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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

UM ANO APÓS SER ABSOLVIDO, PEIXOTO
CONTINUA NO GOVERNO E RODSON CAIU

Na próxima segunda-feira (13/08) completa-se um ano de absolvição do prefeito canastrão. Seis vereadores votaram a favor de Peixoto, impedindo sua cassação. O julgamento na Câmara Municipal é político. Politicamente, portanto, Peixoto foi absolvido. Juridicamente ainda não.

A frustração com a manutenção de Peixoto no governo municipal só não foi maior porque havia a esperança que a Polícia Federal encontrasse os indícios necessários para condená-lo.

O inquérito da Polícia Federal foi concluído e entregue ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) em dezembro do ano passado.

A procuradoria da República do TRF-3 recebeu novos documentos que comprovavam fraude em pagamentos feitos à Home Care após o encerramento do contrato desta empresa com a Prefeitura.

Nove meses depois, o taubateano está frustrado com a morosidade da justiça. Costuma-se dizer que a justiça tarda, mas não falha. A afirmação é relativa.

De um ano para cá este blogueiro foi processado pelo prefeito canastrão, que perdeu na 1ª Vara Cível de Taubaté, recorreu ao Tribunal de Justiça e sofreu outra derrota.

O blog foi brilhantemente defendido pelo advogado Brenno Gontijo.

Em maio deste ano, o vereador Rodson Lima (PP) teve seu mandato cassado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), por crimes administrativos cometidos ao longo de seu mandato.

A cassação de Rodson foi uma espécie de vingança a lavar a alma do taubateano.

Rodson Lima foi um dos vereadores que votou pela absolvição de Peixoto.

Com ele votaram Ary Filho (PMDB), Chico Saad (PMDB), Henrique Nunes (PV), Maria Teresa Paolicchi (PSC) e Luizinho da Farmácia (PR).

A luta para cassar Peixoto foi acirrada. Não faltaram tentativas da defesa para afastar a vereadora Pollyana da presidência da Comissão Processante.

A galeria da Câmara Municipal lotou no dia 15 de junho de 2011. De um lado os pró-Peixoto. Do outro, os contra-Peixoto. Era o depoimento mais aguardado naqueles dias.

Todos exultaram quando, ao final da sessão, a vereadora Pollyana deu voz de prisão a Peixoto e seus advogados, como mostra o vídeo abaixo.


O esforço da Comissão Processante e a pressão exercida pelos movimentos sociais de Taubaté foram infrutíferos, em parte.

Passado um ano da absolvição de Peixoto, Rodson Lima (PP) não é mais vereador, Henrique Nunes desistiu de sua candidatura para apoiar candidato a vereador do PT, embora seja um dos coordenadores da campanha do PV.

Há quem critique a coligação PT-PMDB, como há os que abominam o apoio de Rodson ao candidato tucano.

No fundo, ninguém pode criticar ou ser criticado por conta das alianças partidárias.

Todos são promíscuos porque a legislação eleitoral permite e até obriga os candidatos a torcerem os narizes, mas não deixarem de se aliar a adversários. Por enquanto, só o PSOL, em Taubaté, sai ileso desta acusação.

Um ano depois da absolvição de Peixoto, pouca coisa mudou em Taubaté a nível político.

Os aliados de hoje são os mesmos que estavam aliados ontem.

O eleitor terá trabalho para escolher o próximo prefeito desta urbe.