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segunda-feira, 25 de junho de 2012

SÃO LUIZ PODE TER SÓ DOIS CANDIDATOS A PREFEITO: ALEX TORRES E ANA LÚCIA. DANILO PODE SER BARRADO NA JUSTIÇA ELEITORAL

Prefeito de São Luiz do Paraitinga entre 2001 e 2008 e responsável pela eleição da prefeita Ana Lúcia Bilard (PSDB), o ex-prefeito Danilo Mikilim (PPS) corre o risco de não disputar a eleição municipal deste ano. Acórdão do TJ suspende os direitos políticos do ex-prefeito por cinco anos.

A prefeita Ana Lúcia disputa a reeleição formando chapa com o atual vice-prefeito Zé Dias. A convenção tucana foi realizada na tarde deste domingo (24/06).

Danilo Mikilim é candidato a prefeito pelo PPS. O vice-prefeito na chapa do ex-tucano é o médico Jaime Fontoura.

Ex-vereador com boa atuação na Câmara Municipal, Carlinhos da Farmácia (PTB) sai de vice-prefeito na chapa de Alex Torres (PR).

Se a Justiça Eleitoral confirmar a exclusão de Danilo Mikilim da disputa, a eleição em São Luiz do Paraitinga passa a ser plebiscitária: Alex Torres de um lado e Ana Lúcia do outro. Para que lado deve pender Danilo Mikilim se sua suspensão eleitoral for mantida?

Para o amigo leitor entender o porquê do título desta postagem, vamos às explicações:

Danilo Mikilim foi prefeito de São Luiz do Paraitinga entre 2001 e 2008 pelo PSDB. Na campanha de 2008, apoiou Ana Lúcia Bilard, que se tornou prefeita do município.

Danilo e Ana Lúcia teriam acordado a prefeita recém-eleita cumpriria um mandato e apoiaria Danilo nestas eleições. O acordo teria sido descumprido.

O racha começou com a demissão de Cristina Toledo Mikilim do Departamento de Ação Social da Prefeitura, em setembro do ano passado.

Danilo Mikilim negociou com Ary Kara sua entrada no PMDB. Não deu certo. Foi para o PPS e se prepara para ser candidato a prefeito, se a Justiça Eleitoral deixar.

ACÓRDÃO

Condenado em primeira instância por improbidade administrativa, Danilo Mikilim recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

A apelação do ex-prefeito de São Luiz do Paraitinga, que alegava cerceamento de defesa por conta da enchente que abalou a cidade na virada de 2009 para 2010 não foi acatada pela 11ª Câmara de Direito Público do TJ.

A condenação de Danilo Mikilim foi mantida em sua totalidade. O desembargador Piores de Araújo, relator da apelação, destacou o caráter ímprobo do ex-prefeito que faltou com a moralidade, a lealdade e a boa fé.

Em outras palavras, Danilo Mikilim perdeu os direitos políticos por cinco anos, foi multado em 40 vezes sua última remuneração como prefeito, além de ter parte de seus bens arrestados para saldar sua dívida com o tesouro municipal.