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quarta-feira, 4 de julho de 2012

ORTIZ PAI E ORTIZ JUNIOR DEVEM DEPOR
NO INQUÉRITO DAS MOCHILAS DA FDE

A abertura de inquérito para investigar supostas irregularidades na compra de 4,5 milhões de mochilas pelo FDE não é novidade para quem acompanha este blog. O promotor de Justiça Silvio Marques, da 4ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital (PPPC) determinou a abertura de inquérito para apurar denúncia feita pelo advogado José Eduardo Bello Visentin.

Este blog enxerido divulgou no dia 12 de maio deste ano que suspeita de advogado se confirma após pregão na FDE, presidida pelo ex-prefeito taubateano José Bernardo Ortiz. Na denúncia, o causídico informava à presidência da FDE (leia-se José Bernardo Ortiz) que pelo menos três empresas (Capricórnio, Diana Paolucci e Brink Mobil) combinaram preços entre si para vencer a concorrência que seria realizada por pregão eletrônico

Mesmo tendo conhecimento do fato, relatado dias antes, José Bernardo Ortiz não tomou nenhuma providência e a denúncia do advogado se confirmou. Conforme a postagem acabou a santidade de Ortiz, publicada no dia 16 de maio, a bancada do PT na Alesp havia protocolado representação  na PGJ contra Bernardo Ortiz por improbidade administrativa.

Um dia antes (15/05), publicamos que Ortiz havia mentido em suas entrevistas às rádios Difusora e Metropolitana, dadas no dia 14/05, quando afirmou que o edital do pregão da FDE fora aprovado pelo Tribunal de Contas. Omitiu, contudo, que a aprovação se deu após o TC exigir uma série de mudanças no edital.

O deputado Alencar Santana, líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, autor da denúncia ao Ministério Público, segundo o jornal O Vale desta quarta-feira (04/07) disse que "houve aviso prévio ao presidente da FDE sobre a licitação. Se houve conluio, não foi só entre empresas. Pessoas da FDE participaram”.

Ortiz Junior estaria diretamente envolvido e será investigado pelo Ministério Público, bem como seu pai, o ex-prefeito de Taubaté Bernardo Ortiz. Além dos dois, Gladiwa Ribeiro, ex-chefe de Gabinete da FDE, que recebeu a denúncia, também deverá ser arrolada pelo Ministério Público, provavelmente na condição de testemunha, junto com o advogado José Eduardo Bello Visentin.

Bernardo pai está se explicando. Em nota oficial, disse que “cabe esclarecer de antemão que é falsa a denúncia. O edital em questão já havia sido apreciado pelo Tribunal de Contas do Estado em exame prévio e os preços registrados foram os melhores do Brasil. Não foi, portanto, encontrado nenhum indício de ilegalidade”.

Vou repetir: o edital a que se refere Bernardo Ortiz só foi aprovado após o TC mandar a FDE alterá-lo.

Sobre a informação que Ortiz Junior não teve participação na licitação, o Ministério Público vai querer uma explicação convincente, não uma notinha de jornal desmentindo o indesmentível.