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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O QUE QUEREM OS ORTIZES?

Carlos Karnas, jornalista e escritor

Novamente, caro Irani, você é 'brindado' com ação penal desnecessária, desta vez praticada por José Bernardo Ortiz Júnior. Pai e filho se fundem na mesma genética moral e subjetiva, em idêntica instância de comportamento político que eles mesmos elegem visando poder sem contestações. Nas suas condições estranhas de homens públicos políticos – como se estabelecem –, querem impugnar fatos, acontecimentos, comentários públicos notórios e a oposição pública como tal – que é elemento clássico e indispensável no regime democrático, seja em qualquer outro regime ou no exercício do campo das ideias e no da livre expressão. E se suas condutas não suportam tal elemento clássico, como aqui está posto, posicionam-se em direção ao totalitarismo ditatorial, condenado universalmente e jamais aceito pela condição humana. Nesse caso, pai e filho se identificam além da consanguinidade: deixam transparecer idêntica índole, ganância, arrogância, prepotência e o uso da força para subjugar, perseguir e calar quaisquer vozes contrárias aos seus atos, às suas pretensões pessoais e públicas que jamais são reveladas na cristalinidade dos homens de bem honestos, éticos e incorruptíveis. Idiossincráticos, pai, e agora o filho, revelam-se frágeis e intolerantes, raivosos contra os que identificam fatos e atos em que estão envolvidos; contra os que fazem críticas procedentes e justificadas, que não lhes convém; que os questionam, que sugerem esclarecimentos necessários para que as suas próprias condutas políticas e pessoais sejam respeitadas. Afinal, quem está a esconder verdades?

A nova ação penal, agora movida por José Bernardo Ortiz Júnior – através de um mesmo escritório de advocacia alienígena aos taubateanos –, escuda o que se diz “querelante” (acusador) atrás do nome e da autoridade do seu pai. Ou seja: o menininho janota que faz o que bem quer e entende, fez traquinagem, provocou, foi enfrentado, acovardou-se, ouviu o que não quis e saiu correndo chorando para se queixar agarrado nas barras da calça do pai. Infantilidade? Não, conveniência. Na maldosa e perversa conjunção de pai e filho – políticos e homens públicos adultos, que deveriam ser responsáveis pelos seus atos perante a sociedade –, toda e qualquer palavra, conceito ou opinião a eles dirigida, diante dos fatos e acontecimentos estabelecidos publicamente, serão interpretadas como ofensa, calúnia, difamação e desonra. Coitadinhos! Tão indefesos! Tão meigos!

A peça com a “queixa crime”, montada pelo escritório de advocacia alienígena, é simplória. Refere-se aos fatos do ano passado e que continuam em evidência até que sejam totalmente esclarecidos e bem assimilados. José Bernardo Ortiz e José Bernardo Ortiz Júnior, pai e filho, são acusados publicamente e judicialmente: são réus apontados como criminosos, transgressores e contraventores investigados pela Justiça (em São Paulo e Taubaté). Antecipadamente já estão penalizados, pela consistência das acusações movidas pelo Ministério Público e aceitas por magistrado, diante de medidas punitivas preventivas impostas pela própria Justiça e de conhecimento público. Não há o que contestar neste momento. Nem mesmo que José Bernardo Ortiz Júnior é acusado de não prestar as devidas e convenientes contas da campanha eleitoral e ter utilizado dinheiro de propina e de outras fontes escamoteadas para realizar a mais imponente e cara campanha eleitoral já vista na cidade. É réu que ocupa cargo de prefeito. Pode ser defenestrado. A Justiça está tardando e o beneficiando, de certa forma.

No caso específico das ações movidas contra você, Irani Lima – por publicações de matérias neste seu blog – pai e filho revelam caráter menor e impostura. Demonstram ardilosidade, perversidade e tentativa de subjugar uma voz na coletividade. Nas ações patrocinadas por um mesmo advogado, as peças “queixa crime” imprimem e transcrevem o que é público e incontestável por enquanto. Referem-se a momentos políticos que se sucederam, foram relevantes jornalisticamente. Pai e filho nada contestaram, não se contrapuseram ao que foi publicado à época. Não há respostas ou opinião contrária, nem está estabelecida defesa ou esclarecimentos ao que os próprios “querelantes” se propuseram, participaram e se beneficiaram, pelo que está posto. Se utilizam daquilo que são acusados e rotulados sem se preocuparem com a contraposição, em provar que realmente são homens honrados e que não praticam a política que não lhes convém. Antes de mais nada, são eles que devem respostas às acusações e rótulos dos quais são alvos.

Pai e filho, homens públicos, ludibriam a sociedade. Querem estabelecer e perpetuar ardilosidades também na Justiça e, desta maneira, garantir e ousar o conforto que o poder e o reinado histórico lhes confere. Não admitem quaisquer contestações da sociedade civil e das pessoas de bem, honestas, que lutam por ética, igualdades sociais e justiça social. Especialmente no campo das ideias e opiniões. Pai e filho combatem, perseguem, maltratam com raivosismo e força desmedida seus opositores. São incansáveis no objetivo da destruição de oponentes. O pai é exímio nessa arte e os testemunhos estão impregnados na cidade. Verdadeira insanidade. Entretanto, pai e filho precisam ter consciência que existem os que já estabeleceram conceito e sabem, com convicção, que o velho e o jovem saciam o poder, o ápice e as conveniências de cargos públicos, posições mandatárias que os locupletam e subjugam incautos. Está no currículo deles, na índole. E seus atos conhecidos – independente dos desconhecidos – demonstram serem lesivos a sociedade, perniciosos politicamente, criminosos (como o que está estabelecido nas peças em que são réus na Justiça). A ética, a moral e a responsabilidade pública não se perfilam ao que eles querem, pois a ânsia abusiva que estabeleceram é a do domínio autoritário e indeterminado.

O caráter duvidoso, de pai e filho, fica escancarado nas peças “queixa crime” que eles movem. Fica à mostra, também, suas incompetências civis. Eles não seguem ditames e regras convencionais estabelecidas. Sentem-se ofendidos e caluniados por qualquer coisa. E se eles entendem que existam ofensas e calúnias em tudo o que lhes é dirigido, é porque foram artífices, propiciaram e praticaram atos e fatos ou condutas desabonadoras como homens públicos. Expuseram-se e permitiram a contrariedade natural do meio social e de segmento da imprensa descomprometida com grupos. Jamais, e em momento algum, foram homens para contestarem diretamente, neste blog, o que aqui foi postado e documentado jornalisticamente. Poderiam ter feito a qualquer instante e momento, se quisessem. O administrador (“querelado”, o acusado), certamente, daria espaço para o direito de resposta que fosse. Seria seu dever profissional, assumiria isso. O jornalismo está sujeito e aberto a este procedimento, indiscutivelmente. Tanto é que artigos, opiniões e ideias sempre circulam livremente neste espaço da internet, interpondo prós e contras permanentemente, sem censura ou impedimentos, desde que autores e interlocutores estejam identificados para sustentarem seus posicionamentos. E todos fazem-no, com exceção de José Bernardo Ortiz e José Bernardo Ortiz Júnior. Fugiram, omitiram-se. Nunca praticaram direito de resposta neste blog, eu pelo menos desconheço. Se não o fizeram é porque não têm o que responder ou contra-argumentar, temem consequências e suas contra-argumentações seriam falsas ou inexpressivas.

Os dois devem – permanentemente, antes de tudo e por obrigação – explicações e esclarecimentos coletivos para todos os atos públicos e políticos em que estão envolvidos; para todas as transgressões e malversações das quais são acusados. É obrigação deles, inquestionavelmente, de estarem aptos a dar respostas aos seus atos, especialmente àqueles duvidosos, que são inúmeros e intragáveis social e politicamente. Há fundo de verdade – porque não houve desmentido – de eles estarem envolvidos em conluios, subterfúgios, procedimentos velados, malvistos, estranhos, imorais, corruptos, lesivos e que dizem respeito a toda a sociedade, a Taubaté e ao Estado de São Paulo. Todas as mídias do país já expuseram noticiário desfavorável aos dois, inúmeras vezes e em diversas ocasiões. Publicamente, pai e filho continuam mudos, dão desculpas esfarrapadas e nada revelam da essência dos fatos que os incriminam. Muito menos o advogado que os representa. Caberia nas peças “queixa crime”, justamente, o advogado e seus “querelantes” provarem a contrariedade das citações que elegem como sendo injuriosas e difamatórias. Ardilosamente, querem subjugar os que levantam dúvidas sobre suas condutas, quem os enfrentam de mãos limpas, com a postura e a força das palavras.

Enfim, pai e filho – “querelantes (acusadores) que procuram resguardar suas honras duvidosas –, temem jogo aberto público e estabelecem astúcia na Justiça para seus próprios e escusos benefícios. Utilizam o poder judiciário para jogo de cena, para fugir do direito de resposta que lhes é propiciado de forma tão simples, democrática e convenienemente. Mas essa transparência não lhes convém. Preferem jogo de poder visando ressarcimentos, continuam apostando que o mais forte prevalece contra o mais fraco, que a Justiça, no caso deles, pode ter dois pesos e duas medidas. Estão acostumados com o litígio que é arrastado e pode ficar escamoteado, intramuros. Típica ação da falsidade, do que quer esconder verdades. Medrosos e incompetentes, não dão as devidas explicações e não provam o contrário daquilo do que são acusados. Devem à Justiça e à sociedade. Não enfrentam a força das palavras, fundamentadas em atos, fatos, testemunhos e documentos. Não querem a Justiça como tal, para o que é notório e está estabelecido, mas querem se valer dela para se beneficiarem e protelarem descobertas das verdades dos seus atos vândalos, das suas próprias mentiras.

José Bernardo Ortiz Júnior se elegeu e é prefeito de Taubaté (a “queixa crime” é anterior a este fato). Está indignado por ter sido caracterizado de “poste”. O seu advogado elege a palavra “poste” para afirmar que, neste blog, a imagem do então candidato a prefeito de Taubaté estava associada “a uma pessoa estática e com pouca utilidade ou capacidade para se tornar chefe do poder executivo municipal de Taubaté”. Pois bem, nos primeiros dias de reinado, o novo prefeito deu mostra inabalável para o que veio? Cumpre aquilo que prometeu em campanha? Nega que seja tutelado pelo pai? Nega que o pai não tenha ingerência no poder? Já derrubou as provas que o incriminam na Justiça? Já se utilizou de direito de resposta neste blog? Quem paga seu advogado? Perguntas; conclusões. Reflita. Pai e filho, antes de tudo, são réus, incriminados. Beiram a desmoralização, publicamente. Há quem os consideram totalmente desmoralizados, ineptos, políticos nefastos. O taubateano honrado que o diga.

Esta e outras informações podem ser lidas em nossa fã page.