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sábado, 24 de novembro de 2012

RÉU ELEITO CONTINUA A DESAFIAR A JUSTIÇA

Antonio Barbosa Filho, jornalista

Ortiz Júnior está mostrando para quê estava realmente "preparado": para fugir e driblar a Justiça, evitando a anulação da eleição fraudada do mês passado. Fugiu por quase vinte dias, deixando os enganados eleitores esperando suas primeiras providências, planos, formação do secretariado, etc. Taubaté não tem pressa, nem problemas acumulados para serem enfrentados: o único problema que os Ortizes veem pela frente são as intimações, os processos, a cassação do mandato do Juninho, que ele comprou a peso de ouro (público) e tentará conservar até quando possa.

Quem contrata o mais caro marqueteiro do Brasil, obviamente pode também contratar os mais caros advogados. Apesar de não possuir bens, além das três casinhas de R$ 15 mil cada, e agora impedido pelo Judiciário de usar até mesmo este minúsculo patrimônio, Juninho acordou para um detalhe que poderia invalidar toda sua defesa. Ele e seu pai tinham, até esta semana, os mesmos advogados de defesa das empresas acusadas de lhes pagarem propina! Ou seja: por um descuido (natural em quem mal se iniciou na trilha do crime) os acusados de pagar e os de receber propinas nomearam os mesmos defensores, revelando aí o conluio evidente - trata-se de um só grupo, uma só turma.

Seus novos advogados sabem que os processos relacionados à eleição de 2012 não podem ser iniciados depois da posse; os antigos continuarão por até oito anos. A estratégia, portanto, é de protelar ao máximo, atrasar, enquanto for possível, o trâmite da impugnação proposta pelo honrado promotor-público eleitoral, Dr. Osório. Caso este fundamentado pedido de impugnação seja anulado por alguma dessas "mágicas" que os malandros milionários sempre aplicam quando apanhados em flagrante (Paulo Maluf que o diga...), nenhum outro poderá ser iniciado a partir de 1 de janeiro. Aí o Juninho estará sentado na cadeira de prefeito e terá que preocupar-se apenas com os processos que correm em São Paulo, na Justiça da Fazenda Pública, onde é réu por corrupção.

Interessante é que ninguém mais afirma ou tenta defender a tese de que os Ortizes são inocentes. O que as pessoas mais fiéis ao Juninho dizem é que “ele pode ser culpado, mas jamais a Justiça o apanhará!". Aqueles mesmos "eticos" de passeata, sempre indignados com a corrupção quando envolve alguém do PT ou das esquerdas, agora admitem: todos são ladrões, mas os nossos são mais espertos.

VERGONHA
Repito aqui o que já tive oportunidade de expressar dezenas de vezes: ninguém pode estar feliz com esta situação vergonhosa em que meteram nossa Taubaté. Quando a cidade esperava superar de uma vez por todas a crise política e os escândalos que a levaram às manchetes nacionais nos últimos quatro anos, quando tivemos a chance de uma esperança de moralidade na Política municipal, optamos por suportar "tudo de novo"!

O sentimento geral é de vergonha. Quem se opôs aos Ortizes está de cabeça baixa, porque não houve força política capaz de livrar Taubaté do "risco tucano" (expressão do Antonio Mário antes de ser convencido a aderir aos que sempre o humilharam). Os que votaram nos Ortizes, tampouco estão comemorando (com exceção da meia-dúzia que estará empregada na Prefeitura ou na Câmara, mesmo sabendo que apoia o lixo político). É claro que a maioria dos eleitores do Juninho é de gente honesta, que acreditou na bela propaganda e votou pensando num futuro que lhes foi prometido, mas que não existe. Frustração geral, vergonha coletiva. A esperança é que a Justiça funcione, para salvar Taubaté deste pântano moral.

IRANI

Brilhante a entrevista que o Irani Lima, dono deste blog, concedeu à TV Cidade nesta sexta-feira. Mostrando que nunca foi agressivo, a não ser quando provocado, ele discorreu tranquilamente sobre as razões deste espaço democrático ser o mais acessado da internet regional, no seu setor. Foi sua honestidade em publicar documentos que muitos escondiam, tanto contra o prefeito Roberto Peixoto, como contra o bando que assaltou a FDE e fraudou as eleições em Taubaté, que atraíram a audiência e o respeito de quase 400 mil visitantes até o momento.

Irani deu uma aula de Jornalismo, respondeu às questões com firmeza e sem oratória (não pediu que a câmera o focalizasse mais do que o necessário, como fez seu oponente no recente debate na mesma emissora). Mostrou que o jornalista não é mais importante que a notícia. Foi simples, direto, sem precisar provar nada a ninguém, apenas um jornalista digno explicando seu nobre trabalho. Se todos seguissem esta linha, o nível político de Taubaté, tanto dos que participam dos poderes quanto dos eleitores, subiria aos níveis da normalidade. Infelizmente, há uns(umas) poucos(as) que preferem lutar na lama, usam da mentira e da sabujice mais asquerosa, em troca de tostões. A esses, Irani dedicou o que merecem: o silêncio. Durmam com esta lição de civilidade.