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sábado, 1 de setembro de 2012

JOFFRE NETO X MARCOS LIMÃO

O desentendimento havido entre o jornalista Marcos Limão e o diretor da ONG Transparência Taubaté, Joffre Neto, parece ter chegado ao fim. O assunto estava circunscrito às páginas sociais do Facebook, de onde retirei o comentário de Limão e o publiquei neste blog.

Joffre Neto manteve contato telefônico comigo na noite de sexta-feira (31/08), disse que responderia a Marcos Limão e pediu-me a publicação de sua resposta, o que faço agora.

TRÉPLICA FINAL AO CASO MARCOS LIMÃO

Caros, é com pesar que volto a este assunto, porque sei do seu aspecto de armadilha: se fico em silêncio, consinto com as calúnias que foram levantadas; se reajo, trago incômodo a alguns. Mas, não posso me furtar, até porque o incômodo de alguns é sincero; mas de outros, mera falta de solidariedade ou pavor da imprensa: ou é justo que alguém seja injuriado e não possa se defender?

Respondo e encerro aqui, pois é o passo normal de casos tais: (1)fui ofendido; (2) reagi; (3) Marcos Limão replicou - com ofensas; (4) treplico, em minha defesa.

A meu ver, Marcos Limão é um bom repórter investigativo, de boas matérias, mas nem por isso pode atacar gratuita e seletivamente.

Passo a responder:

Marcos Limão,

O tom nervoso, sem equilíbrio, de sua resposta demonstra exatamente o que eu afirmei anteriormente: sua vontade de me agredir.

Você me chama agora de venal (“quanto de dinheiro recebeu?”); de mentiroso e usurpador (“você se apoderou de uma informação”); e demonstra ressentimento com minha singela propaganda eleitoral (“sua propaganda é ruim, sem conteúdo”).

Reclama você que está atolado e tem família. Devia ter pensando isso antes de me escolher dentre 325 para zombar de minha honestidade. Eu também tenho família e tenho muito trabalho para fazer (principalmente voluntário).

Aliás, que belo momento para você experimentar o outro lado da moeda: de se sentir na berlinda. Que isso lhe sirva de reflexão a cada vez que sentar ao computador para escrever algo que ofenda outras pessoas.

Vejamos sua manifestação:

1) "Como você descobriu o autor da nota do jornal durante o evento do Barão de P4 se não havia ninguém do CONTATO por lá? Você falta com a verdade?"

TREPLICO: Fontes seguras, fidedignas, relataram-me com detalhes suficientes. Não, não falto com a verdade.

2) Seu vídeo eleitoral – que você chama de “singela mensagem”, muito provavelmente para transmitir para as pessoas do facebook a humildade que lhe falta – realmente não merece ser levado a sério. Está ruim, tanto do ponto de vista de conteúdo quanto do visual.

TREPLICO: É sua opinião ressentida, meu amigo. Que seria do vermelho se todos gostassem do azul? Mas, na realidade, só recebi elogios pela mensagem.

”3) Quem descobriu o caso dos ovos de ouro foi uma pessoa que trabalhava na Defensoria Pública. E você se apoderou da informação para se promover politicamente e sequer deu o crédito para o verdadeiro autor da façanha.”

TREPLICO – Apesar de achar um pouco infantil discutir descoberta de “os ovos de ouro”, sou obrigado a dizer que você mente. Todos sabem que desde 2009 transformo as publicações de compras da Prefeitura em tabelas e, certo dia, mostrei uma dessas para uma ex-diretora de lá, que ficou pasma com os valores dos ovos e me chamou a atenção.

Devo dizer ainda que você ouviu o galo cantar mas não sabe bem onde.
Quem fez o contato com o CQC para falar do caso foi sim um funcionário da Defensoria, o caro Sisenando Calixto, cuja ação sempre cito aqui. Em seguida, fui entrevistado pelo programa. Mas não sabia que você tinha ficado tão ressentido com uma mera entrevista que eu dei e guardado isso por tanto tempo no coração.

“4) Questionei seu apoio ao vereador Henrique Nunes, na campanha eleitoral de 2010, pela sua incoerência. Você, como presidente da Transparência Taubaté, que se propunha a fiscalizar Executivo e Legislativo, nunca poderia ter apoiado o então presidente da Câmara Municipal na sua campanha para deputado federal.”

TREPLICO: Não só nos propusemos como fiscalizamos Executivo e Legislativo. As dezenas de denúncias e representações que fizemos estão aí para quem quiser ver. Por que “nunca poderia”? Você não aprovava ou sabia de uma alguma coisa grave, cabeluda, do Henrique já naquela época e não nos contou? Afinal, você ocupava cargo de confiança na Câmara na época, lembra-se?

5) “Quanto dinheiro você levou para apoiar Henrique Nunes em 2010? Ou você quer nos fazer acreditar que temos em Taubaté a única pessoa no Brasil que hoje trabalha gratuitamente para uma campanha eleitoral?”

TREPLICO: Ah, Marcos Limão. Gostaria que você tivesse tido a coragem de afirmar e não de apenas perguntar se levei dinheiro, porque aí você iria responder nos tribunais.

Mas, em todo caso, é muita útil sua colocação: desnuda seus esquemas mentais e seus critérios.]

Todos sabem que há um mecanismo mental que leva a julgar os atos alheios pelas próprias práticas, ou seja, se você dúvida que alguém possa ser voluntário e agir sem retribuição é porque, talvez, aja em sentido contrário.

Então lhe pergunto: Quanto dinheiro você levou para me escolher dentre 325 candidatos e me atacar? Quanto dinheiro você está levando para tentar me prejudicar?

Pergunto-lhe mais: então você saiu da Transparência porque viu que lá só tinha trabalho voluntário, mas de dinheiro nada?

Aliás, você é um jornalista investigativo por ideal ou por dinheiro?

E por oportuno, quanto de trabalho voluntário pela cidadania você realiza?

6) “Uma pessoa com experiência politica como você, não sabia que o Henrique Nunes dava sustentação política a Roberto Peixoto em 2010? Conta outra...”

TREPLICO: Até aquele momento em que o apoiei, Henrique Nunes não tinha demonstrado nada que eu soubesse que o comprometesse. Apoiava o Prefeito sim, assim como Pollyana e outros vereadores apoiaram. A partir do momento em que ele integrou a “bancada da vergonha” o denunciamos publicamente.

7) “Participei do grupo que fundou a Transparência Taubaté (TT). Resolvi me desligar ao ver o uso político que você fazia dela. O tempo é o senhor da razão: sua propaganda eleitoral para vereador em 2012 mostra isso, basta ver a logomarca da TT no seu vídeo.”

TREPLICO. Mais uma vez você mente.

Primeiro, porque você não foi a mais do que três ou quatro reuniões e nunca participou de nenhuma investigação.

Segundo, que história é essa de uso político três anos antes das eleições?

O que é certo é que você só ficou até que denunciássemos um desafeto seu, e que só concordamos depois de muita insistência.

Você não gostou que aparecesse a logomarca da Transparência em minha propaganda? Então depois de tantos anos de trabalho você quer que eu nem mencione isso? Vai ficar querendo.

8) “A discussão que havia internamente na TT: se alguém fosse candidato, deveria se desligar da entidade. Se você, pelo visto, não respeito as regras.” (sic)

TREPLICO: É verdade - caso a Transparência tivesse sido registrada oficialmente, porque a lei nos impediria, por exemplo, de assinar documentos oficiais. Mas desde que optamos por ser uma organização informal essa necessidade se desfez.

9) “Não estou escondido atrás de um fack. Assino todas as reportagens de minha autoria. As notícias veiculadas na coluna Tia Anastácia não tem autoria mesmo. É o estilo da coluna, se você não entendeu. E a sua propaganda eleitoral deixa tanto a desejar (e subestima tanto a inteligência do eleitorado) que não merecer ser alvo de reportagens, apenas notas.”

TREPLICO: Obrigado por confirmar mais uma vez que se esconde atrás de um fake: “Tia Anastácia não tem autoria mesmo” – mas certamente tem autor, não?

Quanto a minha propaganda eleitoral, é o seu ressentimento se manifestando de novo. Cuida disso.

10) “Não sinto raiva de você, apenas decepção.

TREPLICO: Ah, imagina se sentisse então. Essa sua nota demonstra isso claramente. “

Eu é que não tenho raiva de você e reconheço seus méritos, como declarei uma vez: “Limão, você é um dos mais promissores dessa nova geração de repórteres”, lembra?

Quanto à decepção, sinto, porque não gosto de causar sofrimento a ninguém, mas não tem outro jeito: não sou conduzido porque quem quer que seja.

11) “Estou atolado de trabalho e tenho família. Disponho de pouco tempo livre e não gostaria de gastá-lo para responder seus ataques no facebook, por isso peço que pare”.

TREPLICO: Já respondi ao início. Da minha parte está encerrado aqui.