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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

EMPRESÁRIO SERÁ OUVIDO
POR DEPUTADOS NA ALESP

O empresário Djalma Santos, que denunciou fraudes na FDE, será ouvido na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira, às 10 horas, sem a presença da imprensa. O ex-diretor comercial da empresa Diana Paolucci poderá ser entrevistado logo após a audiência.

Djalma Santos será ouvido nesta quinta-feira na Alesp
Djalma Silva, que relatou como funciona o esquema de fraudes em licitações na Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), prestará esclarecimentos aos deputados na Comissão de Educação e Cultura.

O pedido de comparecimento foi solicitado pelos deputados do PT, em agosto último, quando Djalma Silva denunciou à imprensa irregularidades na Fundação que é ligada ao governo do Estado.

Djalma trabalhou por mais de um ano na Diana Paolucci, empresa investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Estadual por integrar cartel de fornecedoras de uniformes para escolas da rede pública.

Como diretor-comercial da companhia, tinha a tarefa de abrir portas no poder público. Foi nesta condição que ele participou de reuniões e negociatas que tentavam ampliar a participação da Diana Paolucci no mercado de fornecimento de kits escolares, na prefeitura de São Paulo.

Documentos entregues ao Ministério Público Estadual, cópias de e-mails e mensagens de celular trocadas com os empresários e políticos envolvidos no esquema mostram, por exemplo, a negociata entre o ex-diretor da Diana Paolucci e Ortiz Júnior (PMDB), filho do presidente FDE, José Bernardo Ortiz.

A FDE é responsável por todas as licitações do governo de São Paulo na área da educação e possui orçamento de quase R$ 3 bilhões.

Segundo a denúncia do empresário, Ortiz Júnior, falando em nome de  Bernardo Ortiz e usando sua influência de cacique tucano, o teria procurado no ano passado para levantar recursos para sua campanha eleitoral.

“Ele queria R$ 7 milhões e pediu 10% do contrato. Consegui 5%”, lembra.

De acordo com Djalma Santos, o esquema foi implementado pelo ex-governador José Serra e importado para a prefeitura paulistana, onde operou desde 2006 pelas mãos do secretário Schneider, que deixou o cargo para concorrer como vice na chapa tucana à Prefeitura da Capital.

Tanto em nível municipal como no estadual, o esquema seria coordenado pela empresa Capricórnio.

Segundo líder da Bancada do PT, deputado Alencar Santana Braga, diante da declaração de Djalma Santos, que vem sofrendo perseguições e ameaças de morte contra si e sua família, a bancada solicitou que a reunião seja realizada em caráter reservado, para preservar a fonte.