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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

COMO DEBATEDORES, CANDIDATOS A
PREFEITO DE TAUBATÉ DECEPCIONAM

Para quem se acostumou a assistir debates eleitorais mais apimentados, os candidatos a prefeito de Taubaté decepcionaram no debate organizado na noite de quinta-feira (23/08) pela Band Vale. Não houve rusga. Cada candidato tratou de fazer sua propaganda. Faltou embate.

A exceção ficou por conta do candidato do PSOL, Jenis de Andrade, que abriu fogo em direção a todos os candidatos com sua metralhadora giratória. Ele provocou Padre Afonso (PV), que não votou em Carlos Gianazi (PSOL) para presidir a Assembleia Legislativa.

A cada participação, Jenis de Andrade brandia a revista IstoÉ para o candidato Ortiz Júnior com as denúncias de compras superfaturadas pela FDE, presidida pelo pai do candidato tucano, o ex-prefeito José Bernardo Ortiz.

O debate ameaçou esquentar quando Padre Afonso afirmou que Ortiz Júnior nunca trabalhou. O tucano desconversou, mas não levou a questão adiante.

Mário Ortiz (PSD) e Isaac do Carmo (PT) foram os menos agressivos. Isaac fugiu da pergunta feita pelo jornalista Max Ramon sobre o apoio dado a Peixoto em 2009. Falou sobre a coligação nacional entre PT/PMDB.

Ortiz Júnior repetiu à exaustão as promessas que tem feito no horário eleitoral gratuito. Exaltou seu pai como um grande prefeito e não acrescentou nada ao que se conhece de sua vida pública.

Fiquei com saudade do debate de 2004, da presença de uma Isabel Camargo, ou do debate de 2008, que foi bem mais apimentado, com provocações entre os candidatos Padre Afonso, Ortiz Júnior e Roberto Peixoto.

Por que os candidatos não debateram de verdade?

Estariam se poupando para um eventual segundo turno?

Por isso os principais candidatos não foram contundentes um com o outro?

Da esquerda para a direita: Jenis de Andrade (PSOL), Cláudio Nicolini (Band Vale), Ortiz Júnior (PSDB) e Isaac
do Carmo (PT). Mário Ortiz (PSD) e Padre Afonso (PV), nas duas pontas, não puderam ser por mim fotogrados