Páginas

quarta-feira, 6 de março de 2013

DEMISSÃO DE ORTIZ É NOTÍCIA VELHA.
AGORA É A VEZ DE ORTIZ JÚNIOR

A demissão do caudilho taubateano da presidência da FDE é o epílogo de uma história cujo prólogo foi escrito pelo empresário Djalma Silva Santos no primeiro trimestre de 2012 ao denunciar a formação de um cartel de empresas a Bernardo Ortiz, que não tomou nenhuma providência.

O cartel denunciado pelo empresário pindamonhangabense está sendo processado pela 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Os bens das empresas denunciadas estão bloqueados pela Justiça desde outubro do ano passado, assim como os bens de Bernardo Ortiz e seu filho Ortiz Júnior, futuro ex-prefeito desta urbe quase quatrocentona.

O último capítulo da saga “bernardiana” na Fundação para o Desenvolvimento da Educação, encenada no suntuoso edifício Caetano de Campos, erguido em 1894, na Praça da República, na Capital, foi escrito pelo governador Geraldo Alckmin nesta terça-feira (5), quando assinou as portarias de demissão de Bernardo Ortiz e de nomeação de Barjas Negri para a vaga do taubateano.

A demissão de Ortiz já é notícia velha. Somente nas últimas 24 horas tratamos do assunto duas vezes: às 11h13,para informar que caudilho taubateano poderia ser demitido até esta quarta-feira (6) e seria substituído por Barjas Negri.Às 22h12 voltamos ao tema para confirmar a demissão do ex-prefeito, tudo na terça-feira (5).

CASSAÇÃO DE ORTIZ JÚNIOR

O que entra na pauta política com mais vigor é a possível cassação do prefeito tucano Ortiz Júnior, que teve suas contas de campanha reprovadas pela Justiça Eleitoral, mas foi diplomado e empossado no cargo, apesar disso.

A Dra Sueli Zeraik de Oliveira Armani, juíza eleitoral de Taubaté, proferiu despacho no processo AIJE 587-38.2012.6.26.0141, que apura abuso de poder econômico que teria sido cometido pelo tucano Ortiz Júnior em sua campanha eleitoral.

No ofício encaminhado ao juiz da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Dr. Randolfo Ferraz de Campos, no dia 6 de fevereiro último, a juíza eleitoral de Taubaté solicita informações acerca da situação processual da ação civil nº 0045527-93.2012.8.26.0053, no qual Ortiz Júnior é réu por improbidade administrativa.

O coronel Athaide do Amaral deveria ser convocado pela Justiça Eleitoral de Taubaté para explicar o depósito que fez, em dinheiro vivo, na conta de campanha de Ortiz Júnior, na agência taubateana do Banco Itaú.

O engenheiro Chico Oiring, um dos coordenadores da campanha tucana, está disposto a falar e garante que falará tudo. Para Chico Oiring contar o que sabe dos bastidores da campanha de Ortiz Júnior, é preciso que seja convocado pelo Ministério Público Eleitoral ou pela Justiça Eleitoral.

Outro nome citado entre os possíveis convocados é o do taubateano Johnny Roberty Bibe de Souza Oliveira, assessor técnico administrativo da FDE nomeado por Bernardo Ortiz. Tem também o produtor/diretor argentino, que dirigiu os programas do horário eleitoral gratuito pela equipe do publicitário Duda Mendonça, que teria sido contratado a peso de ouro pelo tucano.

Com certeza, o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral poderiam sanar dúvidas, se elas ainda existem, sobre a licitude da campanha de Ortiz Júnior.

 A demora em julgar a AIJE 587-38.2012.6.26.0141  exaspera, mas é preciso paciência. Cada vez mais acredito que seu desfecho será favorável à verdadeira moralidade pública.

Aqui, o despacho da juíza eleitoral de Taubaté:

Despacho em 06/02/2013 - AIJE Nº 58738 SUELI ZERAIK DE OLIVEIRA ARMANI
AIJE 587-38.2012.6.26.0141
"Oficie-se ao MM. Juiz da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital solicitando informes acerca da situação processual (objeto e pé) da ação civil nº 0045527-93.2012.8.26.0053
Oportunamente, voltem os autos CLS Taubaté, 06/02/13 Sueli Zeraik de Oliveira Armani JUIZA ELEITORAL
ESTA E OUTRAS INFORMAÇÕES VOCÊ ENCONTRA EM NOSSA FÃ PAGE.