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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

MPE PEDE IMPUGNAÇÃO DA CONTA
DE CAMPANHA DE ORTIZ JÚNIOR;
PARECER DO TC É PELA REPROVAÇÃO

O Ministério Público Eleitoral de Taubaté protocolou ação na Justiça Eleitoral em que pede a impugnação da prestação das contas de campanha do tucano Ortiz Júnior, sufragado nas urnas por quase cem mil eleitores no segundo turno da eleição municipal.

O Tribunal de Contas do Estado, em análise preliminar, deu parecer pela reprovação do balanço financeiro apresentado pelo tucano no prazo regulamentar estabelecido pelo TSE (Superior Tribunal Eleitoral) para as eleições de 2012.

O calendário eleitoral será integralmente cumprido pela Justiça Eleitoral de Taubaté, o que significa dizer que Ortiz Júnior será diplomado no próximo dia 19 de dezembro e empossado  em 1º de janeiro de 2013.

O tucano terá muito a explicar na Justiça Eleitoral sobre sua milionária campanha.

Os 500 cabos eleitorais que formaram o exército tucano para percorrer as ruas da cidade e saber as principais necessidades da população custaram só R$ 6.900,00, sem contar as mocinhas das bandeiras e outras despesas com pessoal.

Será que R$ 1.508.625,83 (um milhão e quinhentos e oito mil e seiscentos e vinte e cinco reais e oitenta e três centavos) seriam suficientes para fazer frente a todas as despesas de campanha?

Os chás e cafés da manhã oferecidos em bairros da cidade, os almoços com possíveis apoiadores políticos, os santinhos personalizados com o nome do laureado estão incluídos naquele valor? Não é possível!

As ações protelatórias de Ortiz Júnior diante da Justiça Eleitoral para ser julgado somente depois da posse tornarão os primeiros dias de seu governo um inferno.

O recesso no Poder Judiciário começa neste dia 20, um dia após a diplomação dos eleitos, e será levantado no dia 7 de janeiro.

Isto significa dizer que os primeiros sete dias de Ortiz Júnior na Prefeitura serão um inferno. O tucano começará 2013 sobressaltado, com a guilhotina armada, pronta para cair em seu pescoço, esperando ser acionada pela Justiça Eleitoral.

O tucano mal terá tempo de se aboletar na cadeira de Peixoto, que ajudou a eleger em 2004. Poderá ser defenestrado do cargo em seis meses.

A previsão é cruel, sombria, mas real. Ortiz Júnior sabe disso.