nossa indignação, pois atingiu aos cidadãos de bem de nossa cidade.

Prezo também, como valor fundamental, as relações civilizadas, mas incivilizada é a sordidez que seus contatos na corte do prefeito ex-detento praticam a cada dia. Digo "contatos" porque certamente, como bom profissional que afirma ser, não publicou a matéria sobre o menino religioso sem, pelo menos, ligar para ele.

GLOSSÁRIO: "Jabá" é gíria do meio jornalístico, que se refere à propina paga para a publicação de matérias encomendadas. "Jabazeiro" é o jornalista que se presta a esse tipo de comportamento indigno.

Júlio - "o sr se desse ao mínimo esforço de me contatar ou me conhecer, saberia quem sou e minha decência na profissão."

Joffre - Ah, eu sei quem é senhor sim - e antes até daquelas suas matérias famosas sobre discos voadores. Por exemplo, sei que fez primeiro ano de arquitetura em nossa UNITAU e por isso até esperava que tivesse maior cuidado em seu relacionamento com os destruidores de nosso patrimônio cultural, a saber, os quadrilheiros (segundo o Min. Público) que ora ocupam o Palácio Bom Conselho, manchando os assoalhos daquele edifício, que abrigou abnegadas religiosas, com a lama moral da corrupção que mutila e mata.

Mas ainda que não soubesse, "pelos dedos se conhece o gigante": avaliaria sua decência profissional só de ouvir falar do seu livro laudatório a, nada mais nada menos, que o prefeito de Taubaté que emporcalhou nossa história, criando a categoria de prefeitos que puxaram cadeia por suspeita de corrupção.

Como era mesmo o título de seu livro/documentário? "Barão de Taubaté"? Só se por escárnio, não é? Só se for acompanhado do sub-título "Os esgotos de uma administração denunciada por gravíssimas suspeitas de corrupção" e vendido embalado em plástico hermético por causa do fedor que, inevitavelmente, sairia de suas páginas.

Em tempo: o senhor se apresenta como formado no INPE - talvez tenhamos nos encontrado por lá, porque fui engenheiro de desenvolvimento daquele Instituto durante anos.

Júlio - "Quanto ao Fernando Ito, o senhor também está mal informado sobre a breve conversar que ele teve comigo, na qual expliquei não haver nenhum interesse de minha parte na situação política de Taubaté que estejam fora do alcance do jornalismo.

Joffre - Engano seu, Sr. Ottoboni. Acompanhei a censura forte que o renomado artista Fernando Ito, seu amigo de tantos anos, lhe fez, alertando-o de que abriria "artilharia pesada" contra o senhor se insistisse no caminho equivocado de se servir aos quadrilheiros (segundo o Min. Público) que ora ocupam o Palácio Bom Conselho. E ele já está sabendo dessa sua nova peripécia

Júlio - "Me coloco a sua disposição para lhe informar sobre qualquer fato que paire dúvida sobre minha conduta profissional e pessoal."

Joffre - "Coloco-me também", como manda a norma, a sua disposição para lhe esclarecer, se é que não sabe com quem fala, sobre as pessoas com quem vem mantendo, digamos, "contatos profissionais" em Taubaté. A começar dos mais recentes adesistas, para nossa profunda decepção, como o estimado Prof. Carlos Rodrigues, secretário de Educação, responsável pela merenda-lavagem servida às nossas crianças, e dublê-de-caneta da mui honrada mulher do prefeito ex-detento.

Sei que não é o caso do senhor, mas todos passam por momentos de baixa profissional e nestes momentos é sempre um forte antídoto às tentações a máxima do "Barão de Itararé": "O homem que se vende recebe sempre mais do que recebe".