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terça-feira, 9 de outubro de 2012

LADROAGEM NA FDE COMEÇOU EM 2007
E PROSSEGUIU SOB BERNARDO ORTIZ

Não é segredo nem para o bambuzal que cerca uma propriedade no bairro do Bonfim que seu proprietário foi demitido pelo governador Geraldo Alckmin por improbidade administrativa.

Conforme este blog vem denunciando há um ano, Bernardo Ortiz e Ortiz  Jr comandavam uma rede de influência dentro da FDE, para favorecer grandes empresas em licitações, as quais, por sua vez, abasteciam o propinoduto que irrigava a horta da milionária campanha tucana à Prefeitura de Taubaté.

Recebi na forma de comentário o texto abaixo, que mostra como agia José Bernardo Ortiz, o caudilho ímprobo, para beneficiar empresas fornecedoras da FDE, da qual ele foi defenestrado tardiamente, as quais, por sua vez, irrigavam a horta de Ortiz Júnior em Taubaté.

Este é só um pequeno detalhe da máfia taubateana que agia na Fundação para o Desenvolvimento da Educação sob o comando de Bernardo Ortiz e Ortiz Júnior.

Uma pena que taubateanos de boa índole pensam que a cidade só tenha um chefe de quadrilha. O maior deles trabalhava para o governo do Estado e foi demitido, tardiamente.

Leiam com atenção:

Ao contrário do que determina a Constituição Federal e as Leis Brasileiras, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), órgão responsável pelas políticas educacionais da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, restringe cada vez mais o número de participantes nas licitações, impondo formalismos, gerando desclassificações e direcionando para que apenas um pequeno grupo de empresas privilegiadas sejam vencedoras.
Desde 2007 apenas quatro empresas revezam-se como vencedoras nesses pregões: Bignardi, Kalunga, Ataka Brasil e Foroni.
Mais um exemplo aconteceu em 23 de agosto de 2012 ,quando foi realizado o Pregão Eletrônico n.º 36/00354/12/05, dividido em 3 lotes, com valor total estimado em R$ 215.460.000,00 (duzentos e quinze milhões, quatrocentos e sessenta reais) no qual mais uma vez as vencedoras foram as empresas Indústria Gráfica Foroni nos Lotes 01 e 03 e Ataka Brasil no Lote 02.
Nesse pregão as restrições à competitividade iniciaram-se através de exigências de capacidade técnica que somente seriam atendidas pelas empresas que forneceram o mesmo objeto nos últimos anos, resultando com a participação de apenas 10 empresas num Pregão milionário que normalmente atrairia a participação de 40 a 50 empresas.
Mas a história não termina aí.
Dentre essas 10 empresas, sete foram desclassificadas por motivos absurdos e ilegais, como por exemplo, terem colocado na proposta o local e data da emissão da proposta, fato que permitiria a identificação dessas empresas.
Através de alegações absurdas, 70% das empresas participantes foram desclassificadas do certame, e apenas 3 empresas ofertaram lances, que por imensa “coincidência” foram :Indústria Gráfica Foroni, Ataka Brasil e Bignardi, essa última inclusive com suspensão para participar de licitações.
Os 3 lotes foram arrematados no exato valor estimado, nem um centavo a mais, nem um centavo a menos, conforme Ata de Registro de Preços disponibilizada no site www.bec.sp.gov.br, oferta de compra n.º 08110180462012OC00228:
Lotes Valor unit.
Arrematado Valor total
Estimado
R$ Valor total
Arrematado
R$ Empresa
vencedora
01 R$ 29,98 89.940.000,00 89.940.000,00 Foroni
02 R$ 28,31 93.423.000,00 93.423.000,00 Ataka Brasil
03 R$ 24,69 32.097.000,00 32.097.000,00 Foroni

Como funciona:
A exclusão forçada de empresas que apresentam preço menor, faz com que o preço não se reduza, pois ficam classificadas para lances apenas as empresas que fazem parte do grupo ganhador.
Essas empresas iniciam os lances com valores muito superiores ao valor máximo estimado e sendo as únicas classificadas, simulam a apresentação de lances, para na verdade chegar apenas ao VALOR MÁXIMO estimado para contratação, como no caso acima, onde não foi dado sequer um centavo de desconto sobre o valor estimado.
Caso fossem mantidas as empresas indevidamente desclassificadas, os preços alcançados seriam alarmantemente menores dos que os praticados pelo cartel.
Assim, trazemos ao conhecimento de Vossa Senhoria essa desavergonhada contratação que envolve mais de 200 milhões de reais dos cofres públicos indevidamente utilizados para que se tomem providências, no sentido de suspender a anular essa licitação totalmente ilegal.