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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

DELITO, FRAQUEZA, TRAIÇÃO E COVARDIA

Carlos Karnas, jornalista e escritor

Caro Irani. Percebo de imediato e na primeira leitura do que foi postado, justamente o que um anônimo identificou e destacou de relevante e essencial no comentário dele: Joaquim Marcelino Joffre Neto se nomeia na “profissão vereador”. Vereador profissional, portanto. A “profissão vereador” – ditada e referendada por conta própria, por aquele que se diz vítima de calúnia, injúria e difamação – consta com nomenclatura específica no Boletim de Ocorrência e está grafada em 'caixa alta' no discorrimento do Termo de Declaração. Ou seja: Joaquim Marcelino Joffre Neto, intitulando-se na “profissão vereador”, assume e incorre na transgressão, no falso arbítrio, na infração. Ponto. A opinião pública o conhece e sabe dos seus eternos queixumes raivosos. Ele se diz vítima, mas imediatamente abraça para si todas as subjetivações e adjetivações que lhes são qualificadas, na condição de homem público. Não somos nós os seus desqualificadores, como ele quer apregoar e denunciar em Delegacia de Polícia: são seus opositores e parcela significativa da população taubateana que o destratam publicamente, justamente pelos seus atos que beiram a venalidade. O jornalismo retrata, justamente, tais manifestações. Ele expressa o que é dito e falado pela população, nada mais. Acima e antes de tudo, o homem público Joaquim Marcelino Joffre Neto a si próprio se desqualifica, se desmerece e se remete ao indigesto coletivo. Não tem altivez, dignidade.

“Vereador” é cargo eletivo, exercido no legislativo municipal, de acordo com o regime político vigente e no que prega a Constituição brasileira. É representante legal da sociedade e contra ela jamais deverá se insurgir. Pelo contrário: deverá respeitá-la e assumir compromissos diante das imposições e grandezas sociais, dos movimentos coletivos que exigem ética, moralidade, princípios, honestidade, condutas corretas e transparência na política e dos homens públicos. “Vereador” é o exercício da “vereança” ou de “verear”, jamais “profissão” – como pretende este que se diz vítima em plantão policial. Intitular-se vereador profissional é agressão constitucional total, arrogância e prepotência de baixa ou nenhuma civilidade e moral.

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) e o Ministério do Trabalho e Emprego, não registram nem referendam “vereador' como profissão. Ela inexiste na Listagem das Profissões Regulamentadas, muito menos nas suas normas regulamentadoras no âmbito nacional e internacional. Neste caso, Joaquim Marcelino Joffre Neto se diz absurdamente “profissional vereador”. Ao registrar e reconhecer com assinatura um documento neste sentido, dá testemunho falso à sua própria titularidade profissional. Como homem público, achincalha a opinião pública e todos os cidadãos de bem. Nomeando-se arbitrariamente na “profissão vereador”, avoca para si condição de pusilanimidade. Não há outro termo para se apor. Por ocasião do seu registro de Boletim de Ocorrência, já deveria ter sido ele próprio citado pela autoridade. Praticou arbítrio, expôs o seu próprio delito e vitimou-nos todos.

Joaquim Marcelino Joffre Neto se diz vítima de injúria, calúnia e difamação. Pois bem, diante do que está posto aqui, diante do inconveniente delito praticado pelo próprio vereador desnecessário, como a autoridade policial poderá avançar nos queixumes dele, que por si só é pessoa tão transgressiva?

Todos os termos que a opinião pública se utiliza para qualificar Joaquim Marcelino Joffre Neto – os quais tanto incomodam-no, a ponto de assumir a sua arrogância e prepotência acusatória, desmoralizada, contra a imprensa que reflete aquilo que é voz corrente – voltam-se contra ele próprio. Afinal, quais os significados dos termosque indispõem o vereador desnecessário contra jornalistas e a imprensa?

Injúria: “injustiça, aquilo que é injusto; tudo o que é contrário ao direito”.
Joaquim Marcelino Joffre Neto não a pratica contra a sociedade ao intitular-se vereador profissional, a profissão que não existe?

Calúnia: “afirmação falsa; mentira, lorota, invenção”.

Joaquim Marcelino Joffre Neto não a pratica contra a sociedade ao falsear informação e mentir a autoridade policial, intitulando-se vereador profissional?
Difamação: “perda da boa fama; descrédito”.

Joaquim Marcelino Joffre Neto não a pratica contra a sociedade ao praticar seus atos reconhecidamente sem crédito e fama, como a de exercer “profissão vereador”,que não existe?

A sociedade e a opinião pública devem ou não duvidar do caráter de Joaquim Marcelino Joffre Neto?

Em Boletim de Ocorrência, o vereador desnecessário elencou uma quantidade de termos usuais ditos pela opinião pública taubateana e publicados pela imprensa, que não lhe fazem bem e que o perturbam. Tais termos fundamentam verdades deste homem público. Infelizmente.

Salafrário: “pessoa desonesta, desleal, ordinária”. O termo não se aplica ao que se diz vítima e falseia a sua profissão?

Vigarista: “aquele que pratica o delito do conto-do-vigário; aquele que, através de um ato de má-fé, tenta ou consegue lesar ou ludibriar outrem, com o intuito de obter para si uma vantagem; embusteiro, trapaceiro, velhaco”. O termo não se aplica ao que se diz vítima e que falseia a sua profissão? Não será vigarice se utilizar de titularidade para intimidar o que está no campo das ideias e os que devem zelar pela transparência política?

Abjeto: “que ou o que é desprezível, baixo, ignóbil”. O termo não se aplica ao que se diz vítima, que falseia a sua profissão, que foge e se acovarda para contrapor o que é de domínio da opinião pública e a imprensa transcreve? O vereador desnecessário, da maneira como age, não está a demonstrar que despreza os canais democráticos de debate e tenta cercear a imprensa descomprometida e imparcial, que está também à sua inteira disposição?

Pulha: “dito obsceno, indecoroso”. Falsear a profissão, considerar cargo eletivo de vereador como atividade profissional não é obsceno e indecoroso? O que pratica e assume tal condição não pode ser taxado de pulha?

Mau-caráter: “que ou quem tem um caráter mau; que ou quem é capaz de atos traiçoeiros; que ou quem não é pessoa confiável”. O vereador desnecessário, que se diz vítima, não tem diante dos próprios parceiros no legislativo e perante a opinião pública, reconhecidos atos e práticas que se afinam com o termo? Não há histórico conhecido deste homem público, cujo caráter nunca tenha sido questionado e qualificado?

Mentiroso: “que ou quem é dado a dizer, a contar mentiras; falacioso, falso, doloso; que dá falsa ideia da realidade, que induz ao erro; inexato, aparente, fingido, hipócrita, ilusório”. Aqui não é necessário se dizer mais nada quanto ao vereador desnecessário. Devemos relembrar o seu histórico no legislativo; a sua própria campanha, alianças e compromissos eleitorais; a sua atuação na entidade Transparência Taubaté; o caso da contratação de assessora para o seu gabinete este ano;e o trabalho de assessoramento, por compadrio, que desenvolveu na Câmara e que está sob crivo da suspeita. Será que não há muito mais?

Falso: “contrário à realidade ou à verdade; inexato, sem fundamento; em que há mentira, fingimento, dolo; que não é verdadeiro; fictício, enganoso;impostor”. Atos do vereador desnecessário não se enquadram neste conjunto? Então, é ou não falso?

Lesivo: “que prejudica, que danifica”. Atos, comportamentos e práticas do vereador desnecessário não estão a mostrar serem prejudiciais ao cidadão e município? Dizer-se “vereador profissional” não é lesivo?

Imoral: “contrário à moral, às regras de conduta vigentes em dada época ou sociedade ou ainda àquelas que um indivíduo estabelece para si próprio; falta de moralidade; indecoroso, vergonhoso, contrário ao pudor, à decência; libertino, indecente; que conduz ao erro, ao pecado; escandaloso, licencioso; cínico”. Tem moral o homem público que elenca cargo de vereador como sendo profissão? Não há cinismo ao se valer da titularidade pública para tentar oprimir e cercear a opinião pública e a imprensa?

Parvo: “diz-se de, ou indivíduo tolo, pouco inteligente, apoucado, atoleimado”.
O que dizer ao contrário do indivíduo com curso superior e que caracteriza o cargo de “vereador”, justamente, como profissão?

Incompetente: “que não é competente; que revela falta de competência, de habilidade, de aptidão; inábil”. Há quem não tenha incompetência? Qual a competência do vereador desnecessário?

Ignorante: “que desconhece a existência de algo; que não está a par de alguma coisa; mal-educado, grosseiro; pretensioso, presunçoso”. Quer ser ele vestal de bons princípios, moral, ética e bons costumes? Há o que acrescentar mais a respeito?

Imbecil: “que ou aquele que denota inteligência curta ou possui pouco juízo; idiota, tolo; que ou aquele que é fraco, sem forças; que ou quem não tem coragem; covarde, pusilânime”. Novamente,o que acrescentar mais a respeito?

As definições e significados das palavras – elencadas no Boletim de Ocorrência providenciado pelo vereador desnecessário – estão no dicionário Houaiss com verossimilhanças às do dicionário Aurélio. Joaquim Marcelino Joffre Neto é diligente na condição de vítima ofendida por termos da opinião pública e dos seus opositores, transcritos pelo jornalismo. Este mesmo jornalismo está receptivo ao que Joaquim Marcelino Joffre Neto tem para falar, sem subserviência. Entretanto, ele foge e não se dispõe a utilizar espaço democrático para defender seus atos, comportamentos, atitudes e procedimentos,a não ser nas mídias que não o contestam como deve ser contestado. Prefere buscar amparo, guarida e fazer intimidação em delegacia policial, visando outras instâncias e propósitos. Em nenhum momento contrapôs e explicitou as razões, temas, fatos e acontecimentos, nem as circunstâncias em que o conjunto de palavras foram expressas e determinantes. Porta-se como falso, portanto. Joaquim Marcelino Joffre Neto não dá respostas coerentes ou contra-argumentos às suas incongruências como homem público. Ele deve isso à sociedade. É seu dever. Caso contrário, demonstra ser covarde, medroso, arrogante e prepotente. Expõe o seu verdadeiro caráter nos intramuros dos registros oficiais. É traiçoeiro. Da maneira como age, compactua com masmorras e servilismos,com o caudilhismo. É oportunista de escrúpulos duvidosos. Os pares do vereador que se diz vítima, aqueles todos que bem o conhecem, nunca lhe deram crédito. Ridicularizam-no aberta e permanentemente. Esta percepção está a se alastrar cada vez mais, e o tal vereador a se afundar na própria e traiçoeira lama que criou. Enfim, Joaquim Marcelino Joffre Neto mexeu com a imprensa livre e responsável, que não tem comprometimentos e pode tratar da questão pública e abertamente sem quaisquer temores, pois ela não está conivente com aberrações políticas e com homens públicos que se revelam perniciosos, que demonstram feder mal no meio social e político.

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