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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

INELEGÍVEL, PESADELO DE ORTIZ
JÚNIOR ESTÁ APENAS COMEÇANDO

A juíza eleitoral de Taubaté, Sueli Zeraik, é meticulosa e rígida, como afirmamos recentemente neste blog e atesta quem, por obrigação de ofício, se relaciona com ela diariamente. Na manhã desta quinta-feira (24/01) fui informado que estão sobre sua mesa os dois processos impetrados pelo MPE contra o tucano Ortiz Júnior.

O prefeito eleito por quase cem mil taubateanos foi diplomado e empossado no cargo, mas seu pesadelo está longe de se findar. Há muitas questões a serem respondidas por Ortiz Júnior na Justiça Eleitoral e na Justiça Civil.

A Justiça Eleitoral deve marcar para breve a oitiva de Marcelo Pimentel e do engenheiro Chico Oiring.

Pimentel é acusado pelo MPE de ter recebido um cheque no valor de R$ 34 mil do empresário Djalma Santos.

Chico Oiring, cuja filha está lotada no gabinete do vereador desnecessário, terá que explicar à juíza Sueli Zeraik de onde vieram os recursos para os dois depósitos de R$ 9 mil cada um que fez na conta de campanha de Ortiz Júnior.

O engenheiro sonegará informação à Justiça Eleitoral ou abrirá a Caixa de Pandora para revelar detalhes como uma possível lavagem de dinheiro, por exemplo?.

Este blogueiro, no lugar de Chico Oiring, abriria a Caixa, a não ser que o engenheiro, que está passando férias em Cancun (chic, não?) queira carregar o fardo da desconfiança que os Ortizes  jogarão sobre suas suas costas.

Fernando Gigli não sonegou informações ao Ministério Público quando foi chamado a depor sobre possíveis atos ímprobos que teriam sido cometidos pelo ex-prefeito Roberto Peixoto, de quem foi chefe de Gabinete.

Chico Oiring sonegará informações importantíssimas à Justiça Eleitoral que podem mudar radicalmente os rumos políticos desta urbe quase quatrocentona?

As explicações de Pimentel não convenceram o MPE. O marqueteiro teria dito que recebeu o cheque por serviços prestados ao empresário, mas não teria apresentado documentos que comprovassem a relação empregatícia.

Caberá à juíza Sueli Zeraik decidir quando marcar audiência para ouvir Marcelo Pimentel e se haverá necessidade de acareação entre este e o empresário que fez as denúncias que resultaram na suspensão temporária de Bernardo Ortiz da presidência da FDE e no indiciamento de pai e filho por improbidade administrativa na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital.

TUCANO INELEGÍVEL

O processo 944-18.2012.6.26.0141, relativo às contas de campanha do tucano terminou com a sua rejeição pela Justiça Eleitoral de Taubaté.

Ortiz Júnior, que paga um dos principais e mais caros escritórios de advocacia do país perdeu o prazo de recurso contra a sentença do juiz eleitoral de Taubaté. A juíza Sueli Zeraik não teve dúvida: remeteu o processo ao TRE.

Com as contas rejeitadas em 1ª instância e sem ter apresentando recurso, Ortiz Júnior nem bem começou seu mandato e já está inelegível para as eleições de 2016.

O segundo prefeito de Taubaté não está quite com a Justiça Eleitoral e o primeiro prefeito está suspenso da presidência da FDE.

O que se comenta no bastidor do Bom Conselho é que o escritório de contabilidade contratado pela campanha de Ortiz Júnior se aborreceu com a perda de prazo para apresentar contestação provocada pelo caríssimo escritório de advocacia que o defende. Um erro primário e imperdoável.

ANÁLISE CRITERIOSA

A AIJE 587-38.2012.6.26.0141 (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) protocolada pelo MPE assim que as urnas foram fechadas no dia 28 de outubro de 2012 está na mira da juíza Sueli Zeraik e deverá caminha celeremente assim que ela concluir a análise da ação do MPE.

Nesta ação, o MPE pede a cassação do registro do diploma de Ortiz Júnior por abuso de poder político e econômico, cumulado com conduta vedada a agente público. Pede também sua inelegibilidade por oito anos.

O MPE entende que foram feridas a legitimidade, a normalidade e a sinceridade na eleição municipal de 2012.

O processo está na fase das alegações finais.

Na AIJE 952-92.2012.6.26.0141, ajuizada em 10 de dezembro de 2012, o MPE denuncia possível captação ou gastos ilícitos de recursos para fins eleitorais pela campanha do tucano e de seu vice Edson Aparecido de Oliveira.

O MPE estranhou o juízo eleitoral de Taubaté ter concedido prazo de cinco dias para a defesa do Ortiz Júnior se manifestar coincidindo justamente com a diplomação do candidato eleito. Foi necessário um mandato de segurança para o juiz Flávio de Oliveira César se manifestar. Sua manifestação foi negativa ao pleito do MPE e os tucanos foram diplomados prefeito e vice-prefeito e, posteriormente, empossados.

Portanto, o pesadelo do prefeito tucano está apenas começando. As noites de Ortiz Júnior serão tenebrosas a partir do momento que a Justiça Eleitoral marcar os depoimentos de Marcelo Pimentel e de Chico Oiring.

Esta e outras informação podem ser lidas em nossa fã page.