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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

DESFAÇATEZ DO PREFEITO ELEITO
EMBRULHA ESTÔMAGO DE PORCO

Ortiz Júnior ocupa seu gabinete de prefeito desta urbe no Palácio do Bom Conselho, mas está desassossegado. O jovem tucano vive assombrado com a possibilidade real de ser defenestrado da cadeira que foi de seu pai em três oportunidades, réu, como ele, em processo que tramita pela 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

O treinamento intensivo a que foi submetido por seus marqueteiros para se apresentar na televisão como o candidato perfeito para resolver todos os problemas taubateanos ainda surte efeitos. Ortiz Júnior parece inabalável diante da enxurrada de denúncias que pesam sobre ele. Aparentemente, o tucano dá de ombros à Justiça e aposta em sua impunidade.

O MPE deve esta próxima semana com apelação ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) para contestar a forma como as contas de campanha do tucano foram rejeitadas e, mesmo assim, Ortiz Júnior foi diplomado prefeito e empossado no cargo, como se as eleições tivessem transcorrido na maior normalidade, segundo afirmou o juiz eleitoral no dia 19 de dezembro.

Ao rejeitar a conta de campanha de Ortiz Júnior e, ao mesmo tempo, diplomá-lo prefeito, o juiz eleitoral Flávio de Oliveira César não analisou, em sua sentença, os 18 itens apontados pelo Ministério Público Eleitoral como indicativo das fraudes que teriam sido cometidas pelo candidato tucano, que comemorou a decisão judicial, pois ali estão as brechas que Ortiz Júnior precisa para defender seu cliente.

Não há, portanto, um ato jurídico perfeito, pois não estão satisfeitas todos as requisitos que podem impedir a manutenção de Ortiz Júnior na cadeira que pertenceu a Roberto Peixoto até uma semana atrás. O TRE deve receber esta semana recurso do MPE (Ministério Público Eleitoral) contra a decisão da Justiça Eleitoral local.

Ao julgar irregulares as contas de campanha de Ortiz Júnior e a decisão de Taubaté for confirmada em São Paulo, isto significa que o tucano estará inelegível à própria sucessão em 2016, se chegar no cargo até lá.

O MPE não se satisfez com a decisão da Justiça Eleitoral e deve ajuizar recurso esta semana no TER. Abuso de poder econômico é o que está em questão.

O artigo 222 do Código Eleitoral (Lei 4.737/65) é claro: “É também anulável a votação, quando viciada de falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o Art. 237, ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei.”

Art. 237. A interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder de autoridade, em desfavor da liberdade do voto, serão coibidos e punidos.

No caso de Taubaté vivemos as duas situações: abuso do poder econômico e as promessas, inverossímeis, do candidato tucano, a ludibriar os eleitores taubateanos.

Ortiz Júnior prometeu na campanha que a Prefeitura pagaria a reforma de 8 mil casebres construídas por seu pai sobre um lixão. Os pobres diabos creram na promessa do tucano da mesma forma que caíram na lábia de Roberto Peixoto, candidato a prefeito vencedor nas eleições de 2008.

Ao chegar à Prefeitura para seu primeiro dia à frente do Executivo municipal, Ortiz Júnior anunciou que deverá demitir 2 mil funcionários contratados sem concurso.

Com a desfaçatez de um candidato vazio e mentiroso, Ortiz Júnior afirma que eram boatos eleitorais e que os adversários fariam qualquer coisa para derrotá-lo nas urnas.

O novo prefeito canastrão não contrai os músculos faciais para exibir seu sorriso de plástico aos incautos eleitores taubateanos.

Comprove: Ortiz Júnior é capaz de qualquer coisa para derrotar seus adversários. Aprendeu direitinho com o velho Bernardo. O tucano é um perigo para Taubaté.