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quinta-feira, 7 de março de 2013

DESEMPREGADO, ORTIZ "ASSUME"
4º MANDATO EM TAUBATÉ

Um amigo leitor me envia o decreto do governador Geraldo Alckmin, publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (7)

DOE de 7/3/13 Secão I
Atos do Governador
DECRETO(S)
DECRETO DE 6-3-2013
Designando, nos termos do art. 15 do Estatuto da Fundação para o Desenvolvimento da Educação - FDE, com a nova redação aprovada pelo Dec. 51.925-2007, Barjas Negri, RG 5.125.223-5, para exercer a função de Presidente da aludida Fundação, na vaga decorrente da dispensa, a partir de 4-10- 2012, de José Bernardo Ortiz, RG 1.219.260/RJ.

José Bernardo Ortiz é, de fato, o novo prefeito taubateano após ser demitido da FDE pelo governador, cargo que exerceu sem nenhuma galhardia desde 11 de janeiro de 2011.

Seu filho Ortiz Júnior, eleito por mais de 99 mil votos, é dono do cargo por direito, mas não governa. O novo prefeito de Taubaté passa os dias perambulando pelos corredores do Palácio do Bom Conselho, interroga funcionários e instala o pânico entre eles.

A demissão de Ortiz da presidência da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) foi um movimento bem executado pelo governador Geraldo Alckmin no tabuleiro da sucessão estadual, que se dará em 2014 e pode defenestrar os tucanos do governo paulista.

Alckmin escapa, pelo menos temporariamente, do xeque-mate eleitoral que a presença nefasta de Bernardo Ortiz em seu governo lhe causava.

O tucano mor dos paulistas se viu obrigado a desistir de assinar um decreto pelo qual nenhum ficha suja seria nomeado para cargos públicos em seu governo. Não assinou porque seria forçado a demitir Ortiz ficha suja.

A demissão significa que o caudilho taubateano não poderá mais ser chamado para depor na Assembleia Legislativa por não ser funcionário público estadual.

Para ser convocado a prestar esclarecimento sobre sua desastrada administração na FDE, só mesmo por uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito.

 A tropa de choque tucana, para manter Ortiz blindado, inventa a CPI da Unha Encravada, a CPI da Queda dos Cabelos e outras, pois a bancada é maioria na Assembleia Legislativa e ainda conta com o beneplácito de deputados de outras bancadas como, por exemplo, padre Afonso Lobato, da bancada do PV.

O prêmio de quase R$ 20 mil por mês que ganhou durante seis meses sem trabalhar Ortiz não tem mais. Nem poderá pagar advogados para defendê-lo em processos que move contra terceiros, com dinheiro da FDE.

Por falar em FDE, gostaria muitíssimo de saber se Ortiz Pai e Ortiz Filho pagaram do próprio bolso os advogados, caríssimos, que prepararam a petição inicial no qual pedem minha condenação por injúria.

Bernardo Ortiz, quando iniciou o processo contra mim, era o todo presidente da FDE. Meses depois, o caudilho taubateano foi suspenso do cargo por determinação judicial.

Ortiz Júnior, que não era funcionário da FDE, fez o mesmo pedido à Justiça Pública (minha condenação por injúria), com os mesmos advogados e, pasmem!, com mais de 90% dos termos da petição iguaizinhos.

“Santa coincidência!”, diria Robin

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