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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

ESFARRAPADO, ORTIZ CEDE LUGAR
NA FDE AO ROTO BARJAS NEGRI

A FDE deve cair nas asas tucanas de Barjas Negri, ex-braço direito de José Serra no Ministério da Saúde. Segundo a edição desta terça-feira (26) da Folha de S. Paulo, o ex-prefeito de Piracicaba deve assumir a presidência da FDE em lugar do ex-prefeito taubateano José Bernardo Ortiz. Não sei qual dos dois é pior.

Barjas Negri tem especialização em licitações públicas, além de ser doutor em economia pela Unicamp. Ficou conhecido no Brasil por conta de seu envolvimento no escândalo das sanguessugas – as compras superfaturadas de ambulâncias pelo Ministério da Saúde, onde era secretário geral na gestão José Serra.

O futuro presidente das FDE, segundo a Folha, é velho conhecido de Geraldo Alckmin, que o nomeou presidente da CDHU, cargo que exerceu em 2003 e 2004.

Barjas Negri no Ministério da Saúde. Foto: Rodrigo Pozzebom/Agência Brrasil 
Neste período, o TCE condenou ou responsabilizou Barjas Negri por irregularidades praticadas em 102 contratos firmados pela autarquia.

A maioria das irregularidades teria ocorrido por licitações dirigidas e aditamentos acima do percentual estabelecido pela lei.

Na CDHU, Barjas Negri tinha à sua disposição R$ 1,33 bilhão. Na FDE, ele disporá de R$ 3 bilhões para gastar com reformas escolares, compra de mochilas escolares, livros, etc e tal.

Bernardo Ortiz, suspenso da presidência da FDE desde outubro do ano passado, por ordem judicial, volta para Taubaté com os bens bloqueados pela 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital e um processo, que responde junto com seu filho, Ortiz Júnior, por improbidade administrativa.

Blindado pelos deputados tucanos, Ortiz nunca compareceu às convocações da Assembleia Legislativa para depor sobre sua desastrada gestão na presidência da FDE.

Parte dos milhões de cadernos escolares que Ortiz mandou destruir
Os deputados querem apurar a compra das mochilas escolares (gasto de cerca de R$ 40 milhões), o possível superfaturamento nas reformas e construções escolares, a destruição de milhões de livros escolares por uma recicladora de papel, as contratações irregularfes de funcionários e outras denúncias que pululam na Comissão de Educação da Alesp.

Sai o esfarrapado Ortiz e entra o roto Barjas Negri. São Paulo continua em maus lenções. Sai um “mestre” e entra um “doutor” em licitações. Estamos f... (epa!) perdidos.

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