Páginas

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

QUANTO VALE UM CARRAPATO?

O tucano José Bernardo Ortiz se notabilizou por chamar seus sucessores de (Judas) Iscariotes e os adversários que ocupavam cargos públicos de “carrapatos do poder”. Neste caso, o epíteto que usa para classificar os políticos cabe como um uniforme bem ajustado ao seu próprio manequim.

O mestre de obras meia boca encarrapatou-se no poder quando se elegeu prefeito desta urbe e assumiu o governo municipal em 1983. Grudou nas tetas do poder público de tal forma que seus ferrões jamais se soltaram. Há 30 anos, portanto, Bernardo Ortiz suga o dinheiro público e mantêm-se poderoso.

Entre uma administração e outra no governo municipal taubateano, foi empregado das prefeituras de Pindamonhangaba e Caçapava, deputado estadual, diretor do DAEE (Departamento de Águas e Energia) e da Codasp (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo).

Seu último emprego público, o de presidente da FDE (Fundação para o Desenvolvimento Escolar), do qual está suspenso desde outubro do ano passado por determinação judicial, já custou aos cofres públicos mais de R$ 112 mil em salários.

Bernardo Ortiz ainda aparece no organograma da estatal como presidente. Sinal claro que a blindagem feita ao caudilho taubateano pelos deputados tucanos na Assembleia Legislativa garante-lhe a volta ao batente após o cumprimento da suspensão. Minha dúvida: não estaria o velho lobo satisfeito com a suspensão?

O caudilho taubateano recebe salário há seis meses, mas não trabalha. Em compensação, Taubaté tem dois prefeitos: o filho, que venceu as eleições, mas não governa, e o pai, que perambula pelos corredores do Palácio do Bom Conselho, de chicote na mão, determinando demissões e a nomeações de outros.

Ganhar sem trabalhar é o sonho que todos acalentam
Bernardo Ortiz, chamado nas rodas políticas de Urtigão (alusão ao temperamental personagem da Disney que vivia nos arredores de Patópolis), é um personagem emblemático da história política taubateanas.

O mestre de obras meia boca, deve ter O Príncipe como livro de cabeceira. Ele aplica, como bom aluno, os ensinamentos de Maquiavel, isto é, bate e afaga, sob os aplausos da súcia que o acompanha desde sempre.

Seu chicote estala bem próximo dos ouvidos dos pobres funcionários municipais que tremem só de pensar que poderão vê-lo a qualquer momento ou receber uma ordem caudilhesca, daquelas que você tem cinco minutos para resolver ou  perde o emprego.

Nosso mulambento mestre de obras meia boca, só nos últimos seis meses, mamou, como um carrapato, R$ 112 mil em salários sem o menor esforço. Quem não gostaria de ganhar R$ 18 mil por mês sem precisar suar a camisa na labuta diária?

ESTA E OUTRAS INFORMAÇÕES VOCÊ ENCONTRA EM NOSSA FÃ PAGE.