Páginas

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA,
AS CONTRADIÇÕES DE JOFFRE NETO

O vereador desnecessário Joffre Neto (PSB) tinha um discurso antes de se eleger e outro agora que ocupa um assento na Casa Dr. Pedro Costa, sede do Poder Legislativo Municipal. Entre o discurso do catão da Vila São Geraldo, quando estava desempregado, e a prática atual há uma diferença abissal.

Antes, Joffre Neto e seu séquito de transparentes denunciavam o número exagerado de assessores para cada vereador, uma prática que começou com o próprio vereador desnecessário quando presidiu a Câmara Municipal de Taubaté, no começo dos anos 2.000.

Joffre Neto enterrou o discurso da moralidade na Vila São Geraldo
Subitamente, cessaram os espasmos do vereador, que só conseguiu um partido político para se candidatar graças ao bom coração da vereadora Graça, presidente do PSB municipal e da Câmara Municipal.

A primeira traição cometida por Joffre Neto foi sua candidatura à presidência da Câmara Municipal, sob a alegação de que a favorita Graça não teria o jogo de cintura necessário para manter a independência do Poder Legislativo taubateano frente à Prefeitura.

Pura falácia! O vereador desnecessário, que conversa com advogados experientes em administração pública, sabe que o tucano Ortiz Júnior está por um fio no Palácio do Bom Conselho e poderá ser substituído pela vereadora Graça.

Joffre nunca esteve de olho na independência do Poder Legislativo. Desde que se elegeu vereador desnecessário, sua vista está voltada para o Poder Executivo, que adoraria assumir nem que fosse par um mandato tampão.

A independência que o catão da Vila São Geraldo deseja para o legislativo taubateano é a mesma que existia quando presidiu a Câmara Municipal: após as sessões ordinárias ia ao bairro do Bonfim pedir benção ao chefe e, provavelmente, receber orientações de como deveria ser comportar na oposição ferrenha que fazia ao ex-prefeito Mário Ortiz.

O número de assessores à disposição de cada vereador, hoje, é de somenos importância para Joffre Neto. Ele não só aprovou a criação de mais trinta cargos para a assessoria dos vereadores como nomeou pelo menos dois de seus sequazes.

Quando era um mero desempregado, Joffre Neto não titubeava em apontar os gastos desnecessários da Câmara Municipal. Indagava por que cada vereador tinha dois veículos à disposição. Estava preocupado com o perdularismo dos vereadores.

Puro jogo de cena. Mais de dois mil incautos taubateanos resolveram dar o emprego de vereador ao Catão da Vila São Geraldo.

Leia com atenção a declaração de Joffre Neto sobre a decisão da presidente da Câmara, vereadora Graça (PSB), de reduzir o número de veículos à disposição dos vereadores para apenas um, publicada na edição desta sexta-feira (18/01):

“A medida até soa simpática, mas não sei se tem racionalidade administrativa. Se você já tem o recurso, precisa usar melhor. Não acredito que seja uma decisão adequada nesse momento”.

A desfaçatez é grande.

Talvez o vereador desnecessário tenha pensado na possibilidade de perder reuniões políticas nas madrugadas do Bonfim.

Olho nele, eleitor! 

Esta e outras informações podem ser lidas em nossa fã page.