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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A DESFAVELIZAÇÃO DO MÁRMORE E
DA FAVELINHA DA VILA DAS GRAÇAS

O ex-vereador Mário Ortiz (PSD) explica, no e-mail que reproduzo abaixo, como se deu a desfavelização da Favela do Mármore e afirma, sem citar nomes, que a supressão dos benefícios aos moradores do residencial Nova Vida, construído no mesmo local pela Prefeitura, tornou inócuo o esforço feito por sua administração.

Mário Ortiz foi prefeito de Taubaté entre 1997 e 2000. Com a assunção de Bernardo Ortiz à Prefeitura em 2001, os antigos ocupantes da Favela do Mármore perderam o apoio que tinham do Poder Executivo e ainda viram surgir a nova favela que se levantou em frente às suas residências..

A favelinha da Vila das Graças por enquanto é só uma favelinha. Ainda dá tempo de acomodar seus moradores em outro local, sem criar traumas sociais ou mandar a polícia ao local para derrubar barracos e agredir seus moradores.

A alegação de que há traficantes no local não pode impedir o poder público de agir para resolver o problema sem violência, que já está grande demais.

Como o prefeito de fato é José Bernardo Ortiz, o prefeito de direito fará o que o mestre mandar? Afinal, Taubaté os eleitores pediram tudo de novo.

Aqui o e-mail de Mário Ortiz

Caro Irani, a novela Favela do Mármore começou há muito tempo, antes de 1997, quando cheguei ao cargo de Prefeito. Tinha características diferentes, pois apesar de serem barracos sem estrutura nenhuma, situava-se em área particular e pasme, era alugada para favelamento.

Depois de muita negociação com os moradores, a Prefeitura comprou o terreno onde estavam instalados os barracos, convenceu os ocupantes a deixar suas moradias até que novas casas fossem construídas (não foi fácil), construiu as casas e as cedeu para os moradores que enfim voltaram para o local original já reconstruído e com infraestrutura. O local passou a ser chamado de conjunto residencial Nova Vida. 

Os moradores, além de receberem as casas, viram ainda disponibilizados programas sociais importantes:

- vagas em creches asseguradas
- assistentes sociais no local
- escola de tempo integral com garantia de vagas para as crianças do conjunto.
- atendimento domiciliar de saúde pelo PSF com fornecimento de medicamentos
- cestas básicas para os moradores.

Depois de atenuado o problema, o que ocorreu entre 99 e 2000, a Prefeitura permitiu, à partir de 2001 (leia-se Bernardo Ortiz, grifo meu), a instalação de mais barracos em área defronte à que foi reurbanizada e ainda suprimiu a assistência diferenciada que foi proporcionada aos moradores do conjunto Nova Vida.

Vale registrar que os moradores que ocupavam a favela do Mármore durante o período em que estive à frente da Prefeitura eram em sua grande e esmagadora maioria, retirantes nordestinos que tinham enormes dificuldades, não se tratando de população local que precisou ocupar a área. Mas, mesmo não sendo daqui, aqui se estabeleceram com o beneplácito das administrações locais, e como seres humanos mereceram da Prefeitura um tratamento adequado.

Ajudaram muito nesse procedimento todo o Padre Afonso Lobato (antes de entrar para a política) e o então Diretor do Departamento de Ação Social, José Carlos Santos Pinto. 

Creio que solucionar a questão do favelamento na Vila das Graças seja mais simples do que o feito na Favela do Mármore em 99/2000, pois, a área lá ocupada é de uma empresa forte que certamente ajudará a Prefeitura a adotar soluções, inclusive financeiramente. Fica a sugestão.

Abs.

Esta e outras informações podem ser lidas em nossa fã page.