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terça-feira, 21 de agosto de 2012

DA RUA DO CAFÉ AO BONFIM,
AS HISTÓRIAS DE CORRUPÇÃO

Corrupção não é privilégio do partido A, B ou C. A corrupção se entranha nos partidos políticos por seus membros. O problema é tentar estigmatizar um partido com a pecha da corrupção, como se todos os seus simpatizantes fossem corruptos ou a apoiassem como forma de sobrevivência.

Dos mensalões petista e tucano à privataria tucana, as histórias de corrupção se repetem no Brasil desde as capitanias hereditárias.

A opinião pública, este ente superior de que se valem jornalistas e políticos para pedir punição aos mensaleiros do PT não usam o mesmo argumento quando se trata de denúncias contra tucanos.

Não há nenhum partido imaculado. Os grandes partidos compram os pequenos, que se vendem desavergonhadamente por alguns tostões.

Não há pundonor.

Um acusa o outro de corrupto ou se defende pregando sua honestidade duvidosa, como se fôssemos um bando de néscios.

Em Taubaté, a enxurrada de denúncias contra o prefeito Roberto Peixoto, que se livrou da cassação pela Câmara Municipal, mas continua sendo processado pelo TRF-3, foi saboreada pela oposição como um manjar dos deuses.

Há um ano, os pré-candidatos Padre Afonso (PV) e Ortiz Júnior (PSDB) não moveram uma palha para que os vereadores de suas bases fizessem o que era de justiça: cassar o prefeito canastrão.

Ambos preferiram deixar Taubaté ir ao fundo do poço administrativo para impedir a posse da vice-prefeita Vera Saba (PT).

O deputado Padre Afonso e Ortiz Júnior sabiam que Vera Saba seria uma forte candidata a prefeita caso a petista assumisse a Prefeitura.

O PT, por sua vez, nada fez para mobilizar sua base e exigir o cassação de Roberto Peixoto.

Nada poderia atrapalhar o projeto petista de alçar Isaac do Carmo à condição de candidato a prefeito de Taubaté.

Aqui, trata-se de briga entre metalúrgicos e bancários pela hegemonia petista.

A oposição (PSDB) precisa esclarecer as denúncias publicadas esta semana pela revista IstoÉ, que envolvem diretamente o candidato tucano Ortiz Júnior.

Neste blog publicamos, em primeira mão, o depoimento de Fernando Gigli ao Ministério Público sobre o esquema de corrupção em Taubaté.

A Câmara Municipal instalou uma comissão processante para apurar as denúncias do ex-chefe de gabinete do prefeito canastrão.

Os dedos acusadores logo foram apontados para o Palácio do Bom Conselho. Com razão, diga-se.

Os tucanos se esbaldaram. Organizaram passeatas, apitaço, vassouraço. A mídia amplificou os protestos.

As denúncias contra o tucano Bernardo Ortiz e sua temerária administração na FDE, eivada de irregularidades, recebem o silêncio obsequioso da mídia.

Para os tucanos, o desmentido de Ortiz Júnior basta.

Da mesma forma que os tucanos deram crédito às denúncias de Fernando Gigli contra o prefeito Roberto Peixoto deveriam agora, por coerência, acreditar no que diz o empresário Djalma Santos sobre Ortiz Júnior.

O tucano terá que desmentir as acusações do empresário nos tribunais, não coma nota de esclarecimento banal

Sobre a mídia silenciosa uma pergunta: por que denúncias feitas contra o Padre Afonso ou Peixoto são dignas de crédito? Por que quem denuncia tucano é indigno, mentiroso?

Bernardo e Bernardo Ortiz Júnior sabem que as denúncias de Djalma Santos são robustas.

Não fossem, porque razão Bernardo Ortiz permaneceria duas segundas-feiras em Taubaté para ir às emissoras de rádio explicar a compra das mochilas pela FDE?

Por que razão o presidente da FDE mandaria carta aos vereadores (o que ele nunca fez em trinta anos de vida pública) para desmentir aquilo que a mídia estava reportando aos seus leitores?