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sexta-feira, 13 de julho de 2012

COMITÊ DA FAXINA DE TAUBATÉ
SERVE DE EXEMPLO AO BRASIL

Faz parte da cultura do brasileiro reclamar da classe política e dos políticos, geralmente considerados desonestos, ímprobos, sempre prontos a ludibriar os eleitores e a locupletarem-se com o dinheiro público.

O que preocupa não é o juízo de valor que se tem dos políticos. A preocupação deveria ir além. Quantos de nós acompanhamos os trabalhos legislativos? Quantos de nós acompanhamos a atuação dos nossos vereadores?

Em 2008 era eleitor em Pindamonhangaba e me lembro dos votos dados aos candidatos a prefeito e a vereador daquela cidade, assim como lembro meus votos nas eleições de 2010 – presidente da República, senador, governador, deputado federal e deputado estadual.

O cidadão tem o direito democrático de criticar individualmente os políticos, mas não deve generalizar como se todos fossem asseclas do diabo, que se preocupam unicamente em prejudicar o povo.

Que bom seria para a vida política nacional se comitês da faxina fossem instalados nos 5.564 municípios brasileiros para, com o dedo indicador em riste, mostrar aos eleitores quem são os candidatos ímprobos.

A iniciativa do Comitê da Faxina de Taubaté é um exemplo a ser seguido em todos os quadrantes deste país.

Não podemos conviver com a impunidade e a desfaçatez com que políticos se elegem e depois virem as costas para os seus eleitores descompromissando-se com a ética e a probidade administrativa simplesmente porque creem na impunidade jurídica.

A Justiça é lenta, sabemos. A impunidade grassa pelo país afora. A lei da ficha limpa veio para impedir que candidatos ímprobos se coloquem à disposição do eleitor como se nada estivesse acontecendo.

Em Taubaté, pelo menos, o Comitê da Faxina, formado por um grupo de cidadãos interessados em defender esta castigada urbe dos maus políticos está vigilante.

O pedido de impugnação das candidaturas de vereadores e ex-vereadores à Justiça Eleitoral, acatada pelo Ministério Público Eleitoral de Taubaté, é a prova que há quem se interesse por nosso destino e luta para sermos representados por pessoas dignas.

O Comitê da Faxina não pertence a nenhum partido político, não defende nenhuma candidatura e está pronto para denunciar candidatos que firam a ética e a probidade.

É um grupo de alerta importante, que deveria ser copiado em cada município brasileiro.

Nós, taubateanos, que nos envergonhamos quando assistimos Luciana Peixoto ser apontada pela Rede Globo, no Fantástico, como uma das primeiras-damas do crime dos municípios brasileiros, agora podemos nos orgulhar pela existência do Comitê da Faxina.

Não precisaremos balbuciar desculpas esfarrapadas para amigos distantes sobre a impunidade do prefeito Roberto Peixoto, que se mantém no cargo como um zumbi.

Antes que Taubaté se decepcione com a eleição de novo prefeito, fique atento às próximas ações do Comitê da Faxina.