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sábado, 20 de outubro de 2012

ORTIZES CRIAM CENTRAL DE BOATOS
E PROVOCAM A POLÍCIA FEDERAL

Por Antonio Barbosa Filho

No seu desespero para vencer a qualquer custo e não repetir o que seu companheiro José Serra está sofrendo em São Paulo - uma humilhante derrota para um novato como Fernando Haddad, depois de ter vencido o primeiro turno, os Ortizes que disputam a Prefeitura de Taubaté partiram para a baixaria total. Vale tudo para agredir o adversário e enganar o eleitor incauto.

A situação piorou depois do debate na TV Band Vale, no qual o Juninho mostrou-se completamente despreparado para exercer qualquer cargo de mando. Fugiu das perguntas mais esclarecedoras para o eleitor, nenhuma delas ofensiva para um verdadeiro homem público. Que mal haveria em confessar que advoga para seu pai, que foi condenado a devolver cerca de um milhão de reais à Prefeitura?

Defender o próprio pai seria uma atitude nobre, de pessoa "bem-nascida" como diz ser o Júnior. O problema é que ao tentar apagar a dívida de Bernardo, o herdeiro está atuando contra o povo de Taubaté, fonte do dinheiro da Prefeitura. Ou seja: ele quer arrancar um milhão de reais daqueles mesmos eleitores aos quais pede voto.

Como a questão é delicada, o jovem preferiu fugir, deixando os eleitores em dúvida sobre as intenções do candidato. Se fosse eleito, ele perdoaria a dívida de quem o sustenta a vida toda? Não sabemos.

Júnior tentou fazer o povo de idiota, ao exibir uma folha de papel e dizer que era uma decisão de misterioro "Tribunal" aprovando as maracutais que fez na FDE - Fundação para o Desenvolvimento da Educação. Era mentira: trata-se de um mero parecer do Tribunal de Contas, órgão assessor do Poder Legislativo, sem função judiciária.

O TC, cujos membros são nomeados pelo governador (meu amigo Roque Citadini é membro, assim como o Robson Marinho, de São José dos Campos, que tem dinheiro bloqueado da Suíça, pois recebia propina da Alstom para distribuir a seus colegas da cúpula tucana em troca de adquiris trens para o metrô) apenas produz pareceres, que podem ou não ser acatados pelas Câmaras Municipais. Aprova ou desaprova as contas dos prefeitos, mas quem julga é o Legislativo.

Aquele papel vazio que Juninho tentou transformar numa decisão judicial, sem dizer o nome do Tribunal que o emitiu nada tem a ver com as pesadas acusações que lhe faz o Ministério Público paulista, ou com o processo a que responde (junto com seu pai, seu amigo Djalma Santos e três empresas fornecedoras da FDE).

É por esses processos que poderá ser cassado, ou até ir para a cadeia, caso seja considerado culpado. Como bom malandro, ele fugiu do assunto e ainda tentou engabelar seus iludidos eleitores. Ficou muito feio, ainda mais porque o Isaac do Carmo teve a presença de espírito de alertar que aquele papel era do Tribunal de Contas e não do Poder Judiciário. 

TERRORISMO

Como se acha acima da lei e nunca foi contrariado na vida, Juninho resolveu usar de todos os métodos na sua ânsia de satisfazer a vontade do Paipai, que é a de torná-lo o décimo prefeito da família. Criou uma tropa-de-choque para fazer o trabalho sujo na campanha, que vai da destruição da propaganda dos adversários, à distribuição de sua própria propaganda em lugares públicos onde isso é proibido por lei.

O mais recente golpe do bando de terroristas é a geração de boatos visando tumultuar o clima até agora tranquilo da campanha. Pessoas ligadas a Ortiz usam as redes sociais, especialmente o Facebook, para propagar mentiras, como a de que Issac já escolheu seu secretário de Trânsito e outros assessores, que viriam de fora. É mentira, mas Juninho aprova tais métodos mafiosos - se não os aprova, está na hora de dizê-lo e controlar sua tropa de terroristas.

O pior dos boatos, o que mais caracteriza um crime eleitoral e que poderá ter consequências sérias para o bando criminoso envolveu a Polícia Federal! Elementos do esquema sujo dos Ortizes divulgaram que a Polícia Federal esteve à caça do atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, vice do presidente licenciado Isaac do Carmo. Era uma infâmia, mas pistoleiro não mede os limites de suas ações.

Por envolver a Polícia Federal, certamente os envolvidos neste golpe contra a paz no processo eleitoral serão convidados a prestarem esclarecimentos. Dois deles assinam-se no Facebbok como Hugo Nascimento e Monica Cláudia Farroco. Há outros, que esses dois acabarão entregando à Polícia quando interrogados. Mais um processo entre os inúmeros que Juninho está acumulando na Justiça Eleitoral (e na da Fazenda, com reflexos civis e penais). Se fosse eleito, Juninho e seu pai passariam mais tempo em fóruns do que na Prefeitura...o que não deixaria de ser bom para os cofres municipais...

O juiz eleitoral tem poder de Polícia na questão da propaganda ilegal, sem precisar ser acionado pelo Ministério Público, pelos partidos ou por qualquer eleitor. Querem fazer um flagrante de crime eleitoral agora? O restaurante da rodoviária nova está distribuindo propaganda do Júnior aos seus clientes, não apenas "santinhos", mas adesivos para carro e banners.

É proibido pela resolução 63/98 do TRE-SP, e outras que se seguiram, fazer propaganda em lugares "de uso comum do povo", o que inclui os "equipamentos e logradouros públicos" - e o comércio no terminal rodoviário é uma concessão. É só chegar lá e multar o dono em 5 mil a 15 mil UFIRs.