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quarta-feira, 13 de março de 2013

ELEITOR PEDE CRITÉRIO
A VEREADORES NA SAÚDE

O eleitor Mauro E. Fonseca publicou a carta abaixo, com cópia para o email deste blog. O morador está preocupado com a possibilidade de terceirização da saúde proposta pelo prefeito tucano Ortiz Júnior.

Mauro E. Fonseca escreveu:

Senhores Vereadores(as).

Solicito  que tenham  muito critério  quanto a esse projeto  que o "Prefeito" ESTA ENVIANDO PARA VOTAÇÃO HOJE.]

Temos esse  processo adotado  em SJCampos  pelo ex prefeito  Cury  e esta sendo discutido e  questionado. Taubaté tem que ser Taubaté  e não, aceitar  que se  imponham conceitos  que segundo  o que a gente lê e  acompanha, não são eficientes e eficazes como o que  ocorre em São Paulo e  São José dos Campos e que  não funciona.  Tenham um pouco e apelem ápara o bom senso. É melhor RECUAR agora, reavaliar coerentemente para não serem cobrados mais adiante.

A PMT quer empurrar com a barriga terceirizando, ao invés de treinar e capacitar seus profissionais em todas as áreas.

Atentem para parte do texto escrito pelo médico Cid Carvalhaes, ex-presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), publicado pela Folha de S. Paulo no dia 3 de novembro de 2012:
Desde que foram implantas no Estado em 1998, as OSs tem apresentado fragilidades. Com a privatização dos serviços públicos, os médicos, os profissionais da saúde e os usuários assistiram a um processo acelerado de sucateamento  da saúde, artifício utilizado pelo gestor público para justificar a manutenção do serviço de privatização.

A discrepância pode ser vista em números. De acordo com o Tribunal de Contas do Município de São Paulo, somente na capital, no ano de 2011, o governo repassou quase 40% do orçamento de mais de R$ 5 bilhões destinados à saúde para as essas OSs.No Estado  de  São Paulo a situação não  é  diferente:  estão  sobre gerenciamento de OSs quase 40 hospitais, 44 unidades de saúde. Temos consciência de que as organizações sociais "aprofundaram" os problemas da saúde pública do país e de São Paulo. As empresas maquiaram vários pontos de atendimento com pintura de paredes e modificação de pisos mas o atendimento continua defasado, ineficiente e deficitário. No aspecto da prestação de contas, essas OS têm demonstrado dificuldades em apresentar eficiente controle do destino do dinheiro público para o privado.” Além disso, a terceirização gera uma rotatividade desastrosa nas contratações. Profissionais são contratados sem concurso público, sendo muitos deles sem qualificação adequada, o que gera grande desassistência aos usuários do sistema. 

Reflitam nobres vereadores!
Atenciosamente
Mauro E. Fonseca