Páginas

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

ATITUDES DE PEIXOTO CONTINUAM
EM SEU SUCESSOR?

Tony Marmo

Camaradas,

PT, PSDB ou PMDB, não se diferem ou não querem diferir-se? Há razões fortes para pensar que os políticos desses partidos se imitam uns aos outros nas atitudes sem reclamar direito autoral. Não poderia, aliás, haver pior diagnóstico para um governo que ainda nem se iniciou do que o de ser comparável a um desgoverno como este que se encerra. É desgraça política para qualquer um descobrir suas possíveis semelhanças com o antecessor tão criticado, e essas semelhanças estão aparecendo.

Durante esses últimos oito anos, o Prefeito 45 que depois virou 15, Roberto Peixoto foi investigado e denunciado pela imprensa, pelo Ministério Público Estadual, Pelo Ministério Público Eleitoral, pela Polícia Federal, pelo Tribunal de Contas do Estado, pela Controladoria Geral da União, pela Câmara Municipal através de várias Comissões e por cidadãos sem mandato. Várias vezes, Peixoto esquivou-se de dar explicações ou de ser notificado, ou apelou para o decurso de prazo para não ter que se explicar ou sofrer alguma sanção.

Pois bem, acusado de estar envolvido nos escândalos da FDE, o novo Prefeito tucano de Taubaté (e há décadas só há tucanos comandando a PMT), Ortiz Jr passou para a mira da procuradoria eleitoral que quis saber se o dinheiro supostamente desviado da FDE não foi usado na campanha eleitoral, o que caracterizaria, entre outros, abuso do poder econômico. É uma preocupação legítima na defesa do interesse dos cidadãos, diga-se de passagem. O procurador moveu um processo contra o Prefeito eleito que pode resultar na anulação das eleições. O novo tucano alega inocência, nega todas as acusações, que chama de falaciosas, mas por quase vinte dias teria evitado receber a citação da justiça eleitoral para apresentar uma resposta ao procurador. De 2 a 6 de novembro Justiça Eleitoral tentou, pelo número de fax informado no registro da candidatura, mandar-lhe a notificação, mas não havia sinal. Aos doze dias de novembro, então, foi à casa do prefeito eleito um oficial de justiça, mas então um funcionário responsável pela segurança do local informou que o tucano havia viajado. O outro representado no processo, o pai do Prefeito eleito e ex-prefeito, José Bernardo Ortiz, também estaria fora da cidade. No mesmo dia, o Vice-Prefeito eleito, Edson Aparecido de Oliveira (PTB), recebeu a notificação e apresentou sua defesa à Justiça na última segunda-feira. O oficial de justiça retornou à residência dos Ortizes nos dias 13, 14, 19 e 20, mas em todas essas vezes, não os encontrou. Finalmente, o o oficial decidiu realizar a ‘citação por hora certa’ e entregou, então, a citação a um funcionário da família Ortiz. Agora, o prefeito eleito citado terá cinco dias para apresentar defesa na ação. Assim, mais uma vez, os governantes no terceiro comprovam que sua preocupação maior é em manter o statuS quo do que enfrentar problemas.

Existem também histórias até folclóricas de outros Prefeitos que fizeram o mesmo. Segundo uma lenda, um deles teria até corrido para o Hospital para esconder-se de um Oficial de Justiça que o iria prender. Mas, há fatos mais recentes estão registrados nos meios de comunicação:

O Prefeito em fins de mandato e de carreira, Roberto Peixoto também costumava reunir-se no aterro sanitário e não ser encontrado na PMT, quando ia ser intimado. Chegou mesmo a faltar um dia perante a Comissão Processante. Exemplo também seguido pela primeira-dama Só para lembrar e comparar as atitudes dos dois tucanos (Peixoto também era 45 quando se elegeu), saiu num blog.