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sexta-feira, 8 de março de 2013

CASO BRUNO E O DIA NA HISTÓRIA

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

Sexta-feira, 08 de março
Dia Internacional da Cor e da Mulher.
A origem do dia Internacional da Mulher foi a greve das tecelãs da Cotton, em Nova York, pela jornada de 10 horas. Patrões provocaram incêndio criminoso, que matou 129 delas (1857). Pedro Álvares Gouveia (depois Cabral) iniciava a viagem do descobrimento (1500). Seria aniversário de Hebe Camargo (1929).

Sábado, 09 de março
Aniversário de emancipação de São José do Barreiro (1859) e de Cachoeira Paulista (1880). Lançamento da boneca Barbie (1959). Morte de Menahem Begin, político israelense (1992).

Domingo, 10 de março
Dia do sogro. Dia do telefone porque Graham Bell fez nessa data o primeiro teste (1876). Aniversário do cantor Wanderley Cardoso (1945).  Morte do compositor Assis Valente (1958); do escritor José Américo de Almeida (1980); de Gustavo Capanema (1985) e de Zenny de Azevedo – o Algodão, capitão da seleção brasileira campeã mundial de Basquete de 1959 (2001).

DE FATO, O CRIME NÃO COMPENSA

Que o diga o goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e 3 meses de prisão... O crime não compensa mesmo! Mandou matar a ex-amante Eliza Samudio para não pagar pensão ao filho que teve com ela, e, além de pensionar o menino, pode ter de indenizar à família e passar pelo menos 17 anos e seis meses da condenação trancafiado em regime fechado.

Para a decisão, conhecida nesta madrugada, os jurados consideraram o ex-atleta culpado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Mas, por ter confessado à última hora, Bruno teve a pena reduzida em três anos, porém, aumentada em seis meses, por ter sido o mandante do crime.

A ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo foi absolvida.

Eliza foi morta em 10 de junho de 2010. Bruno esta preso há 3 anos acusado de ser o mandante do crime. Mas, para a família dela, as condenações não são o desfecho da história. Outros três acusados ainda serão julgados em abril e maio deste ano. E o pesadelo pode continuar indefinidamente, porque a barbárie tem novos desdobramentos. Existem investigações em andamento para apurar a possibilidade de outros dois ex-policiais civis mineiros terem participado do assassinato com Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

Agora a anedota da tragédia humana. Circula que ao negar a Zé Dirceu a possibilidade de 'fugir' do país para comparecer ao enterro de Hugo Chaves, o ministro Joaquim Barbosa não fundamentou a decisão apenas no fato do homem das mil faces não ser parente do ditador Venezuelano. Pode ter pensado: e se o goleiro Bruno também quiser ir...

Aqui tudo acaba mesmo em samba, ou melhor, em piada...

Falei e disse!