Páginas

domingo, 2 de setembro de 2012

ORTIZ JÚNIOR NEGOCIA COM
LOBISTA A CAMINHO DA MISSA

Os religiosos, de todos os credos, que acompanham a evolução das campanhas eleitorais nos principais municípios paulistas devem ter percebido com que apego os tucanos se aproximam de bispos, padres e pastores para alavancar suas candidaturas.

A lógica é simples. Não importa o credo religioso. Importa o apoio de suas lideranças, usadas como meio para chegar ao objetivo-fim.

Abaixo, três notinhas publicadas na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, neste sábado (1º/09/12).

Guerra santa - O QG de José Serra pretende colar a imagem de Celso Russomanno à Igreja Universal do Reino de Deus para recuperar eleitores alinhados ao PSDB que migraram para o líder nas pesquisas. "Ele diz que não tem padrinho? As pessoas precisam saber que o padrinho é o Edir Macedo", diz um grão-tucano. Para serristas, a associação ajudará o ex-governador sobretudo no eleitorado católico e no segmento evangélico que disputa fiéis com a igreja do bispo controlador da TV Record.

Benção - Como vacina, Russomanno tem dedicado espaço na agenda a encontros com católicos. Ontem, fez questão de divulgar visita a d. Fernando Figueiredo, patrono do padre Marcelo Rossi, da Renovação Carismática.

Romaria - Gilberto Kassab organizou périplo de Serra a bispos católicos e pastores de várias denominações. Ambos foram a Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, "rival" de Macedo.

O pendor tucano para usar religião e religiosos é insofismável.

Aqui mesmo, na nossa Taubaté quase quatrocentona, o tucano Ortiz Júnior se esgueira entre católicos e evangélicos, com incursões pelo candomblé, com um único objetivo: conquistar votos para atingir sua finalidade.

Ortiz Júnior, que ainda não mostrou sua carteira de trabalho assinada, especializou-se em ser fotografado ao lado de padres e pastores e esparramar pelos quatro cantos da cidade o apoio recebido.

“Saindo da missa te ligo, pode ser 10h30?”

No diálogo que reproduzo abaixo, aparecem o tucano Ortiz Júnior e o lobista Djalma Santos conversando sobre negócios na FDE.

Notem que o tucano estava apressado, pois iria assistir a uma missa.


Será que Ortiz Júnior confessou seus pecados antes da comunhão?