Páginas

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

PARLAMENTARES CONVIDAM LOBISTA
PARA FALAR DAS DENÚNCIAS À ISTOÉ

O ex-diretor executivo da Diana Paolucci, Djalma Silva Santos, que denunciou na última edição da revista semanal IstoÉ um esquema para fraudar pregões eletrônicos e licitações na FDE, foi convidado a prestar esclarecimentos sobre o assunto na Assembleia Legislativa.

Djalma Santos deve comparecer nas comissões de Fiscalização e Controle e Educação e Cultura para explicar em detalhes as denúncias feitas publicamente em revista de circulação nacional.

O que o lobista contou à IstoÉ atinge diretamente os tucanos José Serra, candidato a prefeito em São Paulo, e Ortiz Júnior, candidato a prefeito de Taubaté.

O esquema funcionaria nos porões da FDE desde 2007, quando o órgão passou a ser presidido por Fábio Bonini Simões de Lima.

Objetivo: fazer caixa para a campanha à presidente do então governador tucano José Serra.

Na entrevista à IstoÉ, Djalma Santos deixa claro que o ex-secretário de Educação da capital paulista, Alexandre Schneider, era o homem encarregado de acertar os detalhe$ com os fornecedores da FDE.

Schneider chegou a ser cogitado para ser o vice de Serra em sua corrida à Prefeitura de São Paulo. Foi trocado pelo advogado Flávio Borges D’Urso.

Parte do que Djalma Santos revelou à IstoÉ havia sido divulgado por este blog há pelo menos quatro meses.

Os detalhes contados pelo lobista à revista são esclarecedores. Revelam que o esquema é antigo. A triangulação envolvia as secretaria da Educação da cidade de São Paulo, do estado de São Paulo e a FDE.

O esquema corrupto foi mantido pelo atual presidente da FDE, o ex-prefeito taubateano José Bernardo Ortiz.

O objetivo, agora, seria fazer caixa para a campanha de seu filho, Ortiz Júnior, à Prefeitura de Taubaté.

A pedida inicial, segundo Djalma Santos à revista, seria uma propina de 10%. Após negociações, acabou ficando por 5%.

Ortiz Júnior pode desmentir seu ex-parceiro na mídia local e regional, mas não terá como fazer o mesmo quando for chamado para depor no inquérito civil 14 0695 0000383/2012, instaurado em 29 de junho deste ano.

Tudo o que foi dito à revista será repetido pelo lobista na Assembleia Legislativa. Djalma Santos foi traído por Ortiz Júnior. O Iscariotes no caso das mochilas superfaturadas compradas pela FDE é o tucano.

As provas que Djalma Santos entregou ao Ministério Público são robustas, como afirmou o advogado José Eduardo Bello Visentin em comentário feito por ele na postagem Sem ilações, Isto é revela ação de Ortiz Júnior no bastidor da FDE.


Olá. Sou o advogado citado na matéria (da revista IstoÉ) como denunciante. Sobre alguns comentários acima: 1 - acredito que a reportagem não procurou todos os participantes do esquema por existirem provas contundentes entregues ao MP, as quais a revista teve acesso; as perícias judiciais dirão se as mensagens foram copiada; 2 - um dos nomes nos comentários acima me parece um perfil falso usado pelo "Príncipe" geralmente para se defender de denúncias feitas pelo Irani Lima; o próprio Irani já possui provas de que algumas mensagens são conduzidas por essa pessoa, e logo deverá postar em seu blog; no mais, o que ele está fazendo é usar um artifício muito comum em nosso país, o de desviar a atenção, como tornar o radar escondido algo mais grave do que a própria infração de velocidade; e 3 - outras perícias, as fiscais e contábeis, provarão que algumas empresas forneceram à FDE indiretamente, faturando para alguma vencedora direta. À disposição para novos esclarecimentos, desde que não atrapalhem as investigações.

Para quem tiver interesse, o jornalista Cláudio Humberto revelou em seu sítio o ano passado a máfia da Moóca, que vencia todas as concorrências feitas pela FDE desde 2007.

Leia aqui o que diz Cláudio Humberto sobre as compras de mochilas efetuadas pela FDE sob a presidência do ex-prefeito de Taubaté José Bernardo Ortiz.