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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

LUIZINHO, JEFERSON, ORTIZES
E A BATINA DO PADRE AFONSO

Os vereadores Jeferson Campos (PV) e Luizinho da Farmácia (PR) vão à turra em plena sessão ordinária da Câmara Municipal. O primeiro para defender o deputado Padre Afonso. O segundo para defender a si próprio.

Nenhum dos dois usou a Tribuna da Câmara para defender o povo, como deveriam, pois para isso foram eleitos. Os dois turrões defendem causas próprias, que não foram levadas ao plenário.

Luizinho da Farmácia (PR) aproveitou uma fala do vereador Salvador Soares (PT), que criticava o deputado padre Afonso por ser um dos três parlamentares da região a não assinar o requerimento de instalação de CPI par apurar denúncias contra Bernardo Ortiz na presidência da FDE, que está por acabar.

O vereador Jeferson Campos (PV) não gostou do que ouviu e aparteou o colega para contestar a crítica. Luizinho se destemperou e acusou Jeferson de se esconder na batina de Padre Afonso ao defendê-lo.

Pobres de nós, probos cidadãos taubateanos, obrigados a assistir pela TV Câmara tão improfícuos debatedores.

Luizinho sabe que está por um fio na Câmara Municipal e pode ter seu mandato interrompido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o vereador só disputou a eleição municipal o ano passado graças a um recurso, mas está subjúdice.

A vaga de Luizinho da Farmácia, caso seja defenestrado pelo TSE, será preenchida pela secretária do Meio Ambiente Andreia Gonçalves, primeira suplente de vereadora do PR, cargo que ocupa na Prefeitura por indicação de Padre Afonso.

PANO DE FUNDO

O pano de fundo das turras parlamentaristas tem tudo a ver com José Bernardo Ortiz, que deve ser exonerado da FDE por seu tutor, o governador tucano Geraldo Alckmin, de onde está suspenso por ordem judicial há mais de cinco meses, recebendo salário sem trbalhar.

A Assembleia Legislativa tenta, sem sucesso, instalar CPI para apurar a gestão de Bernardo Ortiz à frente da FDE. Os deputados querem saber sobre a formação de cartel para a venda de R$ 40 milhões em mochilas escolares para o órgão, o possível superfaturamento nas reformas escolares, a destruição de milhões de exemplares de livros escolares autorizadas pelo ex-prefeito taubateano.

Em 2004, os Ortizes, Roberto Peixoto e Padre Afonso lotearam a Prefeitura de Taubaté. Todos trabalhariam para eleger Peixoto, então vice-prefeito de Bernardo Ortiz.

O combinado era Peixoto apoiar a candidatura a prefeito de Padre Afonso em 2008. O prefeito canastrão não cumpriu o combinado e candidatou-se à reeleição.

Para tentar impedir a reeleição de Peixoto, Padre Afonso e Ortiz Júnior lançaram suas candidaturas em 2008.

Em 2010, ambos foram candidatos a deputado estadual. Padre Afonso voltou para a Assembleia Legislativa para cumprir seu terceiro mandato com 44 mil votos obtidos em Taubaté e o tucano Ortiz Júnior permaneceu na cidade com seus 30 mil votos.

Na Alesp, padre Afonso faz jogo duplo, mas sempre vota com o governo, pressionado ou não. Seus interesses pessoais estão acima dos interesses de quem o elegeu.

Padre Afonso votou em 2010, na calada da noite, a favor da terceirização da saúde no Estado de São Paulo, diminuindo os leitos destinados aos pacientes do SUS para favorecer as OS (Organizações Sociais).

As ações do deputado verde são maléficas para a população que nele acredita. Sua influência no governo tucano de Taubaté, com a indicação de dois secretários municipais, é a mesma que teve no primeiro governo canastrão de Roberto Peixoto, quando indicou seus apaniguados para a administração.

A trinca Ortizes, padre Afonso e Roberto Peixoto causou um mal praticamente irreparável para Taubaté, que continua com tudo de novo.

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