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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

ORTIZ JÚNIOR SERÁ DESMASCARADO?

A juíza eleitoral Sueli Zeraik terá a espinhosa missão de julgar as denúncias do Ministério Público Eleitoral sobre a conduta de Ortiz Júnior durante a campanha eleitoral do ano passado, quando o tucano recebeu quase 100 mil sufrágios.

O silêncio em torno dos trâmites processuais deixa inquietos adversários e acólitos do futuro ex-prefeito de Taubaté.

A situação jurídica de Ortiz Júnior seria capaz de tirar da letargia uma população desacostumada a exigir probidade de seus governantes. Seria?

Voltemos à ínclita juíza eleitoral de Taubaté.

A Dra. Sueli Zeraik tem em seu poder as denúncias do MPE com o respectivo pedido de cassação do diploma do tucano e seu consequente impedimento para continuar no governo municipal.

Entre outras tarefas, antes de sentenciar sobre o caso, a juíza eleitoral deve ouvir Marcelo Pimentel, ex-marqueteiro da campanha tucana, e o engenheiro Chico Oiring, que aparece como doador de R$ 18 mil para a campanha vitoriosa de Ortiz Júnior.

Oiring tem revelado a amigos que não esconderá nada da Justiça Eleitoral quando for interrogado sobre os dois depósitos de R$ 9 mil cada um que fez para a campanha tucana.

Frustrado por não ter obtido um almejado cargo de secretário no governo municipal, o engenheiro não estaria disposto a segurar o rojão para defender Ortiz Júnior, contra quem já postou críticas nas redes sociais.

A nomeação de Franciny Oiring, filha do engenheiro, para trabalhar no gabinete do vereador desnecessário Joffre Neto, apaziguou um pouco o clima hostil criado com sua preterição para ocupar uma das secretarias do governo tucano.

Se cumprir o que tem prometido, Oiring será a bomba de efeito retardado a explodir nos próximos meses, quando for chamado para depor na Justiça Eleitoral.

Em relação ao seu ex-marqueteiro Marcelo Pimentel, a situação de Ortiz Júnior aparenta ser tranquila. O jornalista e professor da Unitau deve sustentar que o cheque de R$ 34 mil que descontou foi por serviços prestados ao empresário Djalma Santos.

O Ministério Público não descarta a possibilidade de a Justiça Eleitoral promover uma acareação entre os dois, pois o empresário afirma que o cheque foi dado a Ortiz Júnior para complementar os R$ 100 mil que teria adiantado ao então pré-candidato a prefeito de Taubaté em troca de sua ajuda na FDE – Fundação para o Desenvolvimento da Educação.

O RABO DA PORCA

Na prestação de contas da campanha tucana, o MPE teria encontrado dois depósitos, feitos no mesmo dia, na agência local do Banco Itaú, respectivamente de R$ 9 mil e R$ 5 mil, em dinheiro vivo, o que impede seu rastreamento.

Para conter a lavagem de dinheiro, o Banco Central divulgou duas circulares (3.461 e 3.462) em agosto de 2009 que normatizam os depósitos bancários mesmo para quem não é cliente da instituição.

É aqui que a porca torce o rabo.

Os depósitos citados acima foram feitos por um cidadão insuspeito, hoje ocupando uma das secretarias do governo tucano.

Os recibos dados ao depositante referem-se à pecúnia do próprio bolso ou trata-se de lavagem de dinheiro para ajudar o tucano a justificar sua milionária campanha eleitoral?

Clique aqui para ler mais sobre lavagem de dinheiro e os cuidados do Banco Central.

Esta e outras informações põem ser lidas em nossa fã page.