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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

TUCANO ESCONDE ATUAÇÃO NA
FDE E RELAÇÃO COM EMPRESÁRIO

O candidato tucano a prefeito de Taubaté, Ortiz Júnior, divulgou nota de esclarecimento sobre a matéria publicada pela IstoÉ neste final de semana. A resposta só foi divulgada na tarde de domingo porque Ortiz Júnior teve que reunir a militância para justificar o injustificável.

Ortiz Júnior bem que poderia desmentir com veemência a revista semanal, mas ele sabe que não dá para desmentir o indesmentível.

Ele poderia, por exemplo, dizer que nunca esteve em São Paulo com a fonte da revista.

Poderia dizer que nunca veio de carona para Taubaté com o empresário Djalma Santos, após cansativas reuniões em São Paulo.

Poderia dizer que nunca parou no Frango Assado da Rodovia Carvalho Pinto carregando uma mochila da qual não queria se separar.

Ortiz Júnior poderia desmentir as fotos que publiquei daquele encontro, bem como dizer que a resposta às inverdades publicadas pelo jornalista Irani Lima era de sua própria lavra.


Ortiz Júnior omite o fato em sua nota de esclarecimento.

Elas mostram que as denúncias de Djalma Santos são robustas e consistentes, não é verdade senhor Bernardo Ortiz Júnior?

A troca de emails entre Ortiz Júnior e Djalma Santos foi estabelecida quatro dias após a publicação do encontro de ambos no Frango Assado.

O leitor mais atento vai perceber facilmente que o texto introdutório da carta de esclarecimento de Djalma Santos assemelha-se à nota de esclarecimento de Ortiz Júnior sobre a publicação da IstoÉ.

Quanta coincidência!

Data: 25 de outubro de 2011

1)    Ortiz Júnior envia email para Djalma Santos às 11h36 contendo a carta de esclarecimento que escreveu para contestar minha publicação.
2)    Djalma Santos envia o documento para seu advogado, José Eduardo Bello Visentin, às 11h58, para possíveis correções.
3)    Às 12h53, o advogado de Djalma Santos responde o email recebido e informa que fez “algumas alterações”.
4)    O advogado de Djalma Santos reenvia o email às 13h22 para informar que procedeu a algumas alterações e acrescentou dois parágrafos.
5)    Depois disso a carta de esclarecimento foi publicada no Facebook de Djalma Santos, de onde a extraí e publiquei neste blog.

De: José Eduardo Bello Visentin <eduardobelloadvogado@yahoo.com.br
Enviadas: Terça-feira, 25 de Outubro de 2011 13:22
Assunto: Re: carta de esclarecimento

Com minhas alterações e os 2 novos parágrafos.

De: José Eduardo Bello Visentin <eduardobelloadvogado@yahoo.com.br
Enviadas: Terça-feira, 25 de Outubro de 2011 12:53
Assunto: Re: carta de esclarecimento
Fiz algumas alterações.

Enviadas: Terça-feira, 25 de Outubro de 2011 11:58
Assunto: Enc: carta de esclarecimento
Enviado através do meu BlackBerry® da Nextel

From: Ortiz Júnior <junior@ortiz.com.br
Date: Tue, 25 Oct 2011 11:36:22 -0200
Subject: carta de esclarecimento

Em razão das ofensas assacadas pelo jornalista Irani Lima, em seu blog, em publicação realizada na Sexta-feira, dia 21 de Outubro próximo passado, venho esclarecer o seguinte:

Contrariando aquilo que foi escrito, não estou sob investigação pelo Ministério Público. O jornalista, induzido a erro pela fonte, não se deu ao trabalho de verificar que, nas duas ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público Estadual, uma na Comarca de Taubaté e a outra na de Pindamonhangaba, para apurar atos de improbidade consistentes em fraudes na merenda, não fui incluído como réu. As ações são públicas e de fácil consulta no "site" do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Também, ao contrario do que foi levianamente afirmado na matéria do jornalista Irani Lima, nunca trabalhei para a EB Alimentacao ou para a Sistal, empresas que prestaram o serviço de terceirização de merenda escolar no Município de Taubaté.

Nunca fui registrado na empresa Verdurama, fornecedora do mesmo serviço no Município de Pindamonhangaba. No caso de Pindamonhangaba, fui arrolado com TESTEMUNHA da terceirização da merenda.

Ao que parece a intenção é a de fazer alguma triangulação de modo a vincular negativamente meu nome, o do Ortiz Junior e das empresas que forneciam merenda na região. No entanto nunca tive, em toda a minha vida, qualquer tipo de relação com as empresas que forneciam merenda em Taubaté na época da gestão do Prefeito Bernardo Ortiz.

A fonte do jornalista aparentemente foi o Sr. Rodrigo Andrade, apelidado de "Rolha". Deve possuir uma relação estreita com o Sr. Irani Lima, pois, pelo que sei, o filho do jornalista é funcionário do gabinete do Dep. Padre Afonso Lobato, contratado por indicação do próprio Rolha, e sabidamente adversário político do Sr. Ortiz Junior.

Rodrigo Rolha estava presente no Restaurante Frango Assado, no mesmo dia e no mesmo horário em que as imagens foram feitas, fato este acompanhado por testemunhas.

Após sentar-me para tomar café, no Restaurante Frango Assado, eu e as outras pessoas que estavam à mesa vimos o chefe de gabinete do Dep. Padre Afonso escondendo-se entre as folhagens para registrar, com o uso de celular, nosso encontro, casual, diga-se de passagem, que teve duração de um curtíssimo período, e não como querem direcionar, como se fosse uma reunião agendada para a discussão de assuntos escusos.

Rolha gravou e quase imediatamente o vídeo foi postado no youtube com um outro nome, sendo impossível que outra pessoa o tivesse feito. Depois aparentemente passou informações inverídicas ao jornalista que elaborou a matéria, sendo que este último nem ao menos checou o conteúdo, utilizando-se de argumentos sensacionalistas. O intuito parece claro, qual seja denegrir minha imagem para atacar possíveis adversários políticos nas eleições do próximo ano. Considerei todo o ocorrido como sendo um ato covarde do chefe de gabinete do Dep. Padre Afonso Lobato. Resta saber se a mando desse seu superior.

Acrescento que sempre tive uma relação muito próxima com o Deputado Padre Afonso Lobato. Depois desse episódio, enxerguei-me no direito de considerar que ao Padre e a seus assessores vale tudo para denegrir a imagem das pessoas e atacá-las.

Minha relação com o Dep. Padre Afonso é tão próxima que neste ano o encontrei várias vezes, em diversos lugares diferentes, até mesmo dentro da minha casa, na companhia da minha família, tudo a ser confirmado por testemunhas.

Encontrei-o a primeira vez no mês de março do corrente ano, no restaurante do posto de gasolina da Rodovia Ayrton Senna, sentido interior. Nessa ocasião o Padre me pediu, já desesperado, pois sequer marcamos esse encontro, que eu lhe arrumasse R$ 8.000,00 para pagar o programa de televisão que seria levado ao ar pelo PV, na televisão, por aqueles dias. Dei-lhe, no restaurante do posto, em cheque pessoal, o dinheiro que ele me pediu. Nunca soube se pagou mesmo a TV. Já pedi informações ao gerente de minha conta sobre o saque desse dinheiro.

Na segunda vez que o encontrei, em junho desse ano, tomamos um café na casa do pão de queijo, da Avenida Faria Lima, em São Paulo, na altura do numero 3.015. O Padre me ligou porque queria conversar comigo com urgência. Levei comigo o Dr. Eduardo, advogado. O Padre estava acompanhado do Rodrigo "Rolha". Na conversa, o Padre me pedia para encontrar possíveis investidores para sua campanha do ano que vem, INCLUSIVE EMPRESAS DE MERENDA ESCOLAR. O Padre estava tão excitado com uma pesquisa eleitoral que o colocava na frente na disputa para Prefeito que queria começar a arrecadar desde já.

Afirmou, categoricamente, para mim e para o Dr. Eduardo, que já tinha o apoio do PMDB de Taubaté, pois tinha fechado um acordo com o ex-deputado Ary Kara e com o Prefeito Roberto Peixoto. Segundo ele, o Peixoto não apareceria na campanha de televisão, mas daria o apoio do tempo de televisão. Em troca, o Padre manteria algumas pessoas diretamente ligadas ao Prefeito na sua administração. O acordo teria sido selado em São Paulo, na Assembleia Legislativa.

Encontramo-nos novamente em julho passado, no escritório do Deputado em Taubaté, na Avenida JK. Nessa conversa, perguntou se eu tinha avaliado a possibilidade de ajuda-lo na campanha. Disse-lhe que era cedo ainda. Ele rearfimou que venceria as eleições pois tinha o apoio do PMDB.

Acrescento, ainda, que no ano passado, 2010, ajudei-o financeiramente a pagar pesquisas eleitorais e alguns restos de campanha menores que totalizaram R$ 10.000,00. Esse recurso foi sempre entregue em espécie, na mão do próprio Dep. Padre Afonso Lobato. Tenho testemunhas dos saques e da entrega do dinheiro. Dessas ajudas decorreram a intimidade do Padre comigo para sempre me pedir dinheiro para suas campanhas. Na maioria das vezes o ajudei.

Na ultima vez que encontrei o Deputado, ofereci a ele um café da manha na minha casa, em agosto desse ano. Ele me pediu para que convidasse o Ortiz para que ele tentasse convencê-lo de que venceria a eleição no primeiro turno caso se unissem. O Padre me confidenciou que o acordo com o Peixoto vinha trazendo a ele algumas criticas e que valia a pena ter outras cartas na manga. Minha família testemunhou esse café da manha, na minha casa.

Ainda, o Padre Afonso esteve hospedado em minha casa em Caraguatatuba, em uma oportunidade, no ano de 2009, e em duas oportunidades em 2010. Ele dormiu em minha casa após celebrar missas e fazer reuniões políticas no litoral. Nessas três ocasiões ele me pediu para ceder a casa para ele e mais duas pessoas passarem a noite para descansarem após compromissos com apoiadores. Cedi prontamente. Lá residem meus familiares e eles testemunharam a estada no Padre em casa. Pela lógica do Sr. Irani, tudo isso deveria ser muito mais suspeito do que um simples café.

Também fui convidado e participei de churrascos na casa do Rodrigo Rolha, no Residencial Taubaté Village. Lá estavam todos os assessores do Padre que pertencem à família do Rolha. Inclusive Rodrigo Rolha e a esposa Andreia, a cunhada Marcia e o marido Marcão, a sogra e o sogro, totalizam as seis pessoas da mesma família empregada na Assembleia Legislativa. Pelo que sei a mesma família recebe dos cofres públicos aproximadamente MEIO MILHÃO DE REAIS por ano em salários e gratificações. A mesma família recebe dinheiro público dos impostos pagos pelos cidadãos, ao longo de uma legislatura de deputado, cerca de R$ 2.000.000,00. Isso mesmo! Dois milhões de reais. As informações estão disponíveis a qualquer interessado na Assembleia Legislativa de São Paulo. Não seria esse um escândalo de nepotismo, a ser objeto de investigação pelo Sr. Irani Lima?

Caso o jornalista Irani Lima queira, embora imagino que vai se fazer de surdo, posso disponibilizar cópias dos cheques de minha conta pessoal entregues na mão do Deputado Padre Afonso Lobato para pagar os programas de TV em que ele aparece no primeiro semestre de 2011. Também posso disponibilizar os telefones das testemunhas dos vários encontros que tive com o Deputado Padre Afonso, bem como colocar a sua disposição minhas contas telefônicas com as ligações feitas pelo celular pessoal do Padre ao meu número, nessas ocasiões que relatei, e em outras várias para demonstrar nossa proximidade.

Se meu café, na sexta-feira passada, foi considerado suspeito pelo jornalista aparentemente a serviço da estrutura do Padre, o que esse mesmo jornalista vai afirmar agora depois de saber das várias vezes em que dei dinheiro meu, pessoal, para ajudar o Padre Afonso a pagar despesas políticas? E dos muitos encontros que tivemos em vários locais públicos?

A suposta conduta do chefe de gabinete do Padre Afonso, que o representa, de agredir sem provas, de tentar denegrir a imagem de um futuro adversário político sem levar em conta que com isso está atacando uma pessoa que sempre lhes estendeu a mão e sempre lhes apoiou financeiramente, traduz-se na baixaria com que eles vão conduzir o processo eleitoral em 2012. Parece que aos assessores do Padre vale tudo para mentir, destruir e difamar. Até cuspir no prato em que se fartaram até poucos dias atrás.

Taubaté, 22 de outubro de 2011.

DJALMA SANTOS

Nota de Esclarecimento
por Bernardo Ortiz Junior, Domingo, 19 de Agosto de 2012 às 14:30

Venho a público desmentir veementemente todas as denúncias contra mim que foram publicadas na última edição da Revista Isto É, e esclarecer os fatos.
O senhor Djalma Silva me acusa de ter recebido comissão pela intermediação entre a empresa para qual ele prestava serviços, Diana Paolucci, e o FDE - orgão do Governo do Estado onde meu pai é Presidente - para que eles vencessem a licitação para compra de mochilas escolares.

É fato, facilmente comprovado, que a empresa Diana Paolucci não venceu esta licitação. Na verdade, ela nunca venceu nenhuma licitação do FDE na gestão de Bernardo Ortiz. Participou de quatro licitações e perdeu as quatro, são elas: licitação para compra de papel, licitação para compra de kit escolar, licitação para compra de móveis e licitação para compra de mochilas. Em tempo: Os números exatos das licitações serão divulgados amanhã.

Se a Diana Paolucci não ganhou nenhuma licitação, como pode ter havido minha intermediação para que ela ganhasse e, consequentemente, recebimento de propina?

A VERDADE:

A verdade é que o senhor Djalma Silva me procurou para pedir que eu interferisse junto ao governo estadual em favor dos interesses dele junto a empresa Diana Paolucci.
Obviamente, me neguei a manter esse tipo de diálogo ante seu evidente carater ilícito, cortando imediatamente qualquer relação com esta pessoa.

Por retaliação, no mês de maio de 2012 o senhor Djalma utilizou-se de representantes da bancada do PT na Assembléia Legislativa, e apresentou denúncia de superfaturamento e formação de cartel no processo licitatório para compra das mochilas.

A falsidade da acusação é facilmente comprovada e já foi desmascarada em decisão do Tribunal de Contas do Estado, que julgou regular a licitação e a compra das mochilas.
A verdade é que a compra destas mochilas resultou em importante economia para o estado, tendo sido praticado o menor preço do Brasil. Só para se ter uma ideia, as mochilas do FDE custaram R$ 6,50 as menores e R$ 9,30 as maiores, enquanto que os municípios de Guarulhos, Diadema e São Bernardo do Campo, coincidentemente administrados por aqueles que fazem toda a acusação, compraram mochilas de qualidade inferior por mais de R$ 20,00.

Por que será que agora, na véspera do horário eleitoral, este assunto da licitação da mochilas é requentado na matéria da Revista Isto É?

As motivações são obviamente políticas e visam atingir minha candidatura, a do ex-Governador José Serra, denegrir a imagem do Governador Geraldo Alckmin e prejudicar também candidaturas de diversos adversários do PT em importantes cidades como Cruzeiro, Santo Andre, São Caetano do Sul, Poá.

As denúncias deste senhor são absurdas, falsas e criminosas, e já estou tomando as devidas providências jurídicas. Mas, de tudo isso, o que realmente me deixa triste é constatar que, infelizmente, no nosso país, na época de eleição existem aqueles que no lugar de trabalhar preferem usar de métodos escusos para tentar prejudicar os adversários e ganhar uma eleição. Já disse e repito que farei uma campanha limpa, com trabalho, com propostas e que não responderei na mesma moeda as tentativas de abalar minha candidatura com falsas acusações, baixarias e calúnias.

Ortiz Junior