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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

VITO ARDITO PEDE SOCORRO A ORTIZ,
FICHA SUJA, PARA ANGARIAR VOTOS

Há algo de surreal na campanha de Vito Ardito (PSDB), candidato a prefeito de Pindamonhangaba. Isto ficou claro no primeiro programa do tucano no horário eleitoral gratuito, quarta-feira (22/08).

Vito Ardito está subjúdice, de acordo com a sentença prolatada pela juíza eleitoral Laís Helena de Carvalho Scamilla Jardim, que indeferiu sua candidatura e o inscreveu no rol dos candidatos com a ficha suja para estas eleições.

O recurso de Vito Ardito deve ser julgado na próxima semana. Seus advogados pediram vistas do processo ao TRE.

O indeferimento da candidatura do tucano em Pindamonhangaba tem como base a lei complementar 135/2010, a Lei da Ficha Limpa.

Vito Ardito foi condenado em 10 de outubro de 2004 por compra de voto, crime eleitoral previsto pelo parágrafo 1º, I, letra J, da Lei da Ficha Limpa.

Condenado a oito anos de inelegibilidade, a punição imposta ao tucano expira dia 10 de outubro deste ano. Três dias, portanto, após as eleições municipais.

A sentença proferida pela Justiça Eleitoral de Pindamonhangaba não admite outra interpretação. Vito Ardito está inelegível.

Ao indeferir a candidatura de Vito Ardito, a prolatora salientou que o tucano poderia, por conta e risco, prosseguir com sua campanha, enquanto aguarda o resultado do recurso impetrado no TRE.

BERNARDO ORTIZ FICHA SUJA

Em seu primeiro programa no horário eleitoral gratuito, Vito Ardito se agarra ao ex-prefeito taubateano José Bernardo Ortiz, de quem foi patrão quando dirigiu Pindamonhangaba pela primeira vez, entre 1989 e 1992.

Talvez pela distância que separa Taubaté de Pinda, Vito Ardito acredite na ingenuidade do eleitor pindense, que não conhece Bernardo Ortiz como nós, taubateanos.

Apresentado por Vito Ardito como um político ético, Bernardo Ortiz não passa de um Demóstenes Torres do Vale do Paraíba, um Goebbels taubateano.

Vito Ardito deveria saber que Bernardo Ortiz está chafurdando na lama em que se transformou a FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), que preside desde 1º de janeiro de 2011.

Bernardo Ortiz foi convocado para depor na Assembleia Legislativa sobre as denúncias de formação de cartel entre empresas que viriam a fornecer quatro milhões de mochilas escolares à FDE por R$ 40 milhões.

Os quatro milhões de unidades foram importados da China por módicos R$ 8 milhões, ou seja, R$ 2 a unidade. O superfaturamento chega perto dos 500%.

Só mais um recado ao candidato tucano: Bernardo Ortiz foi condenado pelo TJSP a devolver R$ 1,5 milhão aos cofres da Prefeitura Municipal de Taubaté por compra irregular de tubos.

Esta palavra deve incomodar o tucano.

Para que não reste dúvida, publico abaixo cópia do acórdão que condena o ex-prefeito taubateano, que não é candidato nesta eleição por ter a Ficha Suja.