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sábado, 21 de julho de 2012

PATTO (PPS): "SAÍDA DE LU PEIXOTO
DO PMDB É TEATRO BURLESCO"

O arquiteto Urbano Patto analisa a saída de Luciana Peixoto do PMDB como parte de uma operação que visa descolar a imagem do prefeito Roberto Peixoto da coligação PT/PMDB para beneficiar a candidatura de Isaac do Carmo (PT). Abaixo, o texto de Urbano Patto.


Chega a ser hilário o boato que tentaram plantar nos últimos dias sobre a posição das 1a dama após sua saída do PMDB. Essa saída apenas cumpre o script de teatro burlesco ou de conto da carochinha, de "descolamento" do PMDB de Peixoto da campanha do PT de Isaac. Nem se fale do passado recente que pretendem renegar no qual o apoio mútuo foi a tônica, (inclusive contra a cassação do prefeito), ressalvando apenas que uma minoria do PT buscou resistir mas cedeu maleável e cortês, porém com ligeiro esperneio e ares de contrariedade para a plateia ver, à pressão "pela unidade".

Não falando então do passado, mas da atualidade das composições polícias locais, vejamos:

1)   A coligação do PT de Isaac conta com os vereadores apoiadores do governo Peixoto: Carlos Peixoto, Ary Kara (os dois), Alexandre da Rádio e Chico Saad.

2)   A do PV, de Afonso, com o Henrique Nunes, o Luizinho da Farmácia e o Jefferson, também esteios inabaláveis do peixotismo na Câmara Municipal.

3)  A do PSDB, do Júnior, conta com a Tereza Paolicchi (irmã de Secretário e diretor do governo Peixoto por anos a fio) e com o vereador cassado Rodson Lima (aquele que surpreendentemente votou contra o próprio parecer) representado na coligação pelo filho candidato.

Todos os vereadores citados foram linha de frente da defesa do Prefeito, dando-lhe sustentação para os desmandos e para a administração medonha e catastrófica que todos estão cansados de saber. Mais que isso, usufruíram e ainda tentam usufruir das benesses e favores políticos de serem "da base".

Agora querem o que? Fingir de imaculados? Falar que seus apoiados são oposição? Acredite quem quiser nesse lero-lero. Quem tem alguns neurônios funcionando minimamente e conseguem raciocinar com lógica simples dificilmente acreditarão nisso.

Temos a certeza que os candidatos a prefeito que eles apoiam não acreditam, pois algo que não devem ter para terem chegado onde chegaram é ingenuidade. Apenas tratam de tentar arregimentar apoiadores sem qualquer coerência com o que falam ou compromisso com valores éticos.

É a máxima descarada e despudorada de que em política apoio não se discute, se aceita. É o vale tudo, vale pisar no pescoço da mãe para chegar ao poder. Assim como esses vereadores/apoiadores não estão tendo qualquer prurido em abandonar a nau na qual confortavelmente navegaram por 4 ou 8 longos anos, vale aceitá-los pragmaticamente, para usar essa palavra malandra que serve em certas bocas para adjetivar, com algum charme, as negociatas e acordos espúrios e sem princípios.

Nos quesitos coerência, postura firme, pública e aberta contra os desmandos da atual administração municipal e respeito à inteligência do eleitor quanto ao posicionamento nesse assunto só existem as candidaturas do PSOL do Janis e do PSD de Mário, este último apoiado decisivamente pela vereadora Pollyana do PPS, expressão maior da oposição ao governo Peixoto, inclusive lhe dando voz de prisão, durante o processo de cassação, o qual presidiu.

Os demais, Júnior, Afonso e Isaac e respectivos partidos, com maior ou menor ênfase têm ou tiveram um pé na administração Peixoto e, sempre é bom rememorar, estavam Peixoto, Afonso e Júnior, unidos no início do primeiro mandato do atual alcaide, repartindo gabinetes e departamentos, e dizem, o feliz compartilhamento se desfez pela ânsia de ocupação de espaço$ pela ia dama, cuja citação na recente boataria, motivou a feitura deste pequeno lembrete.

Por essas e por outras, plantar boato de que P dama apoiaria Mário Ortiz, (ou o Janis) não pode passar de piada de mau gosto. Em compensação não haveria qualquer estranhamento se ela viesse a apoiar qualquer um dos outros candidatos, pois já se conhecem bem e inclusive foram responsáveis diretos, uns na primeira eleição, uns e mais outros na reeleição ou na não cassação, pela estada e permanência desse grupo ainda no poder. O problema é que não querem mais conviver com as suas criaturas e agora tratam de jogá-los aos lobos e posarem de cordeiros.

Triste!!!

É esse modo de encarar e praticar a política e a administração da cidade que deve ser mudado. Faz arte disso as campanhas alicerçadas em boatos e dossiês.

Muda Taubaté!

Urbano Patto