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terça-feira, 14 de agosto de 2012

APÓS LONDRES, COMO PREPARAR
NOSSOS ATLETAS PARA 2016 NO RIO?

A discussão é velha e se repete ao final de cada olimpíada. O Brasil não vai bem porque não preparamos adequadamente nossos atletas. Não se investe na base, não se busca novos talentos esportivos.

Os chavões foram retirados dos debates aos quais assisti nos últimos dois dias (13 e 14/08) nos canais especializados em esporte da nossa TV.

O ex-jogador de vôlei Geovanni, bicampeão olímpico e bicampeão mundial na modalidade repetiu, com razão, o que se diz há décadas no Brasil. Falta investimento na base.

Em Pindamonhangaba, o ex-prefeito João Bosco Nogueira revolucionou o esporte na cidade em seu segundo mandato (1983/1988).

Lembro-me de suas frases prediletas: “Da quantidade tiraremos a qualidade”, para explicar porque procurava massificar o esporte na cidade, ou “Prefiro investir hoje no esporte para não precisar construir cadeias no futuro”. 

A massificação do esporte em Pinda sucede as construções dos centros esportivos João Carlos de Oliveira – João do Pulo e José Ely Miranda – Zito, e do Luís Calói, para as ginásticas olímpica e artística.

Luís Eduardo Ambrósio exibe medalhas
conquistadas no Pan do Rio em 2007
Em 2007, no Panamericano do Rio de Janeiro, Pindamonhangaba foi representada pelo velocista Luís Eduardo Ambrósio.

O que pouca gente sabe é que Ambrosio é fruto da massificação dos esportes em Pindamonhangaba implementada por João Bosco.

As escolinhas de esporte coordenadas pela Prefeitura abarcavam mais de seis mil atletas em todas as modalidades: basquete, vôlei, natação, atletismo, futebol, futsal, ginástica artística, ginástica olímpica, handebol, etc, etc.

Com certeza, muitos dos eleitores de hoje foram alunos nas escolinhas de esporte criadas por João Bosco.

Muitos daqueles jovens e crianças de 1985/1986 devem se lembrar de ter assistido jogos eletrizantes de basquete e vôlei nas lotadas quadras Juca Moreira e João do Pulo.

Quantos deles sonharam em ser um daqueles gigantes a disputar um campeonato e a arrancar aplausos da torcida embevecida com seus atletas.

Recordo estes fatos para o pindamonhangabense não esquecer que João Bosco não elegeu seu sucessor em 2008 por conta da demagogia e as críticas feitas ao investimento que se fazia no esporte.

Pergunto: quantos garotos e garotas, se não chegaram a brilhar nos esportes, encontraram o caminho da boa convivência com seus iguais, afastaram-se das drogas e das más companhias e hoje são advogados, professores, médicos, engenheiros, psicólogos, etc, etc.

Ao assumir a prefeitura em 2009, Vito Ardito acabou com a presença dos atletas profissionais na cidade. Os espelhos contratados por João Bosco.

Dos espelhos daquela época, um vereador, eleito pelo PSDB, Abdala Salomão, que Vito Ardito desempregou apenas para parecer diferente, faz parte da chapa de candidatos a vereador da coligação comandada pelo tucano.

Outro espelho daquela época, o delegado de Polícia Marcelo Duarte reside em Pindamonhangaba até hoje.

Marcelo Palmeirinha, ouro espelho contratado na época de João Bosco, fixaram residência na cidade. Marcelo Palmeirinha, ex-jogador de vôlei, atua até hoje no esporte em Pindamonhangaba, disputando campeonatos de futebol ou exercendo seu trabalho policial.

Que fique a lição para o próximo prefeito da cidade. Não se faz um bom governo quando o objetivo é destruir a obra deixada pelo antecessor.

Bosco antecipou o futuro esportivo de Pinda em pelo menos trinta anos. Basta assistir aos debates que se sucedem na TV sobre a pífia participação brasileira nas olimpíadas.

É preciso investir e massificar o esporte entre os jovens para extrair a qualidade e os futuros atletas de alto rendimento.

João Bosco fazia isto em 1985. Vito Ardito não deu sua contribuição para desenvolver o esporte pindamonhangabense.

Quem anda para trás e caranguejo.