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quinta-feira, 19 de julho de 2012

PREPARADOS PARA MATAR?

Na madrugada desta quinta-feira (19/07) duas pessoas foram mortas por policiais militares em blitzes violentas: uma na capital, outra em Santos. É inadmissível o que acontece com a segurança pública do Estado de São Paulo.

Nos grande conglomerados urbanos a violência policial é mais visível. Sob o manto da impunidade, homens que deveriam zelar pela segurança da população, julgam e aniquilam seres humanos como se matam baratas.

O chavão utilizado por policiais travestidos de justiceiros é sempre o mesmo: as vítimas esboçaram uma reação, fizeram movimentos suspeitos, estavam com um objeto estranho nas mãos, etc, etc, etc.

Depois apresentam o sapo inchado na Delegacia de Polícia: uma arma de brinquedo, uma porção de maconha, uma ou duas pedras de crack, sob a alegação de que as mesmas foram recolhidas nos veículos conduzidos pelas vítimas.

O passo seguinte é mostrar para a imprensa o que foi encontrado. O script é antigo. Colava nos anos 1970. Não colam mais.

Note que este tipo de violência ocorre em cidades como São Paulo, Santos, Campinas, onde funciona a ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar).

São Paulo é um estado policial governado por tucanos
Boa parte da sociedade gostaria de ver a ROTA na rua no Vale do Paraíba, acreditando que a simples presença deste especialíssimo agrupamento policial em nossas cidades seria suficiente para estancar a violência que nos cerca.

A atuação da ROTA nesta madrugada foi sinistra. Duas vidas foram extirpadas sem a menor justificativa.

Um sociólogo talvez possa explicar porque isso acontece. Estariam os policiais da ROTA sendo preparados para matar?

Que tipo de orientação recebem estes policiais? Como eles devem abordar as pessoas para revistar na ação policial?

A eles é dado o direito de atirar primeiro e perguntar depois?

Não esqueça que nesta sexta-feira (20/07) se completará seis meses do massacre no Pinheirinho em São José dos Campos, a mais desastrada operação policial sob o governo tucano de Geraldo Alckmin.

Ações policiais devem merecer, sempre, o respeito da população e o temor dos marginais, tudo dentro das regras de repressão permitidas ao Estado.

O Estado não tem o direito, portanto, de atirar em cidadãos indefesos e depois plantar um sapo inchado no local do crime para justificar suas barbáries.

Que casos assim não se registre em nossa microrregião.