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domingo, 16 de setembro de 2012

POR QUE NÃO VOTAR EM ORTIZ JÚNIOR?


Por Silvio Prado

Não há dúvida, quem deseja uma nova Taubaté tem a obrigação moral de votar em Ortiz Junior. Pesquisa Datametropolitana prova que não há no Brasil inteiro ninguém mais preparado do que ele para governar e dar jeito numa problemática cidade como a nossa. Junior, para exercer a nobre função de prefeito, já veio sendo preparado quando ainda estava no ventre da mãe. “É fantástico!”: seus nove meses de gestação foram racionalmente usados para direcioná-lo à administração pública.

Quando ele botou a cara no mundo, ao invés do berreiro normal de toda criança, o bebê já foi cantando um jingle de uma das campanhas de seu pai Bernardo. Para pegar no sono, nos seus primeiros meses nunca teve esse negócio de cantiga de ninar. A voz de quem o embalava, sempre de maneira doce, soprava em seus ouvidos coisas como “Taubaté tudo de novo”. E, o menino, numa imensa paz, dormia feliz.

Junior, dizem seus amigos, nunca jogou bola, nunca brincou de queimada e nem de boneca. Não brincou de esconde-esconde e jamais nadou pelado na lagoa do sítio do Bonfim. Nunca foi visto subindo em arvores ou andando de bicicleta. Desde o primeiro momento, sua vida foi dedicada ao conhecimento científico, apenas ao conhecimento científico. Sua infância foram os livros, os livros foram sua infância, disse Monteiro Lobato, psicografado por Junior, que também é médium do Centro Espírita Pai Jacózinho da Lagoa Santa.

Aos três anos de idade, quando assistia ao Jornal Nacional ao lado do pai, fez a grande revelação: pai, quero ser prefeito de Taubaté. Bernardo, o pai, ficou pasmo, chamou a mulher e disse: o que Mozart foi na música, nosso Juninho vai ser na política. Se o genial Mozart com tão pouca idade já tocava piano e compunha sinfonias, Junior, igualmente precoce, poderá muito bem governar uma cidade aos treze, foi o que saiu dizendo também para seus poucos amigos e muitos inimigos.

Porém, antes de ser prefeito, aos sete anos o menino trabalhou como assessor especial do falecido governador Mario Covas, aos nove se fez assessor especial de Alckmin. Um pouco antes, apenas com cinco anos, já trazia em seu currículo dois diplomas universitários, varias viagens pelo mundo e uma experiência inigualável em administração pública. Foi ele que idealizou e vendeu para a NASA (por que para a NASA?) o projeto de canalização dos rios Xingu e Amazonas e a transferência da Pedra do Baú para Quiririm.

Pouca gente sabe, mas Ortiz Junior é um poliglota notável. Antes dos dez anos, já falava onze línguas, entre elas o aramaico. Ele é mestre em tupi guarani, taekuondo e salto à distancia. Foi esse currículo espetacular que abriu para o gênio mirim da família Ortiz os microfones da Metropolitana e os cofres da FDE. Ninguém acredita, mas pesquisadores das faculdades Anhanguera afirmam que o cérebro de Ortiz Junior possui mais neurônios que o privilegiado cérebro de Jofre Neto e setecentas vezes mais que os de Chico Oiring, outras duas sumidades taubateanas.

É claro que tamanha genialidade não passaria despercebida e iria mesmo provocar uma ciumeira danada em gente sem o porte do principal herdeiro da dinastia Ortiz. Por isso, o poder da inveja e do dinheiro andam comprando espaço na mídia para atacá-lo covardemente. É um insulto dizer que Juninho tem relações com as máfias da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Eleição). Pior ainda: que ao invés de ir ao Frango Assado beliscar umas coxinhas, outro dia ele foi lá buscar uma maleta de dinheiro.

Na verdade, todos os ataques contra Junior Ortiz precisam ser entendidos como ato de covardia de seus adversários. São eles, os seus adversários, que não querem que a cidade tenha uma doença para cada médico, um aluno para cada professor, quinhentos policiais para cada bandido, um dentista para cada dente, um aluno para dez mochilas, um hospital para cada rua, uma mão para cada palmatória e cem gramas de joelho para cada milho de quem se atrever a envolvê-lo em tramas mentirosas como essa da FDE.

Junior tem tudo para ser prefeito. Iluminado como é, nem deveria disputar eleição. Deveria mesmo é ser aclamado prefeito vitalício numa assembléia gigantesca no Joaquinzão. Se assim acontecesse, a educação paulista teria economizado pelo menos sete milhões de reais.