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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

BERNARDO ORTIZ ME DEMITIU DA
RÁDIO CACIQUE, REVELA JOFFRE

O jornalismo radiofônico de Taubaté era pobre de informação e de opinião até o último dia de 1999. Tudo começou a mudar quando a Rádio Cacique foi arrendada por um grupo de empresários desta urbe quase quatrocentona.

A mudança começou no dia 1º de janeiro de 2000. Os responsáveis por criar um novo paradigma jornalístico radiofônico em Taubaté foram este blogueiro e o jornalista Robson Monteiro.

Apaixonado que sou por política, o programa que comandava do meio-dia às 14 horas era recheado por entrevistas com vereadores e, posteriormente, com candidatos a vereador.

Robson Monteiro trocou de prefixo por questões profissionais. Foi trabalhar em outra emissora de rádio, em São José dos Campos.

Passei a comandar o Radar Cacique, das 7 às 9 horas da manhã. A programação do meio-dia às 14 horas ficou com a jornalista Suely Rezende.

A jornalista Fátima Andrade, hoje na Rádio Cultura, começou conosco sua labuta no rádio e tornou-se uma grande apresentadora.

No Radar Cacique permitíamos que a população reclamasse melhorias e criticasse órgãos públicos e prestadoras de serviço. Em duas horas de programa participavam de 30 a 40 ouvintes, ao vivo.

Não havia edição das queixas. Não tínhamos identificador de chamada, mas confiávamos planamente na população.

O prefeito era Mário Ortiz, alvo principal das críticas do então vereador Joffre Neto, na época no PT.

Democraticamente, Mário Ortiz engolia as críticas. Nunca fui ameaçado por ele ou por seus assessores.

A posse de Bernardo Ortiz na prefeitura significou não apenas a mudança administrativa da cidade, mas a tentativa de encabrestamento da mídia.

Para resumir a história, um belo dia a diretoria da Rádio Cacique me chama e comunica minha demissão, sem maiores explicações.

Desconfiava que o dedo de Ortiz estivesse por trás da decisão intempestiva da direção da emissora. Não discuti. Fui embora de cabeça erguida.

Há poucos dias, o vereador eleito Joffre Neto afirmou que minha demissão da Rádio Cacique se deu por interferência direta de Bernardo Ortiz.

O que era mera desconfiança, agora toma ares de certeza. De quebra, mostra que Joffre Neto tem estreitas ligações com o caudilho taubateano há mais tempo do que imaginava.

QUANTA CALHORDICE, JOFFRE!

Vejam o que escreveu Joffre Neto, no Facebook, a meu respeito:

Quando eu fazia oposição ao Antonio Mário, cumprindo meu papel constitucional de vereador, ele satisfazia a vingancinha contra quem tinha sido candidato do prof. Ortiz, que ele odeia - porque este motivou a demissão dele da Cacique.

MINHA OBSERVAÇÃO: Quem revela que minha demissão da Rádio Cacique foi provocada por Bernardo Ortiz é o próprio Joffre Neto. Ele era o maior crítico da administração de Mário Ortiz. Seu apoio a Bernardo Ortiz era inconfessável naquela época, fato que só veio à tona este ano. Não sabia, naquela época, que após as sessões de Câmara Joffre obrigava o motorista da edilidade a levá-lo à casa do velho caudilho. Por que se reunia de madrugada com o chefe? Alguma coisa a esconder? Ou era vergonha de mostrar sua verdadeira face?

Quando ele se alinhou com a Transparência, fazia parte da desforra que ele queria contra Peixoto, que "era amigo de juventude" e lhe negou algo, que ele me contou e, infelizmente, me esqueci.

MINHA OBSERVAÇÃO: a convite de Joffre Neto entrei no grupo social Taubaté de Peixoto. Nunca pertenci à Transparência Taubaté.

Peixoto nunca foi meu amigo. Nascemos no mesmo ano (1951) e servimos ao Exército em 1970, em Pindamonhangaba.

Nosso relacionamento vem desta época.

Se você se refere a uma bolsa de estudos concedida em 2008 para minha filha, não lhe fiz confidência nenhuma. Tornei o assunto público. Você mente descaradamente e ainda é trapalhão: Peixoto era vice-prefeito em 2001. Só foi eleito prefeito em 2004, com a sua ajuda, inclusive.

Refresque sua memória: Leia a postagem que fiz em 30 de janeiro de 2011. Foi minha resposta a Jacir Cunha, na época chefe de Gabinete de Roberto Peixoto. 

AQUI, O EMAIL QUE VOCÊ ME MANDOU, LEMBRA-SE?


Autorizado pelo ex-vereador Joffre Neto, publico abaixo o comentário que ele me enviou, por email:

"Irani, seu insignificante insuportável, incorrigível (Joffre brincava comigo, grifo meu)

O Jacir não pôde refletir antes de lhe perturbar porque andava muito ocupado, pressionando ilegal e moralmente membros do Cons. de Saúde para montar uma chapa pelega. Você sabe que sempre há quem se venda: uma promessa de emprego para um companheiro, meio litro de leite no pires, um tapinha nas costas, um estalar de dedos, ou um agradinho, digamos assim. Mas àqueles quem têm a triste missão de alugar a língua e a consciência e ser o executor de todo e qualquer serviço sujo, sobra apenas dizer "sim senhor" e abaixar os olhos.

Joffre Neto"