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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

RECONTAR A HISTÓRIA DE PINDA
PARA RECOLOCÁ-LA NO LUGAR

Em períodos de pré-eleição os ânimos se exacerbam. A paixão turva os olhos dos eleitores mais apaixonados por um ou outro candidato. Pindamonhangaba tem quatro postulantes à Prefeitura: Torino (PMDB), Vito Ardito (PSDB), Gugu Mello (PSDC) e Carlinhos Casé (PT).

Faremos uma rápida digressão sobre a história recente de Pinda, que trocou sua vocação agropecuária no início dos anos 1970 com a eleição de João Bosco para prefeito da cidade em 1972.

Foi a partir desta época que a cidade encontrou sua vocação industrial. As grandes empresas trazidas por João Bosco respondem, até hoje, por 80% do ICMS que a cidade produz.

Portanto, não há o mérito que se atribui a Vito Ardito de que ele teria quadruplicado a arrecadação de ICMS.

Fosse verdadeira a assertiva, as indústrias que se instalaram na cidade nos anos 1970 estariam respondendo por menos de 30% do ICMS da cidade atualmente.

Não passa de falácia atribuir a Vito Ardito a construção do Pronto Socorro Municipal.

A obra é do ex-prefeito Francisco de Assis Vieira – Chesco. Esta é a história real. Não é lenda.

Outro exagero cometido por seguidores de Vito Ardito é atribuir a ele a instalação de rede de água e esgoto por toda a cidade.

Não é verdade!

Pindamonhangaba cresceu no quesito saneamento a partir da assinatura de contrato com a Sabesp, feita pelo ex-prefeito João Bosco, que assumiu o serviço de água e esgoto da cidade.

A expansão do saneamento básico de Pindamonhangaba é gloria não de uma administração. Começou com João Bosco, passou por Geraldo Alckmin, prosseguiu com Chesco e o próprio Vito Ardito. Todos tiveram méritos.

Vito Ardito construiu várias quadras poliesportivas e campos de futebol em vários bairros da cidade.

Para construir um campo de futebol basta um terreno grande o suficiente, plantar grama, erguer um alambrado e demarcar o campo. Tarefa simples.

Inauguração do Centro Esportivo José Ely Miranda - Zito. Da esquerda
para a direita: Zé Rabelo, Thier Fernandes Lobo (hoje desembargador),
João Bosco Nogueira (prefeito), Zito (o homenageado) e este repórter
Os maiores centros esportivos de Pindamonhangaba foram obras dos governos João Bosco/Geraldo Alckmin (João do Pulo) e de João Bosco (Zito, Luís Caloy e Juca Moreira).

Até hoje estes centros esportivos são modelo no Vale do Paraíba. Vito Ardito não fez nenhuma obra do tipo. Se bem me lembro, ao deixar a Prefeitura  em 2005, Vito Ardito entregou a Juca Moreira em frangalhos. A reforma da quadra foi a primeira obra de João Ribeiro.

O apregoado rebaixamento da linha de trem que corta a cidade ao meio foi uma ideia de João Bosco em 2004, quando foi candidato (eleito) a vice-prefeito na chapa de João Ribeiro.

Não é obra simples, que se resolva em uma década.

Acredito que seja difícil para os eleitores e amigos de Vito Ardito entenderem que suas administrações foram as que menos produziram em termos de benefício para a comunidade. O tucano Chesco foi muito mais produtivo.

Quando fala em experiência, Vito Ardito esconde de sua biografia o fiasco que foi a pretensa construção do teatro municipal da cidade, ao lado da via férrea, e toneladas de concreto lançadas dentro de uma rede de água pluvial.

Desperdício e falta de planejamento, além de um projeto compatível com a importância da obra que se pretendia realizar.

Se o eleitor de Pindamonhangaba considerar a experiência do administrador Vito Ardito, é melhor pensar um pouco mais antes de decidir.

O que está em jogo é o futuro de Pinda. A cidade tem que olhar à frente. O passado é história e deve servir de espelho para se planejar o futuro.

Os pindamonhangabenses dos anos 2030, 2050 agradecerão os eleitores de hoje pela escolha que fizerem nesta eleição.