Páginas

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

TUCANALHA QUER CULPAR PT
PELA ABSOLVIÇÃO DE PEIXOTO

O prefeito Roberto Peixoto não foi cassado por uma série de injunções políticas que atuaram contra a vontade da população e o absolveram na madrugada de 13 de agosto de 2011.

As forças do PMDB se uniram para defender o prefeito canastrão. Vereadores da base aliada e os compráveis passaram madrugadas acordados na casa de um deles debatendo o que fazer diante do clamor popular para defender uma administração que apodreceu no poder.

Agora, a tucanalha quer jogar na conta do PT a absolvição de Peixoto. Os xiitas da direita brasileira e da conservadora Taubaté não querem lembrar o que houve neste século XXI.

Bernardo Ortiz, para se eleger prefeito no ano 2.000, precisou do concurso de Roberto Peixoto como candidato a vice-prefeito.

O tucano, agora depenado pelos últimos acontecimentos e demitido da FDE pelo seu protetor, o governador Geraldo Alckmin, venceu aquelas eleições.

Numa triangulação que envolveu o deputado estadual Padre Afonso (PV) e o filho Ortiz Júnior (PSDB), o velho Bernardo Ortiz loteou os cargos de prefeito para 2004 e 2008.

O trio apoiaria Peixoto em 2004, que venceu as eleições. Ortiz pai não contava, porém, que apoiava um carrapato do poder igualzinho a si mesmo. Era cobra engolindo cobra.

Quando Peixoto, que havia trocado o PSDB pelo PMDB, resolveu que seria candidato à reeleição, o pandemônio se instalou na hoste comandada por Ortiz.

O conluio arquitetado pelo velho feiticeiro deu errado, precipitando as candidaturas de Padre Afonso e Ortiz Júnior em 2008.

Peixoto se reelegeu, numa das eleições mais apertadas da história de Taubaté.

Sob denúncias de corrupção, falta de remédios nos postos de saúde e pronto-socorro, compra de votos, fraudes de toda ordem e falcatruas, Peixoto chegou a ser cassado pela Justiça Eleitoral de Taubaté.

A defesa de Peixoto recorreu ao TRE e o prefeito canastrão foi mantido no cargo.

O tempo passou e chegamos a 2011.

Novas denúncias abalaram o Palácio do Bom Conselho.

Peixoto foi levado a julgamento por corrupção pela Câmara Municipal.

Seis vereadores votaram pela absolvição do prefeito canastrão. Luizinho da Farmácia (PR) foi o único reeleito.

Chico Saad (PMDB) ainda luta para ter seus votos validados pela Justiça Eleitoral. Sua votação foi pífia, como foi seu mandado subserviente. Chico não tem votos para se eleger. Estamos livres de sua figura sinistra.


Rodson Lima (PP) foi afastado da Câmara Municipal pelo STJ e não conseguiu eleger seu filho Rodson Lima Júnior.

João Verjola,que substituiu Rodson Lima, se prestou a impedir que o empresário Djalma Santos apresentasse, na Câmara Municipal, denúncias contra o tucano Ortiz Júnior, recebeu o merecido castigo. Não foi reeleito. Taubaté não precisa de mediocridades na Câmara.

Maria Teresa Paolicchi e Ary Filho não puniram Peixoto. Foram punidos pelos eleitores. Não se reelegeram.

Henrique Nunes (PV), que votou pela absolvição de Peixoto, preferiu apoiar Salvador Soares (PT) a se candidatar.

CASSAÇÃO NÃO INTERESSAVA

A sucessão de erros que envolveu o processo de cassação de Peixoto marcou indelevelmente a vida política da cidade.

Todos falharam!

O PT porque não mobilizou os trabalhadores para exigir a cassação. O partido cruzou os braços e deixou a vice-prefeita Vera Saba brigar sozinha.

O PSDB pouco esforço fez pela cassação de Peixoto. Omisso, Ortiz Júnior se esquivou das perguntas mais agudas sobre o processo em transcurso na Câmara.
Era necessário que Peixoto sangrasse bastante para facilitar a caminhada tucana rumo ao Palácio do Bom Conselho.

Não havia interesse do PV que Peixoto fosse afastado do cargo. Da mesma forma que Ortiz Júnior, Padre Afonso também estava de olho no espólio de Peixoto.

Ou seja: a cassação de Peixoto e a posse de Vera Saba (PT) seria um banho de água fria nas candidaturas de Isaac do Carmo, Padre Afonso e Ortiz Júnior.

Nenhum dos três estava interessado na cassação de Peixoto.

Daí a querer colocar na conta do PT a absolvição do prefeito canastrão vai uma distância muito grande.

Só para recordar os desavisados: em fevereiro deste ano, o vereador Rodrigo Luís Silva – Digão apresentou provas irrefutáveis que Peixoto ainda pagava, irregularmente, a Home Care, e pedia a instalação de nova CP na Câmara Municipal.

O assunto foi solenemente ignorado pelo presidente municipal do PSDB, Ortiz Júnior. Inquirido por simpatizantes, o tucano afirmou que desconhecia o teor da sessão de Câmara e o pedido de um dos vereadores mais sérios da atual legislatura: Digão, de seu partido.

Ou seja, Ortiz Júnior foi omisso.

Em maio deste ano, as denúncias contra Ortiz Júnior s seu pai, Bernardo Ortiz começaram a pipocar, a partir da representação formulada pela bancada do PT na Assembleia Legislativa.

A primeira denúncia foi publicada neste blog sobre a formação de cartel de empresas para fornecer 4 milhões de mochilas à FDE.

O assunto foi destacado pela revista IstoÉ.

Recentemente o assunto ganhou as páginas da Folha, do Estadão e transformou-se na mais nova vergonha nacional para os taubateanos.

Ortiz Pai e Ortiz Júnior tiveram seus bens bloqueados pela Justiça.

Pior: Ortiz Pai foi demitido da FDE pelo governador tucano Geraldo Alckmin.

Caiu a máscara do velho carrapato do poder.

SEGUNDO TURNO

A propaganda eleitoral do segundo recomeça nesta segunda-feira (15/10).

A maquiagem de bom moço pintada no rosto de Ortiz Júnior não esconde a cara que existe embaixo dela.

Taubateanos de coração: notem como Ortiz Júnior tem solução para tudo, como Collor tinha em 1982. Tudo certinho, tudo em seu devido lugar.

Marketing, puro! Mentira pura, como convém a quem não tem programa de governo e sim promessas de campanha, quase todas inexequíveis.

O resto da história todo o Brasil conhece. Que ela não se repita em Taubaté.

Não! Taubaté não quer tudo de novo.